• O Riso em Preto e Branco e a Arte no Coração

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Arte em Toda Parte - Ilustração de Henrique Vieira Filho

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Na juventude, confesso que eu não era exatamente o que se chamaria de “uma pessoa feliz”. Talvez por isso eu tenha aprendido a valorizar, quase como um artigo de luxo, tudo aquilo que me fizesse rir — ou, nos dias mais difíceis, ao menos esboçar um sorriso. 

Nessa busca por alento, um dos meus grandes “heróis” foi o comediante Mel Brooks. Ele já me arrancava gargalhadas na infância com o hilário seriado Agente 86, aquela paródia impagável dos filmes de espionagem.

Anos depois, entre o final da década de 70 e o início de 80, eu estava aqui em Serra Negra quando estreou, no saudoso Cine Cardeal, o filme O Jovem Frankenstein. Brooks, em sua genialidade, parodiava ali os antigos clássicos de terror. Corri para comprar meu ingresso: era gargalhada garantida!

Para minha surpresa, uma parcela do público não compartilhou do meu entusiasmo. Reclamavam em voz alta, indignados, que o filme era em “preto e branco”. Diziam ser um absurdo, um “defeito”, já que o filme era novo! Tsc, tsc… Mal sabiam que aquela era uma escolha estética proposital, justamente para homenagear o clima das produções de antigamente. Se soubessem, teriam aproveitado muito mais.

Pelo visto, às vezes precisamos mesmo de uma “ajudinha” de especialistas para rir mais e melhor. E não é que essa oportunidade existe? No dia 19/04, às 14h, o Museu ReArte recebe o professor e crítico de cinema Cássio Starling para uma verdadeira “aula de risadaria”. 

Vamos aprender a apreciar as nuances das comédias clássicas e entender por que o riso é uma forma refinada de inteligência. E pode sorrir: a entrada é franca, mas as vagas são limitadas (garanta a sua pelo link: https://forms.gle/94REvQyT7YsnUDjN8).

Se, no cinema, um pouco de contexto ajuda, nas artes plásticas o “segredo” é outro. Muita gente acha que precisa de um manual de instruções para entrar em um museu, quando, na verdade, só precisa do coraçãoI Essa é a essência do Slow Art Day, um movimento mundial em que os principais centros culturais reservam o mesmo dia para estimular o público a contemplar as obras sem pressa, dedicando minutos preciosos a cada detalhe e trocando experiências com quem faz a arte acontecer.

Henrique Vieira Filho Administrator

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.

http://lattes.cnpq.br/2146716426132854

https://orcid.org/0000-0002-6719-2559

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