Semeando Filhos, Livros e Árvores

Livros, Árvores E Filhos - Arte: Henrique Vieira Filho
Livros, Árvores E Filhos – Arte: Henrique Vieira Filho

DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.10031359

Neste artigo para o Jornal O SERRANO, Henrique Vieira Filho parte do fato que recém tivemos os dias da criança, do professor, do livro e da árvore, escrevo sobre a famosa lista do poeta cubano José Martí, que afirma que todos nós devemos plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro e, assim, eternizar nossa passagem pela vida.

Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6327, de 21/10/2022

Você, que acompanha meus artigos, já notou que gosto de ter datas comemorativas como ponto de partida narrativa.

Em um curto intervalo de tempo, temos os dias nacionais da árvore, das crianças, do professor e do livro.

Faz cerca de 30 anos que nasceram minha primeira filha e meu primeiro livro, este sobre um tema do qual continuo professor.

Nem lembro quando plantei a primeira árvore, nem de quantas ao longo da vida, mas, suponho que muitas tiveram que ser sacrificadas para que meus livros fossem impressos.

Por sua vez, ensinar e escrever roubam boa parte do tempo de convivência com os filhos.

Não é nada simples conciliar os itens da famosa lista do poeta cubano José Martí, que afirma que todos nós devemos plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro e, assim, eternizar nossa passagem pela vida.

Textos, crianças e plantas, todos nascem de uma singela semente, de onde germinam ideias, vidas e emoções sem fim. 

Demandam muitos cuidados e dedicação; uns mais, outros menos e de diferentes formas.

Sem árvores não podem existir nem livros, nem filhos, nem genitores, nem professores, por isso, semear é fundamental! E nem precisam de tantos cuidados, já que a mãe natureza é quem se encarrega da criação.

Parir um livro é muito mais simples do que a um filho. O primeiro já nasce adulto e retribui com renda e prestígio, o segundo, para os pais, será sempre criança (por mais que cresça…), mas tem uma capacidade que nenhum livro tem: a de te amar de volta!

Dos filhos e livros somos tanto professores, quanto alunos, enquanto as árvores já nascem sabendo tudo e só tem a nos ensinar. 

Como pai de mais de vinte filhas e alguns livros (ops, é ao contrário!) e de um sem número de plantas, já poderia estar feliz e satisfeito. Porém, uma coisa ainda me frustra: nem minhas crianças, nem minhas plantas leram nada do que eu já escrevi!

Fitoterapia Holística

Deusa Indígena das Ervas - Arte: Henrique Vieira Filho

  Deusa Chinesa Das Ervas - Ilustração: Henrique Vieira Filho
Deusa Chinesa Das Ervas – Ilustração: Henrique Vieira Filho

Resumo 

 De modo prático e objetivo, abordaremos a Fitoterapia sob um enfoque Junguiano, em especial, a Teoria da Sincronicidade. 

As incríveis “coincidências” entre as lendas, os nomes populares e científicos de cada planta e a sua utilidade como fitoterápico torna o aprendizado lúdico e prático.

Focando em uma pequena variedade de plantas, todas de venda livre e facilmente encontradas na natureza e nas casas do ramo, esta abordagem utiliza da teoria do Cinco Movimentos Chineses, bem como da Pulsologia de Nogier a dos Pontos de Alarme dos Meridianos para a correta seleção de fitoterápicos para cada momento de nossos clientes.

Introdução

As tradições possuem milhares de anos de bons serviços prestados à humanidade e devem ser levadas a sério. As lendas e histórias sobre cada planta encerram uma sabedoria muito mais profunda que suas análises químicas atuais, e tem muitas informações sobre suas utilidades terapêuticas. 

Os antigos observavam as características de “personalidade” de cada erva e já sabiam, por analogia, a que tipo de pessoa que ela auxiliaria por ressonância, independentemente de quais fossem seus sintomas físicos. Isso vem sendo resgatado nos dias atuais nas Terapias Florais. Já os antigos chineses, além destas analogias, faziam a análise do sabor de cada planta, classificando-a dentro dos Cinco Movimentos Chineses, por consequência, já ficavam sabendo para que serviriam.

Ao invés de nos atermos a tabelas de correlação entre sintomas e plantas, esta abordagem propõe quitessenciar a adequação a cada caso, passando as plantas a serem selecionadas com o auxílio da Pulsologia de Nogier e/ou a reação ao toque nos Pontos de Alarme, mediante aproximação de amostras dos fitoterápicos.

Sabendo de antemão que os métodos de pesquisa ortodoxos em pouco elucidariam as milenares aplicações terapêuticas dos vegetais, encontrei as respostas na Sincronicidade (teoria junguiana da possibilidade de relação significativa, mas não causal, entre eventos) e na teoria dos Cinco Movimentos Chineses. Quintessenciado a adequação da escolha de fitoterápicos para cada caso, aplicamos testes pela Pulsologia de Nogier e pela reação dos Pontos de Alarme dos Meridianos.

Fazendo um levantamento sobre os deuses e lendas ligados a cada uma das plantas, descobri as “grandes coincidências” entre essas histórias e o momento do Cliente no qual o fitoterápico apto a atuar. Fora isso, as características de comportamento de cada planta (o modo como cresce, seus terrenos preferidos, suas cores, etc.) correspondem exatamente ao tipo de pessoa à qual a sua composição poderá ajudar. E, por mais estranho que pareça a quem não está familiarizado com a idéia da sincronicidade, até mesmo a etimologia dos nomes das plantas já nos esclarecem para que elas servem.

Somando-se a isso, pesquisei o uso fitoterápico tradicional, em especial sob o enfoque milenar chinês dos Cinco Movimentos e constatei que, além de seu uso para o equilíbrio de determinados sintomas físicos e para as emoções.

Um Pouco de Jung

Precisaremos, neste ponto, elucidar alguns termos básicos utilizados na terapêutica junguiana.

Arquétipos, por exemplo, representam um conceito tão difícil de explicar como o Tao, ou Deus, pois são padrões ou motivos universais que emanam do Inconsciente Coletivo (ou, como preferia Jung, Psique Objetiva). 

Tais motivos foram incorporados por experiências reiteradas, coletivas e significativas da humanidade. 

Irrepresentáveis em si mesmos, constatamos seus efeitos quando se manifestam na consciência como imagens e idéias arquetípicas, ou seja, como Símbolos, melhor expressão possível para algo essencialmente desconhecido. 

Arquétipo e Símbolo são opostos complementares. O primeiro representa o passado, o herdado, o coletivo, aquilo que é a Verdadeira Realidade, a qual não pode ser contatada diretamente pelo nosso racional, mas apenas indiretamente, pelos seus efeitos. 

O segundo constitui a cultura, o adquirido, o individual e se manifesta na realidade relativa de nosso conhecimento e consciência. Assim sendo, os arquétipos representam a dinâmica de nosso inconsciente e os símbolos são as referências de nossa consciência. 

As estruturas arquetípicas podem ser comparadas ao eixo, ou molde-informação de um cristal. Ao formar-se, o cristal obedece a um padrão de forma predeterminado por um eixo axial, o qual não possui, entretanto, existência própria, sendo, pois, pura forma.

Mesmo assim, ele predetermina a estrutura geométrica do cristal, não impedindo, porém, que surjam particularidades que os diferenciem uns dos outros. Igualmente, as estruturas arquetípicas são pura forma que dão estrutura aos símbolos. 

O arquétipo não é, necessariamente, um resíduo de experiências realmente acontecidas. É muito mais um desejo, que, como tal, busca realizar-se e repetir-se. Por exemplo, não que alguma vez existiu um “Ancião Sábio”, que a tudo conhecia. O que sempre houve foi o desejo universal no homem de que ele existisse. 

O universo dos arquétipos é nosso passado vivo e nosso futuro possível, coordenadores de nossas energias e moldes comportamentais aos quais recorremos e incorporamos inconscientemente ou não, atraídos que somos pela ressonância entre nossa situação e a que eles representam.

Símbolo é a melhor expressão possível para designar algo desconhecido ou incapaz de ser descrito por palavras. Vários significados são atribuídos a cada flor individualmente, mas, no geral, as flores simbolizam o princípio passivo, o feminino por excelência. Corresponde ao yin chinês. O cálice da flor é o receptáculo da atividade celeste (yang), que como uma taça, é capaz de receber a chuva e o orvalho, símbolos de tudo o que vem dos céus e nos influencia. 

Para o Taoísmo, em especial no Tratado da Flor de Ouro, a flor é o símbolo da conquista de um estado espiritual elevado. A floração é o resultado da alquimia interior, é o retorno ao Centro Espiritual (alma), também conhecido por estado primordial. 

Para os antigos celtas, a flor é o símbolo da instabilidade essencial de toda a criatura, voltada a uma perpétua evolução e, em especial, simboliza o caráter fugitivo da beleza. Este sentido se reforça pela figura lendária chinesa de Lan Tsai Ho, que carregava uma cesta de flores para melhor estabelecer o contraste entre sua própria imortalidade e a efêmera duração da beleza e dos prazeres. Ainda entre os antigos chineses, a flor é um dos símbolos do chamado Movimento Madeira, vinculado à primavera e à expansão. 

Assim sendo, é de se supor que a Flor, como representação do Yin, seja capaz de nos levar, por similaridade, a travar contato com outros símbolos femininos, além de nos tornar receptivos à ação de seu complemento, o Yang. A profundeza de nosso ser, nosso inconsciente e todo o material psíquico reprimido e por consequência corporificado, são classificados numa visão milenar como Yin. 

Na terapia junguiana, essa porção inconsciente de nosso psiquismo é chamada de Sombra (Yin). Seu par complementar é a Persona, classificada como Yang. É a nossa máscara ou o papel social do indivíduo, isto é, o mediador que protege o sujeito em suas relações. 

O uso das plantas yin atuará diretamente em seu oposto, yang, assim como o negativo atrai o positivo. Sua atuação será, portanto, em nossas Personas, nossos aspectos conscientes, e nos véus com que nos apresentamos perante o mundo. Esse contato com a Sombra trará à luz a consciência, ou seja, o material psíquico reprimido que a constitui. 

A Flor, como símbolo do receptáculo do que vem dos céus, explica por que as essências florais nos levam a receber as intuições e insights provenientes de nosso Céu Interior que é nossa essência divina. 

Torna-se também mais nítida a lembrança dos Sonhos, verdadeiro manancial de informações sobre nossa essência e elo de ligação entre o inconsciente e o consciente. 

As flores, representação de tudo o que é transitório e efêmero, levam-nos rapidamente a uma mudança de um quadro emocional para outro. Por também simbolizar o Movimento Madeira chinês, cuja orientação é a de expansão e de aflorar de nosso ser, de nossos sentimentos, as essências florais nos levam a tomar contato com as informações sobre nosso eu, juntamente com a sua carga emocional correspondente. 

A informação fria e simples, a compreensão puramente racional de alguma realidade psíquica dificilmente terá força suficiente para mudar nossas vidas. Entretanto, se a informação vier acrescida de emoção (do latim ex-movere = mover para fora), aí sim haverá potência para nos mover, nos mobilizar para uma expansão pessoal.

Instâncias Psíquicas e Constelação Arquetípica

Instâncias Psíquicas são como “indivíduos dentro do indivíduo”. São Complexos, isto é, grupos emocionalmente carregados de imagens ou idéias comandados por uma imagem arquetípica aos quais Jung atribuiu a formação de parte da estrutura psíquica funcional. 

Exemplos de instâncias psíquicas: Sombra, aquilo que somos, mas ignoramos ser; Persona, aquilo que somos em função dos outros; Anima, nossa porção feminina; Animus, nosso lado masculino; Plenitude, o que somos, porém, ainda não realizado; Self, o que somos como aspiração da totalidade.

Eis alguns exemplos de arquétipos: Deus representa o imutável, o imortal, o poderoso, a fonte de toda a energia de realização; o Mal, força que se opõe à realização, o adversário; a Grande Mãe, a geradora, o mutável, o móvel, a permanência na transformação; o Ancião Sábio, o saber ancestral que não foi alcançado pela aprendizagem, mas pela revelação; Incesto, tendência a voltar às origens, às aspirações regressivas; Mercúrio, a sabedoria que está por aflorar; Morte e Ressurreição, transformação; Ciclos, tudo se repete e está governado por ritmos; Paraíso Perdido, estado de plenitude e felicidade absolutas perdido devido ao pecado; Criação do Mundo, o mundo foi criado no passado por obra divina; Criança, permanência do indivíduo em estados infantis; Salvador, anseio da humanidade por uma redenção através de um ser superior que nos restaure o paraíso perdido; Unidade, complexo psíquico inconsciente de retornar à unidade perdida; Hermafrodita, união dos contrários num novo nível de consciência; Dualidade, representa o que está em movimento, capaz de gerar vida nova; Pedra Filosofal, a transformação alquímica do sujeito, sua aspiração à imortalidade e sabedoria; Batismo, uma nova oportunidade de realizar-se; purificação; Fim-do-Mundo, a transformação por meio de um holocausto; Afrodite, esquema do amor sensual e da inconstância; Herói, o indivíduo escolhido para uma missão transcendente.

Pulsologia De Nogier

Resumidamente, a Pulsologia de Nogier começou com o próprio, que é conhecido como o Pai da Auriculoterapia, que é a opção de Reflexoterapia mais estudada..

Por ter o hábito de tomar o pulso de seus clientes, Nogier, durante seus trabalhos de auriculoterapia, percebeu certos “sinais”, como se fossem “trancos” ou súbitas “sumidas” da pulsação. E que isso ocorria justamente quando estava com algum estímulo (por exemplo, uma ponta metálica…), passando por sobre uma região reflexa desequilibrada.

É como se uma “onda” passasse por debaixo de nossos dedos, enquanto tomamos a pulsação. Alguns percebem essa “onda” em seu pico, ou seja, como um “tranco” no pulso do cliente. Outras vezes, percebemos essa “onda” quando ela “cai”, como se fosse uma súbita “sumida” do pulso.

É uma sensação que dura cerca de 1 segundo, mas que é nitidamente percebida.

Atentem que não altera a QUANTIDADE de batidas cardíacas, mas sim, a INTENSIDADE com que a percebemos, como se uma “onda” passando por debaixo de nossos dedos, enquanto tomamos a pulsação. 

Alguns percebem essa “onda” em seu pico, ou seja, como um “tranco” no pulso do cliente. Outras vezes, percebemos essa “onda” quando ela “cai”, como se fosse uma súbita “sumida” do pulso. É uma sensação que dura cerca de 1 segundo, mas que é nitidamente percebida.

É importante que TREINEM BASTANTE, de preferência, com várias pessoas diferentes, pois “localizar” o pulso varia bastante em cada caso. Para os casos difíceis, apliquem a tática de fazer toques circulares na região entre as sobrancelhas, que de pronto, a percepção do pulso se torna muito mais nítido. Um detalhe que pode fazer a diferença: TIREM OS METAIS DOS DEDOS E PULSOS: relógios, anéis, pulseiras, etc, em algumas pessoas simplesmente some com o Sinal de Nogier. Em muitos casos, pode-se até sentir a pulsação, mas nada de perceber o Sinal de Nogier… Se for esse o caso, experimente tirar os metais próximos, tanto do cliente, quanto os seus.

A Pulsologia de Nogier é MUITO útil para a seleção de fitoterápicos. Basta testar cada opção de plantas que pré-selecionou ao caso, por sobre cada ponto localizado e verificar qual faz com que o pulso reaja nitidamente…

Paul Nogier, por ser médico e absolutamente contrário a que não-médicos utilizem auriculoterapia, passou a testar medicamentos através da pulsologia e da aproximação destes dos pontos auriculares.

Como somos TERAPEUTAS HOLÍSTICOS, o que NÓS testamos são os fitoterápicos.

Digamos que já detectamos na orelha, os pontos/ desequilíbrios (via de regra, de uns 3 a no máximo, 5…). E que estamos em dúvida entre algumas opções de fitoterápicos que podemos recomendar…

Se estiverem em forma “picada”, podemos pinçar um pouco e aproximar desses pontos identificados, para perceber a reação do pulso.

Notarão que alguns em nada alteram; outros, até somem com o pulso e, de repente, um deles torna a pulsação “limpa”, nítida, forte, reagindo com “tranco” à aproximação.

Pronto: terá detectado qual(is) é (são) o(s) fitoterápico(s) adequado(s) ao momento do cliente.

Muitas vezes, a combinação de uma ou mais amostras juntas pode melhorar a reação ao pulso, muitas vezes, não, até se anulam, indicando que é melhor optar por chás separados…

CLARO: se forem ter amostras de fitoterápicos em seus consultórios, OBRIGATORIAMENTE tem que ser de origem definida, ou seja, com NOTA FISCAL DE COMPRA, e rotulagem contendo laboratório e farmacêutico responsável. E, NUNCA, JAMAIS, NEM EM SONHO, vendam estes produtos. E, obviamente, só podem ser recomendados produtos de VENDA LIVRE, ou seja, sem necessidade de receita MÉDICA.

Pontos De Alarme Sistêmicos

As tradições milenares chinesas trouxeram aos nossos dias a teoria dos, assim traduzidos, “meridianos”, que são caminhos de energia que circulam junto ao corpo e que refletem nosso estado holístico (físico, emocional, social, etc, etc…). Em tese, são infinitos… Contudo, como nosso objetivo é ser prático, trabalharemos com 12 principais.

Em termos de Cinco Movimentos Chineses, temos os meridianos FOGO: coração, intestino delgado, circulação e sexo, triplo aquecedor…Eles são responsáveis pela “temperatura” de nossas emoções, entre outras coisas.

Como meridianos TERRA, temos o do baço-pâncreas e do estômago.Respondem pela nossa reflexão, pelos pensamentos…

Já os meridianos MADEIRA são os do Fígado e da Vesícula Biliar. Atuam na exteriorização das emoções, especialmente, a raiva…

Temos os meridianos METAL: Pulmão e Intestino Grosso.Agem na interiorização de nossas emoções, tanto na serenidade, quanto na tristeza, baixa-estima..

E Rim e Bexiga, como meridianos do movimento ÁGUA.Assim como as águas se adaptam ao meio e buscam aprofundar, assim estes meridianos lidam com aquilo que nos é de importância vital, tal como medo, sobrevivência, sexo…

Atentem que os nomes dos meridianos, em sua versão ocidental, correspondem aos nomes de certos órgãos e vísceras. Mas, a verdade é que não correspondem APENAS a estes órgãos, mas sim, a inúmeras funções que a ciência jamais atribuiria a estas “partes”.

Por exemplo: a raiva, na visão dos 5 movimentos, tem relação com o meridiano de fígado… Mas, certamente que a ciência jamais vai associar a raiva com o órgão fígado…

Felizmente, não temos que dar satisfações aos cientistas e podemos nos valer de mais de 5 mil anos de tradições…

Mas, em termos PRÁTICOS, como saber quais meridianos estão carentes de equilíbrio ?

Bom, como somos Terapeutas Holísticos, JAMAIS nos valeremos de “tabelinhas doenças-pontos-de-acupuntura”…

Isso é coisa de médico… Os médicos é que precisam fazer exames de laboratórios, descobrir qual a doença e seguir uma tabelinha de pontos, da mesma forma que seguem tabelas de correlação medicamento-doença…

Aliás, sempre é bom frisar: pela LEI, doença é monopólio médico…

Por isso que nós, TERAPEUTAS HOLÍSTICOS, tratamos das PESSOAS (jamais de “doenças”…) e de seus desequilíbrios “energéticos”…

COMO saber qual(is) meridiano(s) precisa(m) de tratamento ?

Muito simples: basta “perguntar” aos próprios meridianos !

E para fazer isto, basta tocar em determinados pontos, os chamos PONTOS DE ALARME, e saber do cliente se os mesmos estão (ou não…) doloridos ao toque…

Claro, todo ponto de alarme é relativamente dolorido… Mas, na prática, notarão 1 ou 2 que estarão MUITO sensíveis…

Ou seja, como trabalharemos com 12 meridianos, teremos 12 pontos de alarme a tocar, durante a avaliação…

Acreditem, quando tiverem prática, esse é um procedimento de 1 a 2 minutos…

Uma vez detectado QUAL o ponto de alarme mais sensível, teremos condições de realizar testes para a escolha de fitoterápicos. Coloque em contato com a pele do Cliente (pode ser na mão, por exemplo…), cada opção de plantas que pré-selecionou ao caso e verifique novamente o ponto de alarme, tocando-o.

Notarão que alguns fitoterápicos em nada alteram a sensibilidade do ponto de alarme; outros, até somem com a dor ao toque. Pronto: terá detectado qual(is) é (são) o(s) fitoterápico(s) adequado(s) ao momento do cliente. Muitas vezes, a combinação de uma ou mais amostras juntas pode melhorar a reação ao pulso, muitas vezes, não, até se anulam, indicando que é melhor optar por chás separados…

Observarão que, enquanto o cliente estiver em contato com o fitoterápico mais adequado ao seu momento, o ponto de alarme não está mais sensível ao toque !! Ou, se ainda estiver, é muito pouco…

Pode-se “reforçar” a conclusão, testando a sensibilidade ao toque no ponto de alarme que estava em “2o lugar”…

Fitoterapia em Cinco Movimentos Chineses

As tradições possuem milhares de anos de bons serviços prestados à humanidade e devem ser levadas a sério. As lendas e histórias sobre cada planta encerram uma sabedoria muito mais profunda que suas análises químicas atuais, e tem muitas informações sobre suas utilidades terapêuticas. 

Os antigos observavam as características de “personalidade” de cada erva e já sabiam, por analogia, a que tipo de pessoa que ela auxiliaria por ressonância, independentemente de quais fossem seus sintomas físicos. Isso vem sendo resgatado nos dias atuais nas Terapias Florais. Já os antigos chineses, além destas analogias, faziam a análise do sabor de cada planta, classificando-a dentro dos Cinco Movimentos e, por consequência, já ficavam sabendo para que serviriam.

Comparados entre si, os “cinco sabores” são: amargo – evacuante e purgativo – “endurecedor”; doce ou insípido – diurético, sudorífico, dissipante, relaxante; picante – sudorífico, dissipante, dispersante; salgado – evacuante, purgativo, “suavizante” e ácido – evacuante, purgativo e retrátil. 

A estas propriedades iniciais, podemos acrescentar quatro tipos de “energia“: fria, quente, fresca e morna

Além disto, há quatro “densidades” diferentes de “energia” que darão o “sentido” da ação terapêutica: ascendente (yang – alto), expansivas (yang – exterior) – obtidas pelas ervas yang e descendentes (yin – baixo) e introspectivas (yin – interior) – obtidos pelas ervas yin.

Em cada meridiano existe uma raíz yin e outra yang. 

A função yang da Madeira mobiliza e põe em movimento, o que é estimulado pelo sabor ácido; entretanto, a absorção excessiva do ácido, que, por vocação é yin e retrátil, levaria ao efeito contrário, uma “paralisia”, estimulando a raiz yin da Madeira. 

A função yang do Metal é retrair, secar, condensar, secar; já sua função yin é dissipar e humidecer; o picante, por sua vocação yin, se absorvido em excesso estimulará a função yin do Metal. 

A função yang do Fogo é ascensão e crescimento, enquanto que seu lado yin é endurecer; o amargo, por sua tendência yang, favorece a função de ascensão. 

A função yin da Terra é estruturar, modelar, controlar instintos e emoções, umedecer, enquanto a yang pode levar a idéias fixas, rigidez; por sua tendência yin, o doce favorece a raíz yin da Terra (observação: o doce industrializado é “quente”, portanto, yang, com efeito contrário ao doce natural). 

A função yin da Água é amolecer, abrandar, enquanto que seu lado yang é o de endurecer; a tendência do salgado é favorecer a raiz yin da Água.

Simplificando, as plantas seriam classificadas pelo sabor + energia quente ou fria (yang ou yin), o que possibilita incontáveis combinações de efeitos terapêuticos, graças, ainda, às leis de Geração e de Dominância.

Discussão

Este método tem se mostrado extremamente eficiente na prática de consultório. Como ninguém é exatamente igual a outro, não é adequada a escolha das ervas baseando-se apenas nas estatísticas sobre a utilidade de cada uma delas.

Usando-se a pulsologia, resgatamos a capacidade inconsciente que há em cada um de saber exatamente aquilo de que necessita, tal qual faz o animal quando está na selva. Se, infelizmente, o humano moderno não percebe conscientemente quando está diante do que lhe é remédio ou veneno, o pulso, entretanto, ainda reage perante esta escolha e nós podemos nos valer deste recurso para ter a convicção de estarmos escolhendo as melhores ervas para aquele indivíduo, naquele momento…

Segundo diversas culturas milenares, as ervas são símbolos de tudo o que é harmonizante e vivificante, restauram a saúde, a virilidade, a fecundidade, o parto e a riqueza. Foram os deuses quem descobriram suas propriedades terapêuticas, o que ilustra a crença universal que o equilíbrio só pode vir de uma dádiva divina, como tudo o que é ligado à vida. Para os cristãos, as ervas devem a sua eficácia por terem sido encontradas pela primeira vez no monte do Calvário.

A planta, de modo geral, simboliza a energia solar condensada e manifesta, um prisma, decompondo o espectro solar em cores variadas. Captam, também, as forças ígneas da terra. 

Enquanto manifestação de vida, são inseparáveis das águas, que representam o não manifesto, portadoras de todos os germes, das potencialidades, as latências, sendo as plantas a representação do manifesto, da criação cósmica. 

Por acumularem estas forças, os antigos sempre viram nos vegetais propriedades saudáveis ou venenosas, daí o seu emprego também na magia. Quase todas as divindades femininas grego-romanas protegem a vegetação: Deméter (deusa das alternâncias entre a vida e a morte, bem como das terras cultivadas), Afrodite (Vênus, deusa da fecundidade), Artemis (Diana, selvagem deusa da natureza), além de algumas entidades masculinas como Ares (Marte, que simboliza a força bruta, é, também, protetor das colheitas, um dos deveres do guerreiro) e Dioniso (Baco, símbolo das forças de dissolução da personalidade, deus da fecundidade, da vegetação, das vinhas). 

No sincretismo afro-brasileiro, Ossaim é o responsável pelas ervas terapêuticas e sagradas, sendo seus iniciados conhecedores de suas serventias, bem como das palavras ritualísticas necessárias para libertar o axé (poder potencial) de cada planta. 

Aqueles que trabalhavam com as ervas em quase todas as culturas viam as plantas como símbolos vivos de entidades invisíveis, tais como deuses, elementais e espíritos, os quais deveriam ser evocados ou aplacados com o uso de palavras mágicas ou sacrifícios. O respeito à natureza os levava a não cultivar suas ervas, mas sim ir ao encontro das que nasceram espontaneamente na mata. Ainda hoje, os adeptos de Ossaim (orixá do sincretismo afrobrasileiro) costumam deixar uma vela verde em troca das plantas que colhem, ou uma das folhas colhidas, para manter inalterado o equilíbrio do local.

É anterior à humanidade o uso terapêutico das plantas, pois os animais, instintivamente, sabem quais e quanto das ervas devem comer para melhorarem de seus distúrbios. O ser humano, cada vez mais se isolando da Natureza, foi perdendo esta capacidade de percepção. Mas, em algumas culturas, como as orientais e a indígena, mantiveram-se as tradições da utilidade atribuída a cada planta, muitas vezes transmitidas oralmente por milênios, havendo, ainda, tratados escritos em civilizações mais sofisticadas, como era o caso da chinesa e da egípcia.

Os antigos Terapeutas Holísticos não cultivavam suas plantas terapêuticas, pois sabiam que se o vegetal espontaneamente escolhesse seu local de nascimento é porque aquele solo é o ideal, capaz de proporcionar-lhe um máximo de vitalidade e, por conseqüência, de efeito terapêutico. 

Na China Milenar, um dos critérios de avaliação da serventia de uma planta era a observação de seus sabores, cores, formatos, época de floração e de suas características de “personalidade”. 

Analisemos uma planta por critérios subjetivos: o Dente-de-Leão vem conseguindo se desenvolver espontaneamente nas grandes cidades como São Paulo, apesar da poluição e das condições nada naturais deste ambiente. Nem por isso a planta deixou de participar da harmonia da Natureza, sendo, pois, indicada para toda pessoa que esteja “estressada”, com dificuldades de sobrevivência, esgotada e intoxicada, a qual poderá, literalmente, “beber” da sabedoria deste vegetal e sobreviver nesta “selva de pedra”.

As tradições possuem milhares de anos de bons serviços prestados à humanidade e devem ser levadas a sério. As lendas e histórias sobre cada planta encerram uma sabedoria muito mais profunda que suas análises químicas atuais, e tem muitas informações sobre suas utilidades terapêuticas. 

Os antigos observavam as características de “personalidade” de cada erva e já sabiam, por analogia, a que tipo de pessoa que ela auxiliaria por ressonância, independentemente de quais fossem seus sintomas físicos. Isso vem sendo resgatado nos dias atuais nas Terapias Florais. 

Já os antigos chineses, além destas analogias, faziam a análise do sabor de cada planta, classificando-a dentro dos Cinco Movimentos e, por consequência, já ficavam sabendo para que serviriam.

A ciência dita oficial sempre trabalhou contra a credibilidade da Fitoterapia. Até mesmo quando aprova os efeitos terapêuticos de uma planta, acaba por prejudicar a técnica. Um bom exemplo disso é que, até alguns anos, praticamente todos os fitoterápicos eram OFICIALMENTE classificados como sendo de VENDA LIVRE, em nosso país. Ou seja, enquanto os mandatários das leis e normas brasileiras consideravam as plantas como sendo apenas “placebos”, ou, quando muito, chás a serem consumidos por seus sabores, qualquer profissional poderia indicar os benefícios terapêuticos dos fitoterápicos. 

Por esta mesma classificação (venda livre), as empresas que industrializam as ervas mantinham preços bastante acessíveis, diferentemente do que praticavam com produtos cuja rotulagem indicavam a necessidade de “receita médica”, status este que possibilita a comercialização por valores bem mais elevados… 

Muitos colegas, com certeza já tiveram a oportunidade de comparar produtos compostos pela mesmíssima planta, serem vendidos por preços díspares, ou MUITO mais baratos, ou MUITO mais caros, conforme estejam classificados como “chá”, ou rotulados com “tarja vermelha”…

O fator econômico certamente foi um dos estímulos a que as plantas passassem a ser objetos de “estudos científicos” e que, grandes indústrias, repentinamente, considerassem “provados laboratorialmente” os efeitos terapêuticos de certas ervas sobre determinadas “doenças”… 

Ora, como no Brasil, a legislação e a jurisprudência são claras quanto ao fato de que, tanto o diagnóstico, quanto o tratamento de DOENÇAS é um MONOPÓLIO da classe MÉDICA, consequentemente, a cada fitoterápico que mudava sua classificação para “medicamento”, automaticamente significaria que sua venda deixou de ser livre, passando a necessitar de RECEITA MÉDICA…

Restringindo ainda mais o quadro, em comum acordo entre o Conselho de Medicina e o de Farmácia (firmado em 1999), os farmacêuticos passaram a recusar e a denunciar como “exercício ilegal de medicina”, qualquer fórmulação a ser manipulada e que origine de profissional NÃO-médico. 

Exceção feita à Terapia Floral, a qual, FELIZMENTE, é tida como NÃO-científica e enquanto assim permanecer classificada, MUITO MELHOR, pois continuará de uso LIVRE.

A injusta tendência a tornar produtos e serviços em “monopólios médicos” conta com a própria ingenuidade dos Fitoterapeutas. 

Uma simples visita às livrarias nos leva a constatar que a esmagadora maioria dos livros sobre fitoterápicos associa as plantas a “doenças de A a Z”!!! 

Ora, além disso ter levado seus autores a serem processados por “exercício ilegal de medicina”, tais obras são fartamente usadas nos tribunais como “provas” para acusar os fitoterapeutas, além de terem sido fonte de consulta justamente para que, cada vez mais e mais plantas venham a ser classificadas como sendo de uso exclusivo para a classe médica… 

Disso tudo, resulta a listagem anexa, de fitoterápicos “PROIBIDOS a não-médicos”, que certamente tomará de surpresa muitos de nossos colegas.

A única maneira de revertermos esta situação é a RE-educação de nós mesmos, passando o Terapeuta Holístico a valorizar a NOSSA própria profissão e parar definitivamente de “emprestar” de outras áreas, suas formas de pensar e de se expressar.

Os fitoterápicos, milenarmente utilizados, sempre foram explicados de forma totalmente diferente da visão químico-científica e a própria classificação por “doenças” é coisa recente (e pertencente aos médicos…), pois as TRADIÇÕES sempre ensinaram a terapia com vegetais, associando-os pela SINCRONICIDADE a cada situação de desarmonia.

Cabe a nós, defensores e praticantes da TERAPIA HOLÍSTICA resgatar a ARTE da fitoterapia e com isso, garantir que JAMAIS venha a tornar-se monopólio de profissão alguma. O que sempre foi de uso LIVRE assim merece continuar…

E, paralelamente, estarmos sempre atentos ao cumprimento das leis e resoluções do governo, pois, por mais que restrinjam os meios, todo bom Terapeuta Holístico sempre encontrará um novo instrumento de atuação, capaz de ampliar a QUALIDADE DE VIDA de nossos Clientes.

Comparativamente às correntes teóricas que baseiam-se em tabelas pré-concebidas que relacionam sintomas a fitoterápicos, a escolha pela Pulsologia e Pontos de Alarme mostrou-se muito mais dinâmica e adaptável a cada Cliente e de resultados bastante eficientes, especialmente no tocante à ampliação da autoconsciência. 

Do ponto de vista legal, esta abordagem da Fitoterapia igualmente mostrou-se mais adequada, justamente por possibilitar ao terapeuta Holístico trabalhar com as plantas em formato absolutamente diferente da abordagem praticada pela classe médica, evitando-se, assim, polêmicas judiciais.

Conclusões

A Fitoterapia em Cinco Movimentos possibilita ao Terapeuta Holístico trabalhar resgatando a simplicidade original das técnicas milenares. 

O enfoque através dos Cinco Movimentos Chineses e a seleção das plantas graças à reação ao toque e/ou à Pulsologia de Nogier, torna a terapêutica muito mais dinâmica e perfeitamente adaptável a cada atendimento. 

A isso se soma a grande vantagem de que esta abordagem está em total conformidade à legislação brasileira e às NTSV – Normas Técnicas Setoriais Voluntárias da Terapia Holística.

Referências

BROSSE, JACQUES – As Plantas e Sua Magia – S. Paulo, Roccko, 1984

CHEVALIER, Jean – Dictionnaire des Symboles. Paris, Éd. Robert Laffont S.A. e Ed. Júpiter, 1982.

ESPECHE, Bárbara e Eduardo Grecco – Jung y Flores de Bach -Arquetipos e Flores. Ediciones Continente.

FAUBERT, Gabriel – La Chronobiologie chinoise. Paris, Éditions Albin Michel S.A., 1987.

GRANET, Marcel – La pensée chinoise. Paris, Éditions Albin Michel, 1980.

HALL, James A. – A Experiência Junguiana. S. Paulo, Cultrix, 1989.

HIRSCH, SONIA – Manual do Herói – Gráfica e Editora Prensa, 1990.

HUSSON, A. – Versão e comentários – Huang Di Nei Jing Su Wen. Paris, Ed. A.S.M.A.E

HEDGES, LAWRENCE E.; HILTON, ROBERT e HILTON, VIRGINIA W. – Terapeutas em Risco – Perigos da Intimidade na Relação Terapêutica, Summus Ed., 1997.

JACOBI, Jolande – Complexo -Arquétipo – Símbolo. S. Paulo, Cultrix, 1986.

JUNG, C. G. – Psicologia e Alquimia. 5. Paulo, Vozes, 1991.

LEXIKON, Herder – Dicionário de Símbolos. 5. Paulo, Cultrix, 1992.

MACHADO, José Pedro Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa. Lisboa, Editorial Confluência Ltda., 1967.

MARKEY; Christopher- Yin-Yang. 5. Paulo, Cultrix, 1987.

MASPERO, Henry – Le Taoisme et les Religions Chinoises. Paris, Ed. Gallimard.

MELLIE UYLDERT – A Magia das Plantas – S. Paulo, Pensamento, 1994.

MIYUKI, Mokusen – Versão e comentários – A Doutrina da Flor de Ouro. S. Paulo, Pensamento, 1990.

REQUENA, Yves – Acupuncture et Psychologie: pour une approche nouvelle dela Psycho-somatique. Paris, Maloine S.A. Éditeur, 1983.

REQUENA, Yves – Acupuncture et Phytothérapie. Paris, Maloine S.A. Éditeur, 1983.

TABONE, Márcia – A Psicologia Transpessoal. São Paulo, Cultrix, 1987.

TOMPKINS, PETER e BIRD, CHRISTOPHER – A Vida Secreta das Plantas. Editora Exped, 2004.

VIEIRA FILHO, Henrique – Florais de Bach – Uma Visão Mitológica, Etimológica e Arquetípica. São Paulo, Editora Pensamento-Cultrix, 1994

VIEIRA FILHO, Henrique – O Microcosmo Sagrado. São Paulo, Lumina Editorial, 1998.

VIEIRA FILHO, Henrique – Manual Oficial do Terapeuta Holístico – Normas Técnicas Setoriais Voluntárias. São Paulo, Editora Madras, 2000.

VIEIRA FILHO, Henrique – Tutorial Terapia Holística. São Paulo, Sintebooks, 2002. 

VIEIRA FILHO, Henrique – Marketing Para Consultórios de Terapia Holística. São Paulo, Sintebooks, 2003. 

VIEIRA FILHO, Henrique – Auto Regulamentação da Terapia Holística. São Paulo, Sintebooks, 2005. 

VIEIRA FILHO, Henrique – Holopuntura – a Quintessência Da União de Técnicas. São Paulo, CONAN, 2007

VIEIRA FILHO, Henrique – Florais de Bach – Fotos E Fatos. São Paulo, CONAN, 2007

VIEIRA FILHO, Henrique – Fitoterapia Em Cinco Movimentos. São Paulo, CONAN, 2007

VIEIRA FILHO, Henrique – O Corpo Como Portal Para O Autoconhecimento. São Paulo, Livroteca, 2014.

VIEIRA FILHO, Henrique – Psicoterapia Holística – Um Caminho Para Si Mesmo. São Paulo, Livroteca, 2014.

VIEIRA FILHO, Henrique – Iridologia: um projeto em evolução. São Paulo, Livroteca, 2014.

VIEIRA FILHO, Henrique – Florais de Bach: Uma Abordagem Junguiana. São Paulo, Sociedade Das Artes, 2015.

VIEIRA FILHO, Henrique – Fotopsicoterapia – A Fotografia Como Instrumento Terapêutico. São Paulo, Sociedade Das Artes, 2020.

VIEIRA FILHO, Henrique – Holística – Anais do Congresso – V1 – N1 – São Paulo, Sociedade Das Artes, 2020.

VIEIRA FILHO, Henrique – Terapia Holística: Profissão Consolidada – São Paulo, Sociedade Das Artes, 2021.

VIEIRA FILHO, Henrique – Holística – Anais do Congresso – V2 – N1 – São Paulo, Sociedade Das Artes, 2021.

VIEIRA FILHO, Henrique – Holística – Anais do Congresso – V3 – N1 – São Paulo, Sociedade Das Artes, 2023.

WEIL, PIERRE – Holística: Uma Nova Visão e Abordagem do Real – Ed. Palas Athenas, São Paulo, 1990.

WHITMONT; Edward C. – A Busca do Símbolo. S. Paulo, Cultrix, 1990.

Cite como:
HENRIQUE VIEIRA FILHO. (2023). Fitoterapia Holística. Revista TH, XIII(80). https://doi.org/10.5281/zenodo.8397174/

Dia Dos Namorados: “Não é só com beijos que se prova o amor”

Coleção VCDs Palestras Holística 2008

Campanha publicitária que deu origem ao Dia Dos Namorados, no Brasil, em 1949 Publicitário: João Doria, dono da agência Standart Propaganda, contratado pela loja Exposição Clipper Dia Dos Namorados

“Não é só com beijos que se prova o amor”

Com esse slogan, em 1949, um publicitário criou o Dia Dos Namorados, no Brasil, como forma de alavancar as vendas de junho, da loja que contratou a campanha.

A empresa nem mais existe… Contudo, o dia 12 de junho, véspera do Dia de Santo Antônio (santo católico tido como “ casamenteiro”…) consagrou-se em nosso país!

Como Psicanalista, bem sei que é uma pauta constante nas sessões deste mês… Já como Artista Plástico, ainda mais sendo retratista, é um período de grande satisfação!

É fato que o arquetípico, o universo onírico, sempre serão fontes de inspirações em minhas obras. Igualmente, as pessoas me fascinam, como que “encarnações” dos mitos, das lendas, das culturas que tanto admiro.

Por isso, quando sou desafiado a retratar, seja individualmente, seja um casal (dia dos namorados…), fico feliz em conciliar o universo individual dos homenageados, com os arquétipos com os quais estão em sincronicidade, no momento da experiência de Arte!

Exemplifico, a seguir, com algumas de minhas obras:

The Love Story of Moon & Sun - Henrique Vieira Filhou
Arte: “The Love Story of Moon & Sun”

Title: The Love Story of Moon & Sun

120×120 cm – Year: 2019


Inspirada nas tradicionais máscaras de Veneza e nas figuras do Tarô, a obra “O Amor Da Lua E Do Sol” igualmente remete aos opostos complementares (Yin – Yang) da milenar sabedoria chinesa.

O Artista Henrique Vieira Filho e sua tela “The Love Story of Moon & Sun”

O Artista Henrique Vieira Filho

e suas telas “The Love Story of Moon & Sun” e “Tarot: The Fool in Love”

Title: Tarot: The Fool in Love

80 x 120 cm – Year: 2019


A obra “O Louco Enamorado” baseia-se na minha própria história e nos personagens no Tarô: além do Cúpido, que influencia na carta “Os Enamorados”, aqui, o próprio “O Louco” se insere, tornando a paixão avassaladora.

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Por sua vez, a obra “O Amor de Afrodite e Ares” (“The Love of Aphrodite and Ares”), é outro retrato meu, com minha esposa, Fabiana Vieira.

"O Amor de Afrodite e Ares" (“The Love of Aphrodite and Ares”) - Artista: Henrique Vieira Filho Tela especialmente desenvolvida para o Dia Dos Namorados

Também pautado nesta data comemorativa, tive a oportunidade de ir além e retratar um casal que muito admiro (Fernando Jardim e Alessandra Iara Cunha), em duas telas que se complementam, onde a atmosfera steampunk incorporou-se totalmente!
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Também pautado nesta data comemorativa, tive a oportunidade de ir além e retratar um casal que muito admiro (Fernando Jardim e Alessandra Iara Cunha), em duas telas que se complementam, onde a atmosfera steampunk incorporou-se totalmente!

Telas Queen Of Hearts e King Of Hearts,

do Artista Plástico Henrique Vieira Filho

Casal Henrique e Fabiana Vieira (nas pontas) e casal Alessandra Iara Cunha e Fernando Jardim (ao meio)

Casais Henrique e Fabiana Vieira (nas pontas) e

Alessandra Iara Cunha e Fernando Jardim (ao meio)

Telas Queen Of Hearts e King Of Hearts O Artista Plástico Henrique Vieira Filho homenageia o casal Fernando Jardim e Alessandra Iara Cunha com duas telas em estilo Steampunk, especialmente desenvolvidas para o Dia Dos Namorados
Telas Queen Of Hearts e King Of Hearts,

do Artista Plástico Henrique Vieira Filho

Title: Queen Of Hearts

Artist: Henrique Vieira Filho

Mixed media on canvas

Size: 80 x 120 cm

31,5 x 47,25 inches

Year: 2018

Title: King of Hearts

Artist: Henrique Vieira Filho

Mixed media on canvas

Size: 80 x 120 cm

31,5 x 47,25 inches

Year: 2018PAGE_BREAK: PageBreak

Também pautado nesta data comemorativa, tive a oportunidade de ir além e retratar um casal que muito admiro (Fernando Jardim e Alessandra Iara Cunha), em duas telas que se complementam, onde a atmosfera steampunk incorporou-se totalmente!

Telas Queen Of Hearts e King Of Hearts,

do Artista Plástico Henrique Vieira Filho

Casal Henrique e Fabiana Vieira (nas pontas) e casal Alessandra Iara Cunha e Fernando Jardim (ao meio)

Casais Henrique e Fabiana Vieira (nas pontas) e

Alessandra Iara Cunha e Fernando Jardim (ao meio)

Telas Queen Of Hearts e King Of Hearts O Artista Plástico Henrique Vieira Filho homenageia o casal Fernando Jardim e Alessandra Iara Cunha com duas telas em estilo Steampunk, especialmente desenvolvidas para o Dia Dos Namorados
Telas Queen Of Hearts e King Of Hearts,

do Artista Plástico Henrique Vieira FilhoPAGE_BREAK: PageBreak

Da mesma forma, tive o prazer de pintar o amor, a simpatia e a musicalidade do casal Marly e Ulisses Montoni, cantores líricos, tendo como inspiração extra sua canção “Accanto A Te”.

Title: Accanto A Te Artist: Henrique Vieira Filho Mixed media on canvas Size: 80 x 120 cm 31,5 x 47,25 inches Year: 2019 Title: Accanto A Te – Artist: Henrique Vieira Filho

Mixed media on canvas – Size: 80 x 120 cm – Year: 2019

Tomei como base gravuras utilizada nas capas das clássicas edições impressas do romance “Romeu e Julieta”. Estas, por sua vez, se basearam em pinturas a óleo de Hanz Makart (século 19)

Mantive a textura e opacidade, tal qual nas encadernações centenárias, bem como a pose e a famosa cena da sacada, personalizando com minhas cores, traços e, claro, incluindo os homenageados.

Marly Montoni e Ulisses Montoni

Marly Montoni e Ulisses Montoni

A imersão dos retratados no processo criativo é um dos diferenciais mais requisitos de nosso projeto Art Experience: ir além do adquirir ARTE e propiciar à pessoa tornar-se ARTE, em inesquecíveis vivências de auto-descoberta e crescimento interior!

Henrique Vieira Filho é artista plástico, escritor, jornalista e psicanalista.

Sua experiência de décadas como terapeuta, em especial, com a Psicanálise Junguiana, lhe possibilita uma familiaridade ímpar com a mitologia e as imagens oníricas, sempre presentes em suas telas.

Seu trabalho artístico se destaca no cenário contemporâneo ao questionar a posse cultural, o tempo e fronteiras, compartilhando culturas, miscigenando tradições, etnias e gêneros, em suas telas.

Enquanto gravurista, é ativista da adoção dos pincéis digitais, das matrizes eletrônicas em substituição às de madeira, pedra e metal e o entintar ecológico por técnicas mistas de tecnologia e intervenções manuais.

Escultor experimental, inovou ao transformar telas e fotografias em objetos de artes tridimensionais, resinando-as parcialmente para serem modeladas via técnicas similares às dos origamis.

Bastante solicitado como retratista, diferencia-se por valorizar a experiência de arte em si, tanto quanto a obra final. Ao incluir a participação do homenageado em seu processo criativo, que envolve fotografia, cenografia, psicodramatizações, figurinos, pinturas corporais, mesclados em exercícios lúdicos, acrescenta às telas valores emocionais que transcendem a apreciação puramente técnica.

Ingresso recente no mundo das Artes Plásticas, Henrique Vieira Filho é reconhecido como expoente em anuários e publicações especializadas, além de representar no Brasil, o Movimento Slow Art que busca ampliar a experiência da apreciação das Artes.

Extremamente ativo, em menos de dois anos, conta com cerca de quarenta Exposições em diversas capitais brasileiras, além de galerias da Europa, Ásia e Estados Unidos.

Slow Art Week – 06 a 12 de Abril

06 de Abril de 2019 – Dia Mundial da Slow Art
Resgate o prazer em apreciar e experienciar a ARTE!
Desacelere, Aprecie e Vivencie A Arte!
Alameda Santos, 211 – São Paulo – SP – Entrada Franca

RSVP: Clique e Acesse o Formulário Para Agendamento

     A proposta do movimento mundial “Slow Art” é que se amplie o tempo de apreciação de cada obra (ao invés de tão somente “passar” por ela….) e os participantes se reunirem para conversar sobre a experiência.

https://youtu.be/oaoY8uJ04k4

um minuto, este vídeo bem humorado mostra a diferença entre Slow Art e uma Exposição Convencional.
  • Exposições Convencionais: lotadas, poucos segundos para apreciar as obras…
  • Slow Art: tranquilidade, conforto, prazer, tempo, hora marcada…
Pessoas transformadas em obras de Arte!
Pessoas transformadas em obras de Arte, pelo Artista Plástico Henrique Vieira Filho

Mais do que apenas adquirir pinturas, VOCÊ pode VIVENCIAR A ARTE tornando-se sua própria obra-prima!

Na Exposição Slow Art Week, os participantes terão a oportunidade de conhecer o processo criativo!

Henrique Vieira Filho-Artista Plástico e Psicanalista
Henrique Vieira Filho-Artista Plástico e Psicanalista junto a uma de suas obras mais prestigiadas

     Com dia e hora previamente agendados, o Artista Henrique Vieira Filho (representante oficial do Movimento Slow Art no Brasil) receberá grupos de até seis participantes na intimidade de seu estúdio, situado na região dos Jardins (São Paulo – SP).

     Os visitantes elegem as obras em exposição que mais lhe impactaram, passando a apreciá-las com conforto e TEMPO e ainda podem interagir com o Artista, seja conversando sobre as pinturas, seja experienciando uma vivência em Arteterapia ou Psicoterapia Holística!

RSVP: Clique e Acesse o Formulário Para Agendamento

Slow Art Week Brazil
de 06 a 12/04/2019

Conforto e tranquilidade na Slow Art
Conforto e tranquilidade na Slow Art

Galeria HVFARTES
Alameda Santos, 211 – São Paulo – SP
[email protected]
Whatsapp: 11 – 93800-1262

Saiba que será um prazer lhe receber!

Baixe o release no Google – Clique Aqui!

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Dia Internacional Da Felicidade

20 De Março – Iniciativa da ONU

Obra: Egyptian Gioconda - Artista: Henrique Vieira Filho

Title: Egyptian Gioconda – Artist: Henrique Vieira Filho

Desde 2012 esta data é comemorada, lembrando que o bem-estar do povo deveria ser considerado como meta ainda maior do que a produção; algo como FIB – Felicidade Interna Bruta priorizada ante o PIB – Produto Interno Bruto.

O país Butão, versão real do Shangri-la e também localizado na região do Himalaia, adotou uma série de medidas focando este caminho bem intencionado, mas, como tudo que é imposto e de cima para baixo, nem todos ficaram felizes…

Ainda mais que, convenhamos, felicidade está mais para uma percepção individual, ainda que, de certo, o coletivo influencie.

A etimologia (estudo da origem das palavras…) nos dá ótimas pistas quanto à percepção de cada cultura. Do latim, o conceito é de quem gera frutos, de quem produz… Já a língua inglesa associa à boa sorte, em ser favorecido pelo divino (“happiness”).

Para a primeira, a felicidade é algo gerado de si e externado ao mundo, enquanto que para a outra, um favorecimento exterior é o motivo de ser feliz.

Pessoalmente, me identifico com a versão do I Ching, que é uma língua escrita em código binário (a mesma dos computadores…), considerada perdida (desconhecida a sua origem…) já faz mais de 2500 anos.

O Hexagrama (símbolo gráfico desta linguagem) correspondente à Felicidade chama-se “Tui”, que representa dois lagos interligados, ou seja, sua sede está suprida e com baixo risco de ser afetado pela seca. Soma-se a imagem serena da água calma, refletindo o observador (desde que não seja o Narciso…) tal qual espelho de corpo e mente.

Na versão do I Ching, o conceito está mais como uma situação individual, momentânea e serena, originada tanto do exterior, quanto interior, reflexos um do outro.

Por este prisma, a Felicidade pode ser como o sorriso de Mona Lisa: sutil, enigmático e, ainda assim, a almejada obra prima de toda uma vida…

Obra: African Gioconda - Artista: Henrique Vieira Filho

Title: African Gioconda – Artist: Henrique Vieira Filho

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Eis Que O Deus Pã Virou Santo Católico: A Origem Do “Valentine’s Day”

Projeto Carnaval - Series VooDolls e Fantasia - Fotografia e Arte Henrique Vieira Filho
Title: Accanto A Te
Artist: Henrique Vieira Filho
Mixed media on canvas
Size: 80 x 120 cm
31,5 x 47,25 inches
Year: 2019
Versão personalizada de Romeu e Julieta
Título: Accanto A Te – Artista: Henrique Vieira Filho

A Igreja Romana, em excelente estratégia de marketing, cultivou o hábito da apropriação da datas comemorativas das culturas às quais objetivava assimilar.

Monumento “Fauno”, do Artista Victor Brecheret

Neste caso, a antiga festividade romana pré-cristã, a Lupercália, que era celebrada cinco semanas antes da primavera (naquela região, em 14 de fevereiro), foi sobrepujada pelas comemorações do dia de São Valentim, criado no século V d.C., pelo papa Gelásio.

Em sua versão original, a festa era de Pã, o Fauno Luperco (o que protege do lobo), no final de inverno, dando início ao ciclo de fertilidade vindouro.

Já a versão católica, celebra Valentim, do qual existe três versões, sendo a mais popular a de que realizou casamentos em ritos católicos, contrariando ordens do imperador, morrendo como mártir.

Associado aos jovens que desejam o matrimônio, a  data foi adotada por franceses e ingleses e, posteriormente, pelos EUA, popularizando mundialmente como “Valentine’s Day”.

Como curiosidade, em 1969, a igreja católica aboliu a data, oficializando suas dúvidas quanto à santidade e, até mesmo, quanto à real existência de Valentim.

Independente disto, as comemorações comerciais atreladas ao referido dia seguem pelo mundo, excetuando-se no Brasil!

Em nosso país, em 1949, o publicitário João Agripino Doria criou o Dia Dos Namorados, como forma de alavancar as vendas de junho, da loja que contratou a campanha.

A empresa nem mais existe… Contudo, o dia 12 de junho, véspera do Dia de Santo Antônio (santo católico tido como “ casamenteiro”…) consagrou-se entre os brasileiros!

Seja em nome de Pã, Valentim, Antônio ou dos publicitários, como Psicanalista, bem sei que é uma pauta constante nas sessões deste mês…

Já como Artista Plástico, ainda mais sendo retratista,  é um período de grande satisfação, pois, todo ano, sou desafiado a retratar fantásticos casais, conciliando o universo individual dos homenageados, com os arquétipos com os quais estão em sincronicidade, no momento da experiência de Arte!

Recentemente, tive o prazer de pintar o amor, a simpatia e a musicalidade do casal Marly e Ulisses Montoni, cantores líricos, tendo como inspiração extra sua canção “Accanto A Te”.

Title: Accanto A Te
Artist: Henrique Vieira Filho
Mixed media on canvas
Size: 80 x 120 cm
31,5 x 47,25 inches
Year: 2019

Title: Accanto A Te – Artist: Henrique Vieira Filho
Mixed media on canvas – Size: 80 x 120 cm – Year: 2019

Tomei como base gravuras utilizada nas capas das clássicas edições impressas do romance “Romeu e Julieta”. Estas, por sua vez, se basearam em pinturas a óleo de Hanz Makart (século 19)

Mantive a textura e opacidade, tal qual nas encadernações centenárias, bem como a pose e a famosa cena da sacada, personalizando com minhas cores, traços e, claro, incluindo os homenageados.

Marly Montoni e Ulisses Montoni
Marly Montoni e Ulisses Montoni

Outro grande prazer foi retratar um casal que muito admiro (Fernando Jardim e Alessandra Iara Cunha), em duas telas que se complementam, onde a atmosfera steampunk incorporou-se totalmente!

Telas Queen Of Hearts e King Of Hearts
O Artista Plástico Henrique Vieira Filho homenageia o casal Fernando Jardim e Alessandra Iara Cunha com duas telas em estilo Steampunk, especialmente desenvolvidas para o Dia Dos Namorados

Telas Queen Of Hearts e King Of Hearts, do Artista Visual Henrique Vieira Filho,
Casal Henrique e Fabiana Vieira (nas pontas) e casal Alessandra Iara Cunha e Fernando Jardim (ao meio)
Casais Henrique e Fabiana Vieira (nas pontas) e
Alessandra Iara Cunha e Fernando Jardim (ao meio)

Completo este artigo com mais esta obra: “O Amor de Afrodite e Ares” (“The Love of Aphrodite and Ares”), um retrato meu, com minha esposa, Fabiana Vieira.

"O Amor de Afrodite e Ares" (“The Love of Aphrodite and Ares”) - Artista: Henrique Vieira Filho
Tela especialmente desenvolvida para o Dia Dos Namorados

Nesta tela, a composição baseia-se em escultura de Antonio Canova para a pose, sendo a textura de fundo composta por imagens das superfícies dos planetas Vênus e Marte e de constelações relacionadas ao mapa astral de cada um.

Henrique Vieira Filho - Arte e Terapia

www.henriquevieirafilho.com.br

Henrique Vieira Filho é artista plástico, escritor, jornalista e psicanalista.

Sua experiência de décadas como terapeuta, em especial, com a Psicanálise Junguiana, lhe possibilita uma familiaridade ímpar com a mitologia e as imagens oníricas, sempre presentes em suas telas.

Seu trabalho artístico se destaca no cenário contemporâneo ao questionar a posse cultural, o tempo e fronteiras, compartilhando culturas, miscigenando tradições, etnias e gêneros, em suas telas.

Enquanto gravurista, é ativista da adoção dos pincéis digitais, das matrizes eletrônicas em substituição às de madeira, pedra e metal e o entintar ecológico por técnicas mistas de tecnologia e intervenções manuais.

Escultor experimental, inovou ao transformar telas e fotografias em objetos de artes tridimensionais, resinando-as parcialmente para serem modeladas via técnicas similares às dos origamis.

Bastante solicitado como retratista, diferencia-se por valorizar a experiência de arte em si, tanto quanto a obra final. Ao incluir a participação do homenageado em seu processo criativo, que envolve fotografia, cenografia, psicodramatizações, figurinos, pinturas corporais, mesclados em exercícios lúdicos, acrescenta às telas valores emocionais que transcendem a apreciação puramente técnica.

Ingresso recente no mundo das Artes Plásticas, Henrique Vieira Filho é reconhecido como expoente em anuários e publicações especializadas, além de representar no Brasil, o Movimento Slow Art que busca ampliar a experiência da apreciação das Artes.

Extremamente ativo, em menos de dois anos, conta com cerca de quarenta Exposições em diversas capitais brasileiras, além de galerias da Europa, Ásia e Estados Unidos.


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Especial De Início de Ano: A Jornalista Keila Lima Entrevista Henrique Vieira Filho – Artista e Psicanalista

Capa Revista Terapia Holística
https://youtu.be/-cu5vqSUT7U

Muito simpática e talentosa, a a Jornalista Keila Lima conduziu com carinho a entrevista com o Artista Plástico Henrique Vieira Filho.

A apresentadora destacou as obras do Artista que representavam a paz, tão desejada nestes períodos de final de ano e início do novo:

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Telas em Exposição na "Cidades Divas No Divã" – Artista: Henrique Vieira Filho

Clique para download do release em DOC

Henrique Vieira Filho – Artista Plástico abre seu ateliê e expõe suas telas recém-chegadas de New York, Roma e Viena que retratam grandes metrópoles.

Entrada Franca Inscreva-se para visitar a Pocket Exhibition “Cidades Divas No Divã” – Alameda Santos, 211 cj 1411 – São Paulo – SP – CEP 01419-000

Algumas das obras em destaque:

Title: Colossus OF New York – Artist: Henrique Vieira Filho

Nesta obra, o Artista homenageia New York, pintando seus edifícios icônicos em um paralelo entre a Estátua da Liberdade e o Colosso de Rodes, inspirado na gravura de Maarten van Heemskerck, de 1570.

Title: Rio Wall – Artist: Henrique Vieira Filho

Na Cidade do Rio de Janeiro, o morro como Torre de Babel e o muro que divide realidades, do esplendor da Natureza aos perigos da força guerreira terra-cota, passando por Roger Waters e Salvador Dali, sob as bênçãos de esperança da Sadako e seus Tsurus.

Title: Megalopolitanos – Artist: Henrique Vieira Filho

A Cidade de São Paulo, com versões surreais do Masp, mesclado com o Monumento Às Bandeiras, tendo o Museu do Ipiranga ao fundo, em homenagem aos habitantes desta megalópolis.

Title: Polimetropolis – Artist: Henrique Vieira Filho

Arquiteturas icônicas da Cidade de São Paulo, mescladas em cores, luzes e texturas, com o Teatro Municipal, os prédios da região do Viaduto Santa Efigênia, em contraste com a contemporaneidade da Ponte Estaiada.

Title: Berlin Wall – Artist: Henrique Vieira Filho

Icônico, histórico, o Muro de Berlim, com as cotidianas crianças de Henri Cartier-Bresson e ele próprio na tela, juntamente com versões jovens do artista e de Pedro Bial, que aparece já adulto, como parte dos grafites que profetizam a queda, sob as bênçãos de paz dos Tsurus.

Title: Wings Of Wishes – Artist: Henrique Vieira Filho

O Universo pede mil tsurus origamis em troca de cada desejo, que nesta obra, voa pelos céus da Cidade Fujiyoshida, no Japão, transbordando paz e esperança.

Title: Wings Of Peace – Artist: Henrique Vieira Filho

Voando em seu Tsuru, nos céus da Cidade Fujiyoshida, no Japão, esta obra honra os desejos da pequena Sadako:

_ “Eu escreverei paz em suas asas e você voará o mundo inteiro”.

_ “Este é o nosso Grito. Esta é a nossa oração: Paz no Mundo”.

Title: I Wish – Artist: Henrique Vieira Filho

Eis que o pedido chega ao rei dos Tsurus, em uma idílica cena onde esperança encontra o desejo, no Lago Kawaguchiko, da Cidade Yamanashi, no Japão.

A Jornalista Keila Lima Entrevista Henrique Vieira Filho – Artista e Psicanalista

Muito simpática e talentosa, a a Jornalista Keila Lima conduziu com carinho a entrevista com o Artista Plástico Henrique Vieira Filho.

A apresentadora foi homenageada ao vivo com seu retrato, uma das especialidades do Artista, que demonstrou sua versatilidade apresentando outras duas telas de temáticas distintas:.

Psicanalise Culturalista E Arte

Pocket Exhibition “Cidades Divas No Divã”

Pocket Exhibition Cidades Divas No Diva - Artista e Psicanalista Henrique Vieira Filho
Clique e Baixe o release em DOC

Henrique Vieira Filho – Artista Plástico e Psicanalista abre seu ateliê para expor suas telas recém-chegadas de New York, Roma e Vienna que retratam grandes metrópoles mundiais e psicanalisa a influência do meio sobre seus habitantes.

Entrada Franca Inscreva-se para visitar a Pocket Exhibition “Cidades Divas No Divã” – Alameda Santos, 211 cj 1411 – São Paulo – SP – CEP 01419-000

O pioneiro analista a demonstrar a importância das relações sociais na formação de nosso senso identitário foi Alfred Adler, cujas teorias influenciaram fortemente os principais ícones da escola norte-americana de psicanálise culturalista., incluindo o meio, a sociedade, a cultura em que o indivíduo se insere como fatores igualmente significativos.

As próximas páginas deste Artigo, de forma lúdica, transformam uma grande metrópole em “Cliente”, emprestando-lhe sentimentos e traumas, em duas sessões de Terapia, com técnicas de Aconselhamento e Arteterapia, por meio de uma divertida e surrealista situação imaginária.

Para saber mais:

Inscreva-se para visitar a Pocket Exhibition “Cidades Divas No Divã”

Biografia – Henrique Vieira Filho – Artista e Psicanalista

Obras de Arte em Exposição na Pocket Exhibition “Cidades Divas No Divã”