Na juventude, confesso que eu não era exatamente o que se chamaria de “uma pessoa feliz”. Talvez por isso eu tenha aprendido a valorizar, quase como um artigo de luxo, tudo aquilo que me fizesse rir — ou, nos dias mais difíceis, ao menos esboçar um sorriso.
Nessa busca por alento, um dos meus grandes “heróis” foi o comediante Mel Brooks. Ele já me arrancava gargalhadas na infância com o hilário seriado Agente 86, aquela paródia impagável dos filmes de espionagem.
Anos depois, entre o final da década de 70 e o início de 80, eu estava aqui em Serra Negra quando estreou, no saudoso Cine Cardeal, o filme O Jovem Frankenstein. Brooks, em sua genialidade, parodiava ali os antigos clássicos de terror. Corri para comprar meu ingresso: era gargalhada garantida!
Para minha surpresa, uma parcela do público não compartilhou do meu entusiasmo. Reclamavam em voz alta, indignados, que o filme era em “preto e branco”. Diziam ser um absurdo, um “defeito”, já que o filme era novo! Tsc, tsc… Mal sabiam que aquela era uma escolha estética proposital, justamente para homenagear o clima das produções de antigamente. Se soubessem, teriam aproveitado muito mais.
Pelo visto, às vezes precisamos mesmo de uma “ajudinha” de especialistas para rir mais e melhor. E não é que essa oportunidade existe? No dia 19/04, às 14h, o Museu ReArte recebe o professor e crítico de cinema Cássio Starling para uma verdadeira “aula de risadaria”.
Vamos aprender a apreciar as nuances das comédias clássicas e entender por que o riso é uma forma refinada de inteligência. E pode sorrir: a entrada é franca, mas as vagas são limitadas (garanta a sua pelo link: https://forms.gle/94REvQyT7YsnUDjN8).
Se, no cinema, um pouco de contexto ajuda, nas artes plásticas o “segredo” é outro. Muita gente acha que precisa de um manual de instruções para entrar em um museu, quando, na verdade, só precisa do coraçãoI Essa é a essência do Slow Art Day, um movimento mundial em que os principais centros culturais reservam o mesmo dia para estimular o público a contemplar as obras sem pressa, dedicando minutos preciosos a cada detalhe e trocando experiências com quem faz a arte acontecer.
Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com mais de 100 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Polo Cultural ReArte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.