Reiki Lunar e Reiki Usui

Reiki Lunar - Ilustração: Henrique Vieira Filho
Reiki Lunar - Ilustração: Henrique Vieira Filho

Reiki Lunar – Ilustração: Henrique Vieira Filho

Resumo

 Reiki é uma técnica terapêutica que dispensa o contato físico, onde se faz uso da Energia Vital Universal, trazendo um equilíbrio dos chakras, corpo, emoções e mente; trazendo então um caminho para o equilíbrio e bem-estar. 

O Reiki Lunar segue a mesma proposta, sendo também conectado com a sabedoria Lunar, com a proposta de harmonização dos nossos aspectos femininos. 

Fazendo a conexão de nossos aspectos internos com  os ciclos lunares externos. A ampliação da qualidade de vida, além da discussão interativa com o Cliente de aspectos levantados, acrescidos de aconselhamento, levando ao autoconhecimento e a mudanças positivas em várias áreas.

Introdução

O que é Reiki? Uma técnica, um conceito, um estilo de vida ou uma marca registrada? Dependendo de quem você perguntar, terá um grande sim, para cada uma das perguntas, e nenhuma deixa de estar certa. 

A palavra Reiki deriva do  japonês reiki (霊気 que significa “atmosfera misteriosa”), que por sua vez deriva do chinês língqì (靈氣, “influência sobrenatural”). Em 1975 começou a aparecer em literaturas traduzidas para o inglês, que por escolha do tradutor, ficou com a tradução simplesmente como: energia vital universal.

Foi canalizado este conhecimento ancestral, inicialmente e o que até então sabemos, pelo Sr. Mikao Usui, que durante seu aprendizado budista, provavelmente meditação, orações, entoações de mantras e cânticos, jejum , dentro os quais ele recebeu/canalizou esse conhecimento e o chamou de Reiki. A partir daí, ele continuou aprofundando seu conhecimento e encontrando formas de transmitir a mais pessoas, tanto o cuidado (tratamento) quanto os ensinamentos (alunos).

Mas Afinal o que seria então o tal do Reiki,  霊気 em shinjitai kanji ou como レイキ no silabário katakana. Rei (霊: “espírito, milagroso, divino”) e ki (気; qi: “gás, energia vital, sopro de vida. O ki, mais conhecido por qi ou ch’i chinês) no reiki pode ser entendido como energia espiritual, energia vital. 

Sendo considerada uma técnica japonesa para diminuição do stress e ampliação do relaxamento que poderá equilibrar os aspectos que precisam: corpo, emoções, mente e espírito; como vimos acima, significa a grosso modo: a espiritualidade (energia universal) conduz a energia vital (vida). O conceito do Reiki seria que nossa Energia Vital, está fraca ou com seu caminho obstruído e com isso o recebimento desta energia Universal poderemos ter um caminho para o equilíbrio. 

Lembrando que o Reiki não faz cura, não trata doenças físicas ou mentais, ele auxilia no seu processo de contato com o que se faz necessário e com isso facilita o entendimento e conexão com seu bem-estar. Razão pela qual em nenhuma sessão de Reiki você será avaliado, como acontece com tratamentos médicos.

O Reiki Lunar segue a mesma proposta, sendo também conectado com a sabedoria Lunar, com a proposta de harmonização dos nossos aspectos femininos. 

Fazendo a conexão de nossos aspectos internos com  os ciclos lunares externos. A ampliação da qualidade de vida, além da discussão interativa com o Cliente de aspectos levantados, acrescidos de aconselhamento, levando ao autoconhecimento e a mudanças positivas em várias áreas.

Conectando com sua energia e absorvendo a energia Universal,  harmonizamos diversos aspectos dos nossos clientes, aumentando a energia feminina conseguimos observar os mais diversos sentimentos que possam brotar, e nos ajudar a entender situações.

Calma e harmonia são as palavras que mais se destacam como descrição pelas pessoas que já passaram pelo atendimento. Lembrando que esse método pode ser utilizado por todos, afinal em se tratando de energia universal e influência da Lua, todos somos sensíveis a sua influência.

Os seres vivos respondem à energia do Sol e da Lua. Regulando nossos movimentos de  atividade e repouso, o crescimento dos nossos alimentos, florescimento, colheita, morte e renascimento.

A sabedoria ancestral vem nos apresentar que a Lua interna e externa influencia nos nossos ciclos e como reagimos a diversas situações nas nossas rotinas.

Lua Interna diz respeito ao seu ciclo, ou seja a data que você sangra; você pode escolher a Lua vermelha ou Lua Branca, para saber exatamente qual período interno você está em cada fase da sua menstruação.

Começamos a entender as fases da Lua Externa e como ela influencia a todos os seres vivos. A relação dela com você será bem particular, por isso as pessoas que não menstruam, também recebem e se conectam com sua influência.

Lua Nova nos apresenta uma energia de renovação, reinvenção, recomeços, possibilidades… Conectar-se com você faz parte desse processo, buscar inspirações, alinhar seus sonhos e propósitos. A Lua está bem escura, mas internamente pode floris novos ciclos, reconhecer seus planos, para finalmente crescer.

Lua Crescente nos apresenta a energia de nutrição, se na fase anterior já encontramos nossas inspirações chegou o momento de nutri-los para que cresçam e sejam  o que planejamos. Preparados para esse novo período que tem suas dificuldades e acertos, vamos com o coração pronto!

Lua Cheia nos apresenta à energia! Sim, em sua totalidade e cheia de luz, essa lua nos deixa abertos a gerir nossos desejos. Estejamos abertos a acolher essa luz, essa claridade que vem iluminando nossa jornada e nos revelando as verdades que precisamos enxergar. Lembrando que a outra face da lua – está escura  (o lado oculto da Lua) pode ser uma forma de nos mantermos também alertas com nossa consciência.

Lua Minguante nos apresenta a energia de recolher. Introspecção à vista, nossas sombras aflorando vamos aprendendo a acolher e ressignificar. Analisarmos as fases que passamos e nos preparamos para renascer.

O Reiki Lunar ajuda também nos cuidados íntimos femininos, trazendo alívio e compreensão de aspectos que precisam ser ajudados. Ele não substitui seu acompanhamento médico, mas complementa e traz clareza de aspectos emocionais.

Discussão

São tantos sistemas de Reiki, mas achei que Reiki era só o do Sr. Usui! O Reiki do Sr. Usui é sim exclusivo de sua canalização: símbolos, técnicas e afins; algumas pessoas chegam até a dizer que a palavra REIKI é marca Registrada de alguma empresa norte-americana (não encontrei tal registro); de qualquer forma, o Reiki do método Usui é sim um processo que segue toda uma linhagem certificada, ensinamentos e preceitos já bem definidos. 

Como mencionei acima, não achei em local algum da internet que comprove que a palavra Reiki é uma marca registrada de quem é que seja, razão pela qual acredito que não seja inadequado algumas outras pessoas terem canalizados outros tipos de Reiki, como vemos Karuna, Lunar, Tibetano; entre outros. 

Convenhamos que poderiam chamar só pelo nome complementar ao invés de utilizar a palavra Reiki; mas  também sabemos de outras técnicas que passam pela mesma situação que é o caso do Florais de Bach, que temos outros utilizando: Florais de Minas, Florais de Gaia, Florais Californianos; entre outros.

O Reiki Lunar segue a mesma proposta do convencional, sendo também conectado com a sabedoria Lunar, com a proposta de harmonização dos nossos aspectos femininos. 

Fazendo a conexão de nossos aspectos internos com  os ciclos lunares externos. A ampliação da qualidade de vida, além da discussão interativa com o Cliente de aspectos levantados, acrescidos de aconselhamento, levando ao autoconhecimento e a mudanças positivas em várias áreas.

 Diferentemente do que muitos falam que a OMS (Organização Mundial de Saúde) reconhece o Reiki como prática integrativa, o correto é afirmar que a OMS incentiva a prática terapêutica que visa o bem-estar; mas que não tem nenhum embasamento científico. 

Artigos científicos são feitos para realizar um estudo, e podem ter vários pesos. Alguns são para evidenciar e outros são para correlações e muitas vezes estas correlações são falsas. Muitos estudos são só para levantar uma questão e não afirmando a sua efetividade de nada. Ele é publicado em revista científica da área, são várias revistas científicas que podem existir – física, química, medicina, psicologia,  entre outras. É importante verificar o peso da revista, pois tem várias que aceitam qualquer tipo de estudo, sem qualquer cuidado com o material apresentado.. A primeira etapa de um estudo é o pré-print que é a revisão do estudo por pares, ou seja a comunidade científica da área de estudo que faz parte da revista fará a revisão. Então eles revisam os defeitos, a falseabilidade e se o estudo é reprodutível, se for ele é aprovado e publicado.

O meio científico apresenta alguns estudos sobre o tema, cada qual com seu peso e sempre passando por  revisões, abaixo apresento alguns:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22021729/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21998438/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21832928/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21701183/

Alguns artigos são publicados sem passar por revisão de seus pares:

https://www.theguardian.com/science/blog/2011/oct/11/placebos-reiki-cancer-patients-harm

Conclusões

O que eu quero dizer com isso, que tendo ou não o estudo científico o Reiki funciona? O saber ancestral/universal ou como podemos chamar de crença pré-científica nos apresenta que ele funciona sim. E alguns  estudos, como os acima listados comprovam que ele funciona como fontes de relaxamento, alívio de dores, redução de ansiedade, bem como um amparo emocional

Lembrando que a própria OMS produziu diversos artigos e estudos das chamadas Medicinas Tradicionais ou como chamamos no Brasil de Práticas Integrativas e Complementares (PIC); recomendo acompanhamento no site da OMS, sempre tem assuntos interessantes. 

O que fortemente recomendo a todos que desejam seguir nesta grande irmandade de conhecimento de Energia Ancestral e Universal, pesquise e siga no caminho que achar que mais condiz com o que deseja para sua vida profissional. 

Lembre sempre da ética, comprometimento e estudo adequado! Cada sistema Reiki possui a sua própria linha de ensinamento, símbolos, transmissão de conhecimento e iniciação; alguns inclusive realizam tudo em versão online, facilitando o aprendizado e transmissão. 

Enfim, o Reiki Lunar é um método leve e gostoso de se conectar com você, com seus sentimentos, com a energia Universal. Reconhecer como a Lua influencia em nosso momentos da vida e resignificar como lidamos com as mais diversas situações e pessoas. Quando nos conhecemos, fica mais fácil saber como lidar conosco em situações e também com os demais.“Através do Reiki Lunar nos conectamos com sabedoria Lunar, ou seja com a nossa intuição e conexão com algo maior” –  Ellen Trizi

Cite como:
Fabiana de Matos Vieira. (2023). Reiki Lunar e Reiki Usui. Revista TH, XIII(80). https://doi.org/10.5281/zenodo.8400451

Fitoterapia Holística

Deusa Indígena das Ervas - Arte: Henrique Vieira Filho

  Deusa Chinesa Das Ervas - Ilustração: Henrique Vieira Filho
Deusa Chinesa Das Ervas – Ilustração: Henrique Vieira Filho

Resumo 

 De modo prático e objetivo, abordaremos a Fitoterapia sob um enfoque Junguiano, em especial, a Teoria da Sincronicidade. 

As incríveis “coincidências” entre as lendas, os nomes populares e científicos de cada planta e a sua utilidade como fitoterápico torna o aprendizado lúdico e prático.

Focando em uma pequena variedade de plantas, todas de venda livre e facilmente encontradas na natureza e nas casas do ramo, esta abordagem utiliza da teoria do Cinco Movimentos Chineses, bem como da Pulsologia de Nogier a dos Pontos de Alarme dos Meridianos para a correta seleção de fitoterápicos para cada momento de nossos clientes.

Introdução

As tradições possuem milhares de anos de bons serviços prestados à humanidade e devem ser levadas a sério. As lendas e histórias sobre cada planta encerram uma sabedoria muito mais profunda que suas análises químicas atuais, e tem muitas informações sobre suas utilidades terapêuticas. 

Os antigos observavam as características de “personalidade” de cada erva e já sabiam, por analogia, a que tipo de pessoa que ela auxiliaria por ressonância, independentemente de quais fossem seus sintomas físicos. Isso vem sendo resgatado nos dias atuais nas Terapias Florais. Já os antigos chineses, além destas analogias, faziam a análise do sabor de cada planta, classificando-a dentro dos Cinco Movimentos Chineses, por consequência, já ficavam sabendo para que serviriam.

Ao invés de nos atermos a tabelas de correlação entre sintomas e plantas, esta abordagem propõe quitessenciar a adequação a cada caso, passando as plantas a serem selecionadas com o auxílio da Pulsologia de Nogier e/ou a reação ao toque nos Pontos de Alarme, mediante aproximação de amostras dos fitoterápicos.

Sabendo de antemão que os métodos de pesquisa ortodoxos em pouco elucidariam as milenares aplicações terapêuticas dos vegetais, encontrei as respostas na Sincronicidade (teoria junguiana da possibilidade de relação significativa, mas não causal, entre eventos) e na teoria dos Cinco Movimentos Chineses. Quintessenciado a adequação da escolha de fitoterápicos para cada caso, aplicamos testes pela Pulsologia de Nogier e pela reação dos Pontos de Alarme dos Meridianos.

Fazendo um levantamento sobre os deuses e lendas ligados a cada uma das plantas, descobri as “grandes coincidências” entre essas histórias e o momento do Cliente no qual o fitoterápico apto a atuar. Fora isso, as características de comportamento de cada planta (o modo como cresce, seus terrenos preferidos, suas cores, etc.) correspondem exatamente ao tipo de pessoa à qual a sua composição poderá ajudar. E, por mais estranho que pareça a quem não está familiarizado com a idéia da sincronicidade, até mesmo a etimologia dos nomes das plantas já nos esclarecem para que elas servem.

Somando-se a isso, pesquisei o uso fitoterápico tradicional, em especial sob o enfoque milenar chinês dos Cinco Movimentos e constatei que, além de seu uso para o equilíbrio de determinados sintomas físicos e para as emoções.

Um Pouco de Jung

Precisaremos, neste ponto, elucidar alguns termos básicos utilizados na terapêutica junguiana.

Arquétipos, por exemplo, representam um conceito tão difícil de explicar como o Tao, ou Deus, pois são padrões ou motivos universais que emanam do Inconsciente Coletivo (ou, como preferia Jung, Psique Objetiva). 

Tais motivos foram incorporados por experiências reiteradas, coletivas e significativas da humanidade. 

Irrepresentáveis em si mesmos, constatamos seus efeitos quando se manifestam na consciência como imagens e idéias arquetípicas, ou seja, como Símbolos, melhor expressão possível para algo essencialmente desconhecido. 

Arquétipo e Símbolo são opostos complementares. O primeiro representa o passado, o herdado, o coletivo, aquilo que é a Verdadeira Realidade, a qual não pode ser contatada diretamente pelo nosso racional, mas apenas indiretamente, pelos seus efeitos. 

O segundo constitui a cultura, o adquirido, o individual e se manifesta na realidade relativa de nosso conhecimento e consciência. Assim sendo, os arquétipos representam a dinâmica de nosso inconsciente e os símbolos são as referências de nossa consciência. 

As estruturas arquetípicas podem ser comparadas ao eixo, ou molde-informação de um cristal. Ao formar-se, o cristal obedece a um padrão de forma predeterminado por um eixo axial, o qual não possui, entretanto, existência própria, sendo, pois, pura forma.

Mesmo assim, ele predetermina a estrutura geométrica do cristal, não impedindo, porém, que surjam particularidades que os diferenciem uns dos outros. Igualmente, as estruturas arquetípicas são pura forma que dão estrutura aos símbolos. 

O arquétipo não é, necessariamente, um resíduo de experiências realmente acontecidas. É muito mais um desejo, que, como tal, busca realizar-se e repetir-se. Por exemplo, não que alguma vez existiu um “Ancião Sábio”, que a tudo conhecia. O que sempre houve foi o desejo universal no homem de que ele existisse. 

O universo dos arquétipos é nosso passado vivo e nosso futuro possível, coordenadores de nossas energias e moldes comportamentais aos quais recorremos e incorporamos inconscientemente ou não, atraídos que somos pela ressonância entre nossa situação e a que eles representam.

Símbolo é a melhor expressão possível para designar algo desconhecido ou incapaz de ser descrito por palavras. Vários significados são atribuídos a cada flor individualmente, mas, no geral, as flores simbolizam o princípio passivo, o feminino por excelência. Corresponde ao yin chinês. O cálice da flor é o receptáculo da atividade celeste (yang), que como uma taça, é capaz de receber a chuva e o orvalho, símbolos de tudo o que vem dos céus e nos influencia. 

Para o Taoísmo, em especial no Tratado da Flor de Ouro, a flor é o símbolo da conquista de um estado espiritual elevado. A floração é o resultado da alquimia interior, é o retorno ao Centro Espiritual (alma), também conhecido por estado primordial. 

Para os antigos celtas, a flor é o símbolo da instabilidade essencial de toda a criatura, voltada a uma perpétua evolução e, em especial, simboliza o caráter fugitivo da beleza. Este sentido se reforça pela figura lendária chinesa de Lan Tsai Ho, que carregava uma cesta de flores para melhor estabelecer o contraste entre sua própria imortalidade e a efêmera duração da beleza e dos prazeres. Ainda entre os antigos chineses, a flor é um dos símbolos do chamado Movimento Madeira, vinculado à primavera e à expansão. 

Assim sendo, é de se supor que a Flor, como representação do Yin, seja capaz de nos levar, por similaridade, a travar contato com outros símbolos femininos, além de nos tornar receptivos à ação de seu complemento, o Yang. A profundeza de nosso ser, nosso inconsciente e todo o material psíquico reprimido e por consequência corporificado, são classificados numa visão milenar como Yin. 

Na terapia junguiana, essa porção inconsciente de nosso psiquismo é chamada de Sombra (Yin). Seu par complementar é a Persona, classificada como Yang. É a nossa máscara ou o papel social do indivíduo, isto é, o mediador que protege o sujeito em suas relações. 

O uso das plantas yin atuará diretamente em seu oposto, yang, assim como o negativo atrai o positivo. Sua atuação será, portanto, em nossas Personas, nossos aspectos conscientes, e nos véus com que nos apresentamos perante o mundo. Esse contato com a Sombra trará à luz a consciência, ou seja, o material psíquico reprimido que a constitui. 

A Flor, como símbolo do receptáculo do que vem dos céus, explica por que as essências florais nos levam a receber as intuições e insights provenientes de nosso Céu Interior que é nossa essência divina. 

Torna-se também mais nítida a lembrança dos Sonhos, verdadeiro manancial de informações sobre nossa essência e elo de ligação entre o inconsciente e o consciente. 

As flores, representação de tudo o que é transitório e efêmero, levam-nos rapidamente a uma mudança de um quadro emocional para outro. Por também simbolizar o Movimento Madeira chinês, cuja orientação é a de expansão e de aflorar de nosso ser, de nossos sentimentos, as essências florais nos levam a tomar contato com as informações sobre nosso eu, juntamente com a sua carga emocional correspondente. 

A informação fria e simples, a compreensão puramente racional de alguma realidade psíquica dificilmente terá força suficiente para mudar nossas vidas. Entretanto, se a informação vier acrescida de emoção (do latim ex-movere = mover para fora), aí sim haverá potência para nos mover, nos mobilizar para uma expansão pessoal.

Instâncias Psíquicas e Constelação Arquetípica

Instâncias Psíquicas são como “indivíduos dentro do indivíduo”. São Complexos, isto é, grupos emocionalmente carregados de imagens ou idéias comandados por uma imagem arquetípica aos quais Jung atribuiu a formação de parte da estrutura psíquica funcional. 

Exemplos de instâncias psíquicas: Sombra, aquilo que somos, mas ignoramos ser; Persona, aquilo que somos em função dos outros; Anima, nossa porção feminina; Animus, nosso lado masculino; Plenitude, o que somos, porém, ainda não realizado; Self, o que somos como aspiração da totalidade.

Eis alguns exemplos de arquétipos: Deus representa o imutável, o imortal, o poderoso, a fonte de toda a energia de realização; o Mal, força que se opõe à realização, o adversário; a Grande Mãe, a geradora, o mutável, o móvel, a permanência na transformação; o Ancião Sábio, o saber ancestral que não foi alcançado pela aprendizagem, mas pela revelação; Incesto, tendência a voltar às origens, às aspirações regressivas; Mercúrio, a sabedoria que está por aflorar; Morte e Ressurreição, transformação; Ciclos, tudo se repete e está governado por ritmos; Paraíso Perdido, estado de plenitude e felicidade absolutas perdido devido ao pecado; Criação do Mundo, o mundo foi criado no passado por obra divina; Criança, permanência do indivíduo em estados infantis; Salvador, anseio da humanidade por uma redenção através de um ser superior que nos restaure o paraíso perdido; Unidade, complexo psíquico inconsciente de retornar à unidade perdida; Hermafrodita, união dos contrários num novo nível de consciência; Dualidade, representa o que está em movimento, capaz de gerar vida nova; Pedra Filosofal, a transformação alquímica do sujeito, sua aspiração à imortalidade e sabedoria; Batismo, uma nova oportunidade de realizar-se; purificação; Fim-do-Mundo, a transformação por meio de um holocausto; Afrodite, esquema do amor sensual e da inconstância; Herói, o indivíduo escolhido para uma missão transcendente.

Pulsologia De Nogier

Resumidamente, a Pulsologia de Nogier começou com o próprio, que é conhecido como o Pai da Auriculoterapia, que é a opção de Reflexoterapia mais estudada..

Por ter o hábito de tomar o pulso de seus clientes, Nogier, durante seus trabalhos de auriculoterapia, percebeu certos “sinais”, como se fossem “trancos” ou súbitas “sumidas” da pulsação. E que isso ocorria justamente quando estava com algum estímulo (por exemplo, uma ponta metálica…), passando por sobre uma região reflexa desequilibrada.

É como se uma “onda” passasse por debaixo de nossos dedos, enquanto tomamos a pulsação. Alguns percebem essa “onda” em seu pico, ou seja, como um “tranco” no pulso do cliente. Outras vezes, percebemos essa “onda” quando ela “cai”, como se fosse uma súbita “sumida” do pulso.

É uma sensação que dura cerca de 1 segundo, mas que é nitidamente percebida.

Atentem que não altera a QUANTIDADE de batidas cardíacas, mas sim, a INTENSIDADE com que a percebemos, como se uma “onda” passando por debaixo de nossos dedos, enquanto tomamos a pulsação. 

Alguns percebem essa “onda” em seu pico, ou seja, como um “tranco” no pulso do cliente. Outras vezes, percebemos essa “onda” quando ela “cai”, como se fosse uma súbita “sumida” do pulso. É uma sensação que dura cerca de 1 segundo, mas que é nitidamente percebida.

É importante que TREINEM BASTANTE, de preferência, com várias pessoas diferentes, pois “localizar” o pulso varia bastante em cada caso. Para os casos difíceis, apliquem a tática de fazer toques circulares na região entre as sobrancelhas, que de pronto, a percepção do pulso se torna muito mais nítido. Um detalhe que pode fazer a diferença: TIREM OS METAIS DOS DEDOS E PULSOS: relógios, anéis, pulseiras, etc, em algumas pessoas simplesmente some com o Sinal de Nogier. Em muitos casos, pode-se até sentir a pulsação, mas nada de perceber o Sinal de Nogier… Se for esse o caso, experimente tirar os metais próximos, tanto do cliente, quanto os seus.

A Pulsologia de Nogier é MUITO útil para a seleção de fitoterápicos. Basta testar cada opção de plantas que pré-selecionou ao caso, por sobre cada ponto localizado e verificar qual faz com que o pulso reaja nitidamente…

Paul Nogier, por ser médico e absolutamente contrário a que não-médicos utilizem auriculoterapia, passou a testar medicamentos através da pulsologia e da aproximação destes dos pontos auriculares.

Como somos TERAPEUTAS HOLÍSTICOS, o que NÓS testamos são os fitoterápicos.

Digamos que já detectamos na orelha, os pontos/ desequilíbrios (via de regra, de uns 3 a no máximo, 5…). E que estamos em dúvida entre algumas opções de fitoterápicos que podemos recomendar…

Se estiverem em forma “picada”, podemos pinçar um pouco e aproximar desses pontos identificados, para perceber a reação do pulso.

Notarão que alguns em nada alteram; outros, até somem com o pulso e, de repente, um deles torna a pulsação “limpa”, nítida, forte, reagindo com “tranco” à aproximação.

Pronto: terá detectado qual(is) é (são) o(s) fitoterápico(s) adequado(s) ao momento do cliente.

Muitas vezes, a combinação de uma ou mais amostras juntas pode melhorar a reação ao pulso, muitas vezes, não, até se anulam, indicando que é melhor optar por chás separados…

CLARO: se forem ter amostras de fitoterápicos em seus consultórios, OBRIGATORIAMENTE tem que ser de origem definida, ou seja, com NOTA FISCAL DE COMPRA, e rotulagem contendo laboratório e farmacêutico responsável. E, NUNCA, JAMAIS, NEM EM SONHO, vendam estes produtos. E, obviamente, só podem ser recomendados produtos de VENDA LIVRE, ou seja, sem necessidade de receita MÉDICA.

Pontos De Alarme Sistêmicos

As tradições milenares chinesas trouxeram aos nossos dias a teoria dos, assim traduzidos, “meridianos”, que são caminhos de energia que circulam junto ao corpo e que refletem nosso estado holístico (físico, emocional, social, etc, etc…). Em tese, são infinitos… Contudo, como nosso objetivo é ser prático, trabalharemos com 12 principais.

Em termos de Cinco Movimentos Chineses, temos os meridianos FOGO: coração, intestino delgado, circulação e sexo, triplo aquecedor…Eles são responsáveis pela “temperatura” de nossas emoções, entre outras coisas.

Como meridianos TERRA, temos o do baço-pâncreas e do estômago.Respondem pela nossa reflexão, pelos pensamentos…

Já os meridianos MADEIRA são os do Fígado e da Vesícula Biliar. Atuam na exteriorização das emoções, especialmente, a raiva…

Temos os meridianos METAL: Pulmão e Intestino Grosso.Agem na interiorização de nossas emoções, tanto na serenidade, quanto na tristeza, baixa-estima..

E Rim e Bexiga, como meridianos do movimento ÁGUA.Assim como as águas se adaptam ao meio e buscam aprofundar, assim estes meridianos lidam com aquilo que nos é de importância vital, tal como medo, sobrevivência, sexo…

Atentem que os nomes dos meridianos, em sua versão ocidental, correspondem aos nomes de certos órgãos e vísceras. Mas, a verdade é que não correspondem APENAS a estes órgãos, mas sim, a inúmeras funções que a ciência jamais atribuiria a estas “partes”.

Por exemplo: a raiva, na visão dos 5 movimentos, tem relação com o meridiano de fígado… Mas, certamente que a ciência jamais vai associar a raiva com o órgão fígado…

Felizmente, não temos que dar satisfações aos cientistas e podemos nos valer de mais de 5 mil anos de tradições…

Mas, em termos PRÁTICOS, como saber quais meridianos estão carentes de equilíbrio ?

Bom, como somos Terapeutas Holísticos, JAMAIS nos valeremos de “tabelinhas doenças-pontos-de-acupuntura”…

Isso é coisa de médico… Os médicos é que precisam fazer exames de laboratórios, descobrir qual a doença e seguir uma tabelinha de pontos, da mesma forma que seguem tabelas de correlação medicamento-doença…

Aliás, sempre é bom frisar: pela LEI, doença é monopólio médico…

Por isso que nós, TERAPEUTAS HOLÍSTICOS, tratamos das PESSOAS (jamais de “doenças”…) e de seus desequilíbrios “energéticos”…

COMO saber qual(is) meridiano(s) precisa(m) de tratamento ?

Muito simples: basta “perguntar” aos próprios meridianos !

E para fazer isto, basta tocar em determinados pontos, os chamos PONTOS DE ALARME, e saber do cliente se os mesmos estão (ou não…) doloridos ao toque…

Claro, todo ponto de alarme é relativamente dolorido… Mas, na prática, notarão 1 ou 2 que estarão MUITO sensíveis…

Ou seja, como trabalharemos com 12 meridianos, teremos 12 pontos de alarme a tocar, durante a avaliação…

Acreditem, quando tiverem prática, esse é um procedimento de 1 a 2 minutos…

Uma vez detectado QUAL o ponto de alarme mais sensível, teremos condições de realizar testes para a escolha de fitoterápicos. Coloque em contato com a pele do Cliente (pode ser na mão, por exemplo…), cada opção de plantas que pré-selecionou ao caso e verifique novamente o ponto de alarme, tocando-o.

Notarão que alguns fitoterápicos em nada alteram a sensibilidade do ponto de alarme; outros, até somem com a dor ao toque. Pronto: terá detectado qual(is) é (são) o(s) fitoterápico(s) adequado(s) ao momento do cliente. Muitas vezes, a combinação de uma ou mais amostras juntas pode melhorar a reação ao pulso, muitas vezes, não, até se anulam, indicando que é melhor optar por chás separados…

Observarão que, enquanto o cliente estiver em contato com o fitoterápico mais adequado ao seu momento, o ponto de alarme não está mais sensível ao toque !! Ou, se ainda estiver, é muito pouco…

Pode-se “reforçar” a conclusão, testando a sensibilidade ao toque no ponto de alarme que estava em “2o lugar”…

Fitoterapia em Cinco Movimentos Chineses

As tradições possuem milhares de anos de bons serviços prestados à humanidade e devem ser levadas a sério. As lendas e histórias sobre cada planta encerram uma sabedoria muito mais profunda que suas análises químicas atuais, e tem muitas informações sobre suas utilidades terapêuticas. 

Os antigos observavam as características de “personalidade” de cada erva e já sabiam, por analogia, a que tipo de pessoa que ela auxiliaria por ressonância, independentemente de quais fossem seus sintomas físicos. Isso vem sendo resgatado nos dias atuais nas Terapias Florais. Já os antigos chineses, além destas analogias, faziam a análise do sabor de cada planta, classificando-a dentro dos Cinco Movimentos e, por consequência, já ficavam sabendo para que serviriam.

Comparados entre si, os “cinco sabores” são: amargo – evacuante e purgativo – “endurecedor”; doce ou insípido – diurético, sudorífico, dissipante, relaxante; picante – sudorífico, dissipante, dispersante; salgado – evacuante, purgativo, “suavizante” e ácido – evacuante, purgativo e retrátil. 

A estas propriedades iniciais, podemos acrescentar quatro tipos de “energia“: fria, quente, fresca e morna

Além disto, há quatro “densidades” diferentes de “energia” que darão o “sentido” da ação terapêutica: ascendente (yang – alto), expansivas (yang – exterior) – obtidas pelas ervas yang e descendentes (yin – baixo) e introspectivas (yin – interior) – obtidos pelas ervas yin.

Em cada meridiano existe uma raíz yin e outra yang. 

A função yang da Madeira mobiliza e põe em movimento, o que é estimulado pelo sabor ácido; entretanto, a absorção excessiva do ácido, que, por vocação é yin e retrátil, levaria ao efeito contrário, uma “paralisia”, estimulando a raiz yin da Madeira. 

A função yang do Metal é retrair, secar, condensar, secar; já sua função yin é dissipar e humidecer; o picante, por sua vocação yin, se absorvido em excesso estimulará a função yin do Metal. 

A função yang do Fogo é ascensão e crescimento, enquanto que seu lado yin é endurecer; o amargo, por sua tendência yang, favorece a função de ascensão. 

A função yin da Terra é estruturar, modelar, controlar instintos e emoções, umedecer, enquanto a yang pode levar a idéias fixas, rigidez; por sua tendência yin, o doce favorece a raíz yin da Terra (observação: o doce industrializado é “quente”, portanto, yang, com efeito contrário ao doce natural). 

A função yin da Água é amolecer, abrandar, enquanto que seu lado yang é o de endurecer; a tendência do salgado é favorecer a raiz yin da Água.

Simplificando, as plantas seriam classificadas pelo sabor + energia quente ou fria (yang ou yin), o que possibilita incontáveis combinações de efeitos terapêuticos, graças, ainda, às leis de Geração e de Dominância.

Discussão

Este método tem se mostrado extremamente eficiente na prática de consultório. Como ninguém é exatamente igual a outro, não é adequada a escolha das ervas baseando-se apenas nas estatísticas sobre a utilidade de cada uma delas.

Usando-se a pulsologia, resgatamos a capacidade inconsciente que há em cada um de saber exatamente aquilo de que necessita, tal qual faz o animal quando está na selva. Se, infelizmente, o humano moderno não percebe conscientemente quando está diante do que lhe é remédio ou veneno, o pulso, entretanto, ainda reage perante esta escolha e nós podemos nos valer deste recurso para ter a convicção de estarmos escolhendo as melhores ervas para aquele indivíduo, naquele momento…

Segundo diversas culturas milenares, as ervas são símbolos de tudo o que é harmonizante e vivificante, restauram a saúde, a virilidade, a fecundidade, o parto e a riqueza. Foram os deuses quem descobriram suas propriedades terapêuticas, o que ilustra a crença universal que o equilíbrio só pode vir de uma dádiva divina, como tudo o que é ligado à vida. Para os cristãos, as ervas devem a sua eficácia por terem sido encontradas pela primeira vez no monte do Calvário.

A planta, de modo geral, simboliza a energia solar condensada e manifesta, um prisma, decompondo o espectro solar em cores variadas. Captam, também, as forças ígneas da terra. 

Enquanto manifestação de vida, são inseparáveis das águas, que representam o não manifesto, portadoras de todos os germes, das potencialidades, as latências, sendo as plantas a representação do manifesto, da criação cósmica. 

Por acumularem estas forças, os antigos sempre viram nos vegetais propriedades saudáveis ou venenosas, daí o seu emprego também na magia. Quase todas as divindades femininas grego-romanas protegem a vegetação: Deméter (deusa das alternâncias entre a vida e a morte, bem como das terras cultivadas), Afrodite (Vênus, deusa da fecundidade), Artemis (Diana, selvagem deusa da natureza), além de algumas entidades masculinas como Ares (Marte, que simboliza a força bruta, é, também, protetor das colheitas, um dos deveres do guerreiro) e Dioniso (Baco, símbolo das forças de dissolução da personalidade, deus da fecundidade, da vegetação, das vinhas). 

No sincretismo afro-brasileiro, Ossaim é o responsável pelas ervas terapêuticas e sagradas, sendo seus iniciados conhecedores de suas serventias, bem como das palavras ritualísticas necessárias para libertar o axé (poder potencial) de cada planta. 

Aqueles que trabalhavam com as ervas em quase todas as culturas viam as plantas como símbolos vivos de entidades invisíveis, tais como deuses, elementais e espíritos, os quais deveriam ser evocados ou aplacados com o uso de palavras mágicas ou sacrifícios. O respeito à natureza os levava a não cultivar suas ervas, mas sim ir ao encontro das que nasceram espontaneamente na mata. Ainda hoje, os adeptos de Ossaim (orixá do sincretismo afrobrasileiro) costumam deixar uma vela verde em troca das plantas que colhem, ou uma das folhas colhidas, para manter inalterado o equilíbrio do local.

É anterior à humanidade o uso terapêutico das plantas, pois os animais, instintivamente, sabem quais e quanto das ervas devem comer para melhorarem de seus distúrbios. O ser humano, cada vez mais se isolando da Natureza, foi perdendo esta capacidade de percepção. Mas, em algumas culturas, como as orientais e a indígena, mantiveram-se as tradições da utilidade atribuída a cada planta, muitas vezes transmitidas oralmente por milênios, havendo, ainda, tratados escritos em civilizações mais sofisticadas, como era o caso da chinesa e da egípcia.

Os antigos Terapeutas Holísticos não cultivavam suas plantas terapêuticas, pois sabiam que se o vegetal espontaneamente escolhesse seu local de nascimento é porque aquele solo é o ideal, capaz de proporcionar-lhe um máximo de vitalidade e, por conseqüência, de efeito terapêutico. 

Na China Milenar, um dos critérios de avaliação da serventia de uma planta era a observação de seus sabores, cores, formatos, época de floração e de suas características de “personalidade”. 

Analisemos uma planta por critérios subjetivos: o Dente-de-Leão vem conseguindo se desenvolver espontaneamente nas grandes cidades como São Paulo, apesar da poluição e das condições nada naturais deste ambiente. Nem por isso a planta deixou de participar da harmonia da Natureza, sendo, pois, indicada para toda pessoa que esteja “estressada”, com dificuldades de sobrevivência, esgotada e intoxicada, a qual poderá, literalmente, “beber” da sabedoria deste vegetal e sobreviver nesta “selva de pedra”.

As tradições possuem milhares de anos de bons serviços prestados à humanidade e devem ser levadas a sério. As lendas e histórias sobre cada planta encerram uma sabedoria muito mais profunda que suas análises químicas atuais, e tem muitas informações sobre suas utilidades terapêuticas. 

Os antigos observavam as características de “personalidade” de cada erva e já sabiam, por analogia, a que tipo de pessoa que ela auxiliaria por ressonância, independentemente de quais fossem seus sintomas físicos. Isso vem sendo resgatado nos dias atuais nas Terapias Florais. 

Já os antigos chineses, além destas analogias, faziam a análise do sabor de cada planta, classificando-a dentro dos Cinco Movimentos e, por consequência, já ficavam sabendo para que serviriam.

A ciência dita oficial sempre trabalhou contra a credibilidade da Fitoterapia. Até mesmo quando aprova os efeitos terapêuticos de uma planta, acaba por prejudicar a técnica. Um bom exemplo disso é que, até alguns anos, praticamente todos os fitoterápicos eram OFICIALMENTE classificados como sendo de VENDA LIVRE, em nosso país. Ou seja, enquanto os mandatários das leis e normas brasileiras consideravam as plantas como sendo apenas “placebos”, ou, quando muito, chás a serem consumidos por seus sabores, qualquer profissional poderia indicar os benefícios terapêuticos dos fitoterápicos. 

Por esta mesma classificação (venda livre), as empresas que industrializam as ervas mantinham preços bastante acessíveis, diferentemente do que praticavam com produtos cuja rotulagem indicavam a necessidade de “receita médica”, status este que possibilita a comercialização por valores bem mais elevados… 

Muitos colegas, com certeza já tiveram a oportunidade de comparar produtos compostos pela mesmíssima planta, serem vendidos por preços díspares, ou MUITO mais baratos, ou MUITO mais caros, conforme estejam classificados como “chá”, ou rotulados com “tarja vermelha”…

O fator econômico certamente foi um dos estímulos a que as plantas passassem a ser objetos de “estudos científicos” e que, grandes indústrias, repentinamente, considerassem “provados laboratorialmente” os efeitos terapêuticos de certas ervas sobre determinadas “doenças”… 

Ora, como no Brasil, a legislação e a jurisprudência são claras quanto ao fato de que, tanto o diagnóstico, quanto o tratamento de DOENÇAS é um MONOPÓLIO da classe MÉDICA, consequentemente, a cada fitoterápico que mudava sua classificação para “medicamento”, automaticamente significaria que sua venda deixou de ser livre, passando a necessitar de RECEITA MÉDICA…

Restringindo ainda mais o quadro, em comum acordo entre o Conselho de Medicina e o de Farmácia (firmado em 1999), os farmacêuticos passaram a recusar e a denunciar como “exercício ilegal de medicina”, qualquer fórmulação a ser manipulada e que origine de profissional NÃO-médico. 

Exceção feita à Terapia Floral, a qual, FELIZMENTE, é tida como NÃO-científica e enquanto assim permanecer classificada, MUITO MELHOR, pois continuará de uso LIVRE.

A injusta tendência a tornar produtos e serviços em “monopólios médicos” conta com a própria ingenuidade dos Fitoterapeutas. 

Uma simples visita às livrarias nos leva a constatar que a esmagadora maioria dos livros sobre fitoterápicos associa as plantas a “doenças de A a Z”!!! 

Ora, além disso ter levado seus autores a serem processados por “exercício ilegal de medicina”, tais obras são fartamente usadas nos tribunais como “provas” para acusar os fitoterapeutas, além de terem sido fonte de consulta justamente para que, cada vez mais e mais plantas venham a ser classificadas como sendo de uso exclusivo para a classe médica… 

Disso tudo, resulta a listagem anexa, de fitoterápicos “PROIBIDOS a não-médicos”, que certamente tomará de surpresa muitos de nossos colegas.

A única maneira de revertermos esta situação é a RE-educação de nós mesmos, passando o Terapeuta Holístico a valorizar a NOSSA própria profissão e parar definitivamente de “emprestar” de outras áreas, suas formas de pensar e de se expressar.

Os fitoterápicos, milenarmente utilizados, sempre foram explicados de forma totalmente diferente da visão químico-científica e a própria classificação por “doenças” é coisa recente (e pertencente aos médicos…), pois as TRADIÇÕES sempre ensinaram a terapia com vegetais, associando-os pela SINCRONICIDADE a cada situação de desarmonia.

Cabe a nós, defensores e praticantes da TERAPIA HOLÍSTICA resgatar a ARTE da fitoterapia e com isso, garantir que JAMAIS venha a tornar-se monopólio de profissão alguma. O que sempre foi de uso LIVRE assim merece continuar…

E, paralelamente, estarmos sempre atentos ao cumprimento das leis e resoluções do governo, pois, por mais que restrinjam os meios, todo bom Terapeuta Holístico sempre encontrará um novo instrumento de atuação, capaz de ampliar a QUALIDADE DE VIDA de nossos Clientes.

Comparativamente às correntes teóricas que baseiam-se em tabelas pré-concebidas que relacionam sintomas a fitoterápicos, a escolha pela Pulsologia e Pontos de Alarme mostrou-se muito mais dinâmica e adaptável a cada Cliente e de resultados bastante eficientes, especialmente no tocante à ampliação da autoconsciência. 

Do ponto de vista legal, esta abordagem da Fitoterapia igualmente mostrou-se mais adequada, justamente por possibilitar ao terapeuta Holístico trabalhar com as plantas em formato absolutamente diferente da abordagem praticada pela classe médica, evitando-se, assim, polêmicas judiciais.

Conclusões

A Fitoterapia em Cinco Movimentos possibilita ao Terapeuta Holístico trabalhar resgatando a simplicidade original das técnicas milenares. 

O enfoque através dos Cinco Movimentos Chineses e a seleção das plantas graças à reação ao toque e/ou à Pulsologia de Nogier, torna a terapêutica muito mais dinâmica e perfeitamente adaptável a cada atendimento. 

A isso se soma a grande vantagem de que esta abordagem está em total conformidade à legislação brasileira e às NTSV – Normas Técnicas Setoriais Voluntárias da Terapia Holística.

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Cite como:
HENRIQUE VIEIRA FILHO. (2023). Fitoterapia Holística. Revista TH, XIII(80). https://doi.org/10.5281/zenodo.8397174/

Integrando Terapias

A Deusa Terapeuta - Arte: Henrique Vieira Filho

Integrando Terapias

Neste Artigo, Henrique Vieira Filho exemplifica como integrar as mais diversas técnicas terapêuticas distintas (acupuntura, psicanálise, terapia floral, shiatsu, dentre outras…) criando um ambiente lúdico, eficiente e motivacional em consultório, para melhor atender os Clientes em suas buscas por equilíbrio, qualidade de vida e autoconhecimento.

Na abordagem da Terapia Holística, os aspectos físicos, psíquicos, sociais e transpessoais são inseparáveis e trabalhados de forma simultânea.

É essencial a todo Profissional propiciar aos seus Clientes um leque de técnicas terapêuticas distintas, integrando-as de forma harmoniosa, ora somando, ora alternando, adaptando-se a cada momento da pessoa atendida.

E, tudo isso, eficazmente praticado no limite da famosa “hora de 45 minutos”, a cada semana!

Na medicina, a formação é “generalista” e, só após, o indivíduo parte em busca de especializações, focando em um limite de duas técnicas.

De forma oposta, o Terapeuta inicia focado em uma única linha terapêutica e, ao amadurecer, parte em busca de nossos recursos, somando mais e mais técnicas, sendo este o perfil majoritário de quem se identifica como Holístico.

De certo, não basta somar, tresloucadamente, uma infinidade de técnicas: há de integrar de forma harmoniosa, coerente e sempre em equilíbrio quanto ao que o Cliente necessita e o que está preparado a receber, naquele exato momento.

Quem procura um Terapeuta Holístico anseia por um atendimento absolutamente diferente da abordagem “médica”, pois isto já o tem, seja via planos de saúde ou particular.

Saber OUVIR ao Cliente, de corpo e alma, de forma GENUINAMENTE interessada (interesse “simulado” não convence…), ou seja, com EMPATIA (que é distinta da ingênua “simpatia”…) tem que ser contínuo, desde o primeiro minuto de sessão, até o final.

Para tal, o básico a aplicar são as técnicas de ACONSELHAMENTO (que é radicalmente diferente de “dar conselhos”…), evoluindo, sempre que detectar-se a receptividade, para Psicoterapia Holística (teceremos mais detalhes adiante).

Eficazes e desejadas pelo público, as técnicas de “equilíbrio energético” podem ser aplicadas conjuntamente à “terapia pela fala” (do Cliente, não do Profissional, pois este tem o dever de mais ouvir, do que falar…).

Variantes do que o leigo e a imprensa chamam de “Acupuntura” são boas medidas, pois a avaliação do desequilíbrio pode ser obtida de forma simples e rápida, seja via Pulsologia de Nogier (método mais prático do que sua versão ancestral chinesa…) ou sensibilidade ao toque nos Pontos de Alarmes (localizados nos caminhos de energia conhecidos como “meridianos”).

A ativação dos pontos energéticos podem ser via agulhas (muitos Clientes são tradicionalistas…), toque (igualmente eficiente…), luzes, apliques de metais ou fitoterápicos, enfim, basta escolher aquele que obtiver melhor aceitação ao momento.

Os dados obtidos, tanto durante a conversação, quanto via análise energética, já possibilitam a seleção e recomendação de recursos terapêuticos que atuam além do tempo de sessão, tais como Fitoterapia (na forma de chás…) e essências sutis, como os populares Florais de Bach.

Note a INTEGRAÇÃO, pois inexiste “separação” entre a terapia verbal, o atendimento via pontos de equilíbrio, a Fitoterapia e a Terapia Floral, tudo fluindo em continuidade, onde o que se obtém em uma técnica, já antecipa o necessário à outra.

Usualmente, metade do tempo de sessão terá sido suficiente para aplicar tudo que descrevemos até aqui. Ou seja, ainda há minutos eficientes para investir no que é FUNDAMENTAL à Terapia Holística: a otimização da Qualidade de Vida via Autoconhecimento!

Ou seja, retomamos, aqui, a Psicoterapia Holística, a qual transita, conciliando, desde a clássica Psicanálise Freudiana, abraçando, com paixão, a linha Junguiana, abrindo espaço para o caminho corporal de Reich e Bioenergética, ousando incluir o Transpessoal e a Arteterapia, como igualmente mantemos abertos para as comportamentalistas PNL (Programação Neurolinguística) e Hipnose.

Esta é a etapa mais complexa, tanto no tocante ao aprendizado e estudos, quanto na execução prática, cujos resultados constituem o principal fator motivacional ao Cliente para a continuidade semanal da Terapia!

Muitas vezes, inicio esta etapa ainda no divã, que, na verdade, é uma cadeira shiatsu (uma boa alternativa a Clientes que não estão abertos ao toque direto…), auxiliado por músicas, aromas relaxantes e “comandos” verbais relaxantes (adaptados a cada momento da pessoa atendida…).

Uma vez tendo aplacado o racional e aberto caminho para o espontâneo, o imaginativo, costumo focar em uma pauta que esteja em evidência no momento, como por exemplo, um sonho que se tenha recordado… um desconforto corporal… um acontecimento… uma imagem…, enfim, um ponto de partida para a criação de uma história “imaginada”, um exercício de imaginação que, sendo bem conduzido, desperta emoções, lembranças e “insights”, que são auto-descobertas que surgem como que de pronto, onde infindáveis informações, conclusões emergem, de uma só vez, condensados em um “lampejo” de consciência.

As catarses emocionais, não raro, explodem em choros, risos, acessos de raiva, tudo em ambiente seguro, sigiloso e amparado de consultório.

Muitas vezes, os “insigths” ocupam muitas novas sessões para serem assimilados e compreendidos. É um processo de autodescoberta gradativo e fascinante!

Para aqueles mais receptivos ao toque direto, um caminho eficaz é associar as manobras corporais orientais e milenares (shiatsu, anma, tuiná, abhyanga, etc…) , com a percepção ocidental e moderna da terapia reichiana e bioenergética, na qual o toque manual aciona lembranças dormentes e emoções reprimidas, as quais, uma vez afloradas via catarses, abrem a possibilidade para serem compreendidas e assimiladas.

Outros indivíduos, com maior sensibilidade artística, aplico exercícios de imaginação ativa, associações de ideias (espontâneas ou direcionadas…) tendo como base: pinturas, fotografias, esculturas, fantasias e cenários, que espelham e ampliam as emoções e lembranças, as quais, sob este ambiente lúdico e criativo, passam por menor interferência dos pensamentos racionais.

Cada Cliente, cada atendimento, é um caso à parte e seremos Terapeutas melhor sucedidos ao dispormos de um variado leque de técnicas.

Quando bem INTEGRADAS, as mais variadas técnicas fluem naturalmente, de uma à outra, sem perda de fio de meada, mantendo viva a motivação para a continuidade da Terapia, propiciando a cada Cliente uma EXPERIÊNCIA de vida, a cada sessão.

É bem o ditado em que o resultado é bem mais amplo do que a simples soma das partes!