Mente Sã, Corpo São

Yoga Fest

Yoga Fest

 Neste artigo para o Jornal O Serrano, Henrique Vieira Filho fala do Turismo Do Bem-Estar, que movimenta US$ 900 milhões ao ano, chega a custar R$ 9 mil por fim-de-semana (por pessoa), mas que também pode ser aproveitado gratuitamente: Yoga Fest, dia 19/11, em Serra Negra / SP.

 Neste artigo para o Jornal O Serrano, Henrique Vieira Filho fala do Turismo Do Bem-Estar, que movimenta US$ 900 milhões ao ano, chega a custar R$ 9 mil por fim-de-semana (por pessoa), mas que também pode ser aproveitado gratuitamente: Yoga Fest, dia 19/11, em Serra Negra / SP.

Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6380, de 10/11//2023
DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.10078326

Contrariando nossa fama de “cuca-fresca”, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o país com o maior número de pessoas ansiosas: 9,3% da população!

Essa é uma das razões do crescente sucesso do “turismo de bem-estar” – “wellness tourism, que já foi muito mais forte em nossa região, com pessoas de todo o mundo vindo em busca de tranquilidade, silêncio, ar puro e os poderes terapêuticos de nossas águas. 

Segundo o Global Wellness Institute, são “viagens associadas à ideia de manutenção ou conquista do bem-estar pessoal, criando oportunidades para melhorar a saúde física e mental de maneira mais holística”.

Para Mari Campos, especialista em turismo de luxo do jornal O Estado de São Paulo, “o turismo de bem-estar vai muito além dos estúdios spas ou retiros e hoje se estende enormemente à alimentação saudável, rotinas de exercícios, práticas mentais, experiências na natureza ou mesmo conexões entre pessoas”.

Trata-se de um setor que movimenta US$ 900 milhões ao ano e passou a crescer ainda mais em decorrência da pandemia.

É um nicho bem remunerado e não é de hoje, pois já nos anos 90, empresas como Citibank e hotéis 5 estrelas pagavam US$ 1 mil a hora por minhas vivências de relaxamento e ensino de auto-massagem.

Não por acaso, redes hoteleiras de renome como Fasano, Six Senses Botanique e outros membros da Associação Brasileira de Turismo de Luxo investem em eventos de bem-estar em sua programação.

Uma hospedagem de fim de semana que inclua um “combo” de terapias, práticas de autoconhecimento, realinhamento de corpo e alma e reaprender a ouvir seu eu interior pode passar de R$ 9 mil por pessoa.

Claro, nem todas as propostas são voltadas à elite financeira: tem até evento com acesso gratuito!

Como este: Yoga Fest – dia 19/11, 14hs, em que Luciano Esteves (Yoga Da Serra) conduzirá uma vivência com meditação e técnicas respiratórias, no Tascone Café (Avenida Ariovaldo Viana, 99 – Serra Negra/SP), que contará com exposição de algumas de minhas pinturas e um bazar de produtos artesanais. 

Todos merecemos mais bem estar em nossas vidas! Nos encontraremos lá!


Algumas das obras de Henrique Vieira Filho que estarão em exposição na Yoga Fest:

Making of – Arte: Synesthesia, de Henrique Vieira Filho
Arte: Kundalini – Artista: Henrique Vieira Filho

Title: Kundalini
Artist: Henrique Vieira Filho
Title: Kundalini – Artist: Henrique Vieira Filho

Title: Kundalini
Artist: Henrique Vieira Filho
A cantora Erica Pinna
A cantora Erica Pinna posando para a pintura de Henrique Vieira Filho
Arte Wall Music, de Henrique Vieira Filho em homenagem à cantora Erica Pinna
Arte “Wall Music”, de Henrique Vieira Filho em homenagem à cantora Erica Pinna
O artista Henrique Vieira Filho e a cantora Erica Pinna recebendo a obra “Wall Music”
O artista Henrique Vieira Filho e a cantora Erica Pinna recebendo a obra “Wall Music”
Erica Pinna recebe a obra de Henrique Vieira Filho e canta “The Wall” (Pink Floyd)

Luciano Esteves – Yoga Na Serra

Meditando em Serra Negra
Ilustração: Henrique Vieira Filho
Tascone Café – Avenida Ariovaldo Viana, 99 – Serra Negra/SP

Vinho, Café E Cultura

Henrique Vieira Filho e a Cia. Teatral Patoktak

Neste artigo para o Jornal O Serrano, Henrique Vieira Filho fala da importância econômica do Turismo Cultural e de Experiência, citando Londres, Paris, o passado histórico do Turismo de Saúde e Bem-Estar de Serra Negra e convida a prestigiar o Cabernet Literário, que une literatura, gastronomia e degustação de vinho.
Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6379, de 03/11//2023
Cite:
Vieira Filho, H. (2023). Vinho, Café E Cultura. Jornal O serrano, CXV(6379). https://doi.org/10.5281/zenodo.10051166

Henrique Vieira Filho e a Cia. Teatral Patoktak

Henrique Vieira Filho e a Cia. Teatral Patoktak

Sempre entre as campeãs no ranking mundial, Paris e Londres movimentam só com o turismo cerca de US$90 bilhões ao ano!

E isso não se deve às suas belezas naturais e sim aos seus mais de 1100 teatros, 400 museus e 200 galerias de arte, ou seja, sabiamente investem no Turismo Cultural, que atrai clientes com elevado poder aquisitivo e sustentam uma infinidade de postos de trabalho.

Nos últimos anos, nossa região se acomodou no setor de compras, esquecendo seu glorioso passado no turismo de saúde e bem-estar (hidroterapia, spas), que ainda tem um enorme potencial econômico.

E mal arranhou a superfície de tudo o que ainda podemos desenvolver no campo da “experiência turística cultural”, que gera impressões memoráveis (e “instagramáveis”), estabelecendo um vínculo emocional muito mais profundo do que o simples prazer de ter comprado uma “lembrancinha”.

Minha esperança se renova quando me deparo com iniciativas como a do Cabernet Literário, que reunirá um seleto grupo para apreciar um delicioso conto (spoiler: uma alta executiva global é trazida de volta às suas raízes serranas pelo aroma do café). 

A própria escritora, Katia Parente, fará a apresentação, que inclui degustação de vinho e a gastronomia do recém inaugurado Serra Dos Sicalis e que terá como pano de fundo algumas de minhas pinturas ilustrando o tema.

Assista ao vídeo com o processo criativo da pintura “Goddess Libera”

Henrique Vieira Filho e a deusa do vinho “Goddess Libera” (óleo sobre tela)

Processo criativo da arte “Goddess Libera”:

Sessão de fotos – Processo criativo
Assista ao vídeo com o processo criativo

Eu mesmo tive a feliz oportunidade de realizar algo semelhante, em São Paulo: fiz um crônica e uma pintura inspiradas na gastronomia da chef vegana Damodara, que por sua vez, serviu pratos baseados nas minhas telas, tudo harmonizado pelo sommelier Luiz Mota, que serviu as taças enquanto o grupo teatral Patoktak interpretou bacantes trazendo minha pintura da clássica cena mitológica em que o rei Penteu é dominado pela fúria das sacerdotisas de Dionísio (Baco). 

Assista ao vídeo onde bacantes da Cia. Patoktak intervém sobre Henrique Vieira Filho, no papel de Penteu:

Assim é o turismo cultural: eventos que criam experiências e memórias inesquecíveis aos participantes e faz girar até mesmo a economia popular, com oportunidades para recepcionistas, garçons, cozinheiros, motoristas, hospedagens, etc.

Por tudo isso, deixo o convite para prestigiarem os empreendedores da nossa região: Cabernet Literário – dia 18/11, em Serra Negra / SP – reserve com antecedência – (19) 99720-5991

https://www.cabernetliterario.com.br/

Quem Te Viu, Quem TV

“São Paulo Gustavo - Protetor Dos Cineastas” - Ilustração: Henrique Vieira Filho

Neste seu artigo para o Jornal O Serrano, Henrique Vieira Filho nos fala sobre a importância do audiovisual, conta de suas experiências televisivas e brinca com o ator Paulo Gustavo sendo o santo padroeiro dos cineastas.

Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6378, de 27/10//2023

“São Paulo Gustavo - Protetor Dos Cineastas” - Ilustração: Henrique Vieira Filho
“São Paulo Gustavo – Protetor Dos Cineastas” – Ilustração: Henrique Vieira Filho

Hoje, 27 de outubro, celebramos o Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual!

A união de som, imagem e movimento gera um dos instrumentos mais atrativos e completos para divertir (filmes, séries), transmitir conhecimento (video-aulas) e registrar fatos, história e cultura, disseminando a informação para a sociedade e preservando para futuras gerações (documentários). 

Com a tecnologia cada vez mais acessível, boa parte da população se tornou “cineasta de rede social”, pois, com um celular, acesso à internet e criatividade, seu vídeo pode alcançar o mundo!

No cenário profissional ainda há inúmeros idealistas, que mesmo sem verba (não raro, colocam dinheiro do próprio bolso), se propõem a realizar documentários, curtas metragens e até filmes.

Claro que se tivessem um patrocínio, fariam muito mais e melhor, por isso, todos sonhamos com aprovação em editais públicos, como os promovidos pela Lei Paulo Gustavo. 

E, antes que alguém imagine um orçamento “hollywoodiano”, se fosse distribuído igualmente entre todos os concorrentes, mal daria para tomar um café.

A verba que o governo federal irá disponibilizar para cada cidade do Circuito Das Águas não cobriria sequer a produção de um único capítulo de novela televisiva! Sei bem dos custos, pois já tive quadro semanal fixo na TV Mulher.

Em minha experiência audiovisual, já fiquei de frente com Gabi (Marília Gabriela), levei um beijo do Gordo (Jô Soares), passei tardes com Claudete Troiano (Gazeta), festejei e bailei com Agnaldo Rayol (TV Cultura) e até consegui pontos extras para o Gugu junto ao Ibope: a entrevista prevista para durar 10 minutos se transformou em 40, pois os gráficos de audiência continuavam subindo.

E se for para enfeitar ainda mais o currículo, posso afirmar que já fui campeão de audiência, com 100% dos espectadores: discursei em rede nacional de rádio e televisão, em prol de boas causas.

Depois de tantas aventuras televisivas, apelo ao fato que também sou filho de dona Hermínia (pior que é verdade!) e rezo a “São Paulo Gustavo” que conceda a graça de uma singela verba aos documentaristas serranos (me incluo nesta).

“Quem te viu, quem TV”,  senhor Henrique…

Citation

Vieira Filho, H. (2023). Quem Te Viu, Quem TV. Jornal O Serrano, CXV(6378). https://doi.org/10.5281/zenodo.10035119

Semeando Filhos, Livros e Árvores

Livros, Árvores E Filhos - Arte: Henrique Vieira Filho
Livros, Árvores E Filhos – Arte: Henrique Vieira Filho

DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.10031359

Neste artigo para o Jornal O SERRANO, Henrique Vieira Filho parte do fato que recém tivemos os dias da criança, do professor, do livro e da árvore, escrevo sobre a famosa lista do poeta cubano José Martí, que afirma que todos nós devemos plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro e, assim, eternizar nossa passagem pela vida.

Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6327, de 21/10/2022

Você, que acompanha meus artigos, já notou que gosto de ter datas comemorativas como ponto de partida narrativa.

Em um curto intervalo de tempo, temos os dias nacionais da árvore, das crianças, do professor e do livro.

Faz cerca de 30 anos que nasceram minha primeira filha e meu primeiro livro, este sobre um tema do qual continuo professor.

Nem lembro quando plantei a primeira árvore, nem de quantas ao longo da vida, mas, suponho que muitas tiveram que ser sacrificadas para que meus livros fossem impressos.

Por sua vez, ensinar e escrever roubam boa parte do tempo de convivência com os filhos.

Não é nada simples conciliar os itens da famosa lista do poeta cubano José Martí, que afirma que todos nós devemos plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro e, assim, eternizar nossa passagem pela vida.

Textos, crianças e plantas, todos nascem de uma singela semente, de onde germinam ideias, vidas e emoções sem fim. 

Demandam muitos cuidados e dedicação; uns mais, outros menos e de diferentes formas.

Sem árvores não podem existir nem livros, nem filhos, nem genitores, nem professores, por isso, semear é fundamental! E nem precisam de tantos cuidados, já que a mãe natureza é quem se encarrega da criação.

Parir um livro é muito mais simples do que a um filho. O primeiro já nasce adulto e retribui com renda e prestígio, o segundo, para os pais, será sempre criança (por mais que cresça…), mas tem uma capacidade que nenhum livro tem: a de te amar de volta!

Dos filhos e livros somos tanto professores, quanto alunos, enquanto as árvores já nascem sabendo tudo e só tem a nos ensinar. 

Como pai de mais de vinte filhas e alguns livros (ops, é ao contrário!) e de um sem número de plantas, já poderia estar feliz e satisfeito. Porém, uma coisa ainda me frustra: nem minhas crianças, nem minhas plantas leram nada do que eu já escrevi!

A Arte De Falsificar Arte

Certificado de Autenticidade de Arte

Resguardando direitos autorais, de propriedade e de valor máximo de revenda por meio de Certificados de Autenticidade

São Francisco de Portinari (acervo do MASP) e de Cid Serra Negra (acervo da Sociedade Das Artes)
São Francisco: um de Portinari e outro, de Cid Serra Negra: qual destes artistas sofre mais falsificações?

Cite as
HENRIQUE VIEIRA FILHO. (2023). A Arte De Falsificar Arte. Revista Artivismo, 3(3). https://doi.org/10.5281/zenodo.7528916

Resumo: 

Os artistas com obras de valores intermediários são tão ou mais vítimas de falsificações quanto os de renome mundial. Neste artigo, Henrique Vieira Filho toma como exemplo as obras de Cid Serra Negra e como os modernos e acessíveis recursos de Certificados de Autenticidade e Pericial resguardam direitos  autorais e de propriedade resgatam o legítimo valor de mercado.

Desde sérias reportagens investigativas, até o divertido documentário “Fake Art – Uma História Real” (Netflix), sempre que o tema é falsificação de arte, as cifras citadas são de milhões de dólares pagos em obras que se revelaram fraudes sobre os trabalhos de Pollock, Rothko, Picasso, Vermeer, Rembrandt, Da Vinci, Di Cavalcanti, Portinari, Tarsila do Amaral, Guignard, Antônio Poteiro, Siron Franco, dentre muitos outros artistas cobiçados.

Quanto mais valorizado for o artista, maior a eventual margem de lucro para os fraudadores e, da mesma forma, ainda maior é o risco de ser descoberto.

Mas, e se o falsário for menos ganancioso e preferir “trabalhar” em um nicho onde as chances de ser investigado são mínimas? 

Basta escolher fraudar artistas cujas obras estão com valores de mercado em um teto de US$ 2.000. Afinal, verificar a autenticidade custaria mais caro que a própria pintura e não compensaria aos vendedores/compradores investir em uma perícia técnica.

Melhor ainda se o alvo não possuir “Catálogo Raisonné” (documentação detalhada de cada obra produzida), nem Certificados de Autenticidade ou de Propriedade, situação esta que é típica para a maioria dos artistas. Por sinal, quanto mais contemporâneo, mais simples será para encontrar as mesmas tintas e materiais usados nos originais, diferente do que acontece com as artes de séculos anteriores, cujos pigmentos não são mais encontrados no mercado.

Se já estiver prescrito os direitos autorais (mais de 70 anos após a morte do artista ou, antes, caso não tenha herdeiros), tanto melhor.

E este é o caso do pintor que abordarei a seguir, sobre o qual me tornei um “connoisseur” (profissional conhecedor das obras, estilo e assinatura do artista), tanto por ter contato com suas artes desde a infância, como também por ser artista plástico, galerista e pós-graduado em perícia técnica.

Em recente busca por adquirir um de seus trabalhos, deparei-me com uma “pechincha” (via de regra, é bom suspeitar quando os valores são abaixo do mercado) sendo comercializada em um popular intermediário de compra e vendas pela internet. Mediante análise das fotos e a certeza de poder receber o dinheiro de volta (a plataforma retém até a confirmar a satisfação), optei em correr o risco calculado e, de fato, era um original. 

Contudo, a maior parte das “ofertas” que encontrei eu já descartei à primeira vista: assinaturas divergentes, pinceladas não condizentes com seu estilo, temática e materiais não habituais a este artista. E isto, inclusive, em galerias muito bem conceituadas! 

Ou seja, Cid Serra Negra anda sendo falsificado tanto ou mais do que um Di Cavalcanti! É o alvo ideal: obras comercializadas em um valor mediano (que não compensaria financiar uma perícia para autenticação), não catalogadas, autor já falecido e sem herdeiros!

Conforme documento de óbito, Cid de Abreu (que também assina como Cid, Cid Abreu, Cid S.Negra e Cid Serra Negra), filho de Izaura de Abreu, nasceu (27/01/1924)  e faleceu (02/08/1993) em Serra Negra / SP / Brasil. 

O Projeto De Lei Municipal Nº 89, de 2020, que objetiva dar o nome do artista ao espelho de água de uma das principais praças do município, em sua justificativa, acrescenta mais detalhes de sua procedência, sem citar a fonte dos dados extras: 

“Filho de Sebastião Pires da Cruz e de Izaura Julieta de Abreu, que casaram em 19 de abril de 1913. Cid não chegou a conhecer o pai, que os deixou quando ele ainda estava no ventre de sua mãe. Eram seus avós paternos: João Pires da Cruz e Gertrudes Maria das Dores e avós maternos, José Elias de Abreu e Anna Carolina de Abreu”.

Não há registro conhecido de herdeiros, implicando no domínio público de sua obra:

Lei de Direitos Autorais – | Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998
Art. 45. Além das obras em relação às quais decorreu o prazo de proteção aos direitos patrimoniais, pertencem ao domínio público:
I – as de autores falecidos que não tenham deixado sucessores;

Suas obras são muito procuradas e presenças constantes em leilões, sendo que seu estilo primitivista, “naif”, agrada tanto aos colecionadores brasileiros, quanto aos do exterior. 

Alcançou a fama e consagração ao cair nas graças de jornalistas e “socialites”, em especial, Helena Silveira e Lygia de Freitas Valle.

Lygia de Freitas Valle - socialite, escritora, cantoraLygia de Freitas Valle – socialite brasileira, filha de embaixadores, cantora do período da bossa-nova e grande admiradora de Cid Serra Negra. Casada com o medalhista olímpico, empresário e político, Willy Otto Jordan, a tumultuada vida social do casal foi alvo de diversas reportagens no período da ditadura,Cid pinta como um poeta. Seu estilo, oriundo de pinceladas ágeis e policromáticas, causa impacto e admiração, por realizar o quase milagre, sendo obra de alta categoria, de permanecer um autêntico ingênuo
Helena Silveira - Escritora e jornalistaHelena Silveira – Escritora e jornalista, querida e respeitada pela elite intelectual e artistas, era irmã de Dinah Silveira de Queiroz e prima de Rachel de Queiroz, as duas primeiras mulheres a serem aceitas na Academia Brasileira de Letras.De 1974 a 1976, assinou, além de “Helena Silveira Vê TV”, a coluna “Videonário”, ambas para o jornal “Folha de São Paulo”.“Suas telas são geralmente vivas e transmitem sempre uma mensagem de candura e otimismo voltada para a força da fé e do místico. 
Cid é, antes de tudo, folclórico. Um homem pitoresco em imaginação e força criativa. 
Inteligente e cuidadoso, pinta pelo seu instinto artístico, baseado no diminuto conhecimento que o cobriu pelas leituras (em francês) dos grandes mestres da pintura”

Cid Serra Negra foi pauta constante de reportagens e programas televisivos de enorme audiência, tais como os comandados por Hebe Camargo e Xênia Bier

Xênia Bier - apresentadora de programas televisivos e jornalistaXênia Bier – jornalista e atriz,  nos anos 80 conquistou popularidade apresentar programas femininos: “TV Mulher”, entre 1981 e 1984, na TV Globo, o “Mulher 88”, na antiga TV Manchete, “Xênia e Você”, na TV Bandeirantes, além do programa “Mulheres”, da TV Gazeta, ao lado de Ione Borges.Hebe CamargoHebe Camargo – apresentadora, cantora, radialista, humorista e atriz, considerada como a Rainha da Televisão Brasileira, veículo em que atuou por mais de 60 anos, tendo feito história em programas da Record, Bandeirantes e SBT que lhe garantiram público cativo e o reconhecimento nacional.

Valorizou-se ainda mais por suas exposições na Galeria de Arte Portal, que estava em seu auge, a tal ponto de ser a primeira a expor as obras de Picasso na América Latina, por ocasião das comemorações de seus 90 anos.


Jornal Folha de São Paulo,de 20/11/1971, pág. 31

Primeira exposição de Cid Serra Negra, na Galeria Pontual, apresentado pela escritora Helena SilveiraJornal Folha de São Paulo,
caderno Folha Ilustrada,
de 12/06/1969, pág. 37
A importância da Galeria Pontual em sua época pode ser mensurada pelo fato de conseguirem a primeira exposição de obras de Picasso na América Latina, por ocasião das comemorações de seu aniversário de 90 anos.

Pessoalmente, julgo como sendo seu trabalho mais significado, o conjunto da obra eternizada na Igreja de São Benedito (Serra Negra / SP), por sua ousadia e originalidade em retratar anjos negros e incluir um saci e uma criança indígena como querubins.

Detalhes contendo saci e indígena como querubins na obra de Cid Serra Negra para a Igreja de São Benedito. Fotomontagem ilustrando o artigo de Henrique Vieira Filho para o Jornal O Serrano

Enfim, mesmo perante toda essa consagração como artista, em caso de inexistência de documentos atestando a autoria, isso gera insegurança para os compradores, obrigando os proprietários das obras a reduzir o valor monetário de venda.

Este foi o caso da obra aqui citada, que adquiri como “pechincha”. Ao rastrear a trajetória desta pintura em particular, a encontrei em vários leilões anteriores, sendo comercializada e adquirida por mais do triplo do que paguei. 

Se é que algum dia existiu um Certificado de Autenticidade e/ou de Propriedade, o mesmo se perdeu nas continuadas compras e vendas, algo muito comum no mercado das artes, em especial, tratando-se de espólios, com as famílias jamais localizando o documento autenticador ou o recibo da aquisição, que poderia, pelo menos, indicar uma boa procedência.

Para recuperar o preço máximo de mercado, a solução foi autenticar a obra, por meio de Laudo Pericial, de tal forma que o investimento na Certificação de Autenticidade mais do que duplicou o valor de revenda.

Versão física do Certificado de Autenticidade mediante Laudo Pericial (igual teor em versão digital com registros “blockchain” e DOI).Um investimento de R$ 350,00 que somou mais R$ 1.700,00 ao valor final de revenda à obra.Certificado de Autenticidade e Selo (fixado à obra) com numeração exclusiva e QRCode que direciona ao registro internacional DOI, também redundante em cartório virtual (“blockchain”).

Como perito, cabe aqui uma observação quanto aos valores de honorários periciais (usualmente cerca de R$ 15.000,00). O custo aqui aplicado, praticamente simbólico, se deve por já ser um “connoisseur” das obras de Cid Serra Negra, ou seja, não foi preciso um estudo “do zero”, envolvendo radiografia, colorimetria, espectroscopia, microscopia, nem demais recursos laboratoriais. 

O laudo pericial para autenticação é o caminho para resgatar o valor nos casos de pintores já falecidos em relação às suas obras, via de regra, sem documentação de procedência.

Para artistas vivos e em atividade, há caminhos bem mais simples. 

Registrar em cartórios ou na Belas Artes do Rio de Janeiro (opção prevista até em lei federal), na prática, é ineficaz, visto que uma eventual busca por parte dos interessados em localizar ou mesmo, conferir a documentação, é custosa, tanto do ponto de vista financeiro, quanto de tempo demandado.

Um dos problemas dos documentos de autenticidade serem apenas em versões físicas é a facilidade de extravio e o desgaste pelo passar do tempo, implicando em rasuras, trechos ilegíveis e fragmentações.

A solução que adoto é manter também em versão digital, utilizando o sistema “blockchain” (os chamados “cartórios virtuais”) onde a documentação é “eternizada” na internet, com a garantia de diversas instituições mundiais que armazenam de forma redundante, de fácil acesso (links diretos e buscadores) e resguardadas contra alterações. 

A este formato, ainda acrescento o registro DOI (Digital Object Identifier), aplicando à cultura o mesmo padrão mundial utilizado para respaldo e divulgação das produções científicas, o que possibilita que conste, inclusive, no Currículo Lattes e ORCID.


Certificado de Autenticidade Assinado pelo próprio artista.
Selo de AutenticidadeFixado na obra, com numeração idêntica e exclusiva à do Certificado
Confeccionados e registrados via Sociedade Das Artes
Um investimento de R$ 80,00 para resguardar direitos autorais ao artista e de propriedade aos compradores, valorizando a Arte.
Versão digital, igualmente válida, do Certificado de Autenticidade confeccionado e registrado via Sociedade Das Artes.
Acessível via QRCode e links diretos para os registros internacionais DOI (validáveis como obras culturais para Currículo Lattes e ORCID) e também para o cartório virtual (“blockchain”), mantidos por instituições mundiais compromissadas com a manutenção e disponibilização atemporal dos documentos.

Até mesmo os famosos “Catálogos Raisonnés” (verdadeiros tratados contendo registros visuais e documentais de cada obra do artista,) antes privilégio de poucos, está agora acessível ao grande público, em versões virtuais, promovidos em parceria entre a Sociedade Das Artes e a Revista Artivismo.

Se antes os artistas faziam justiça ao estereótipo de não se importarem com registros burocráticos, nem com as finanças e de serem avessos a novas tecnologias, em pleno século 21, esse visão “romantizada” não tem mais sentido e, quanto antes os contemporâneos Certificarem suas obras, os apreciadores e a própria Arte, agradecem.

Só quem não irá gostar são os falsários!

Mãe Arte Traz Seu Sorriso De Volta Em Dois Dias

Henrique Vieira Filho e sua reportagem no Jornal O Serrano

Artigo publicado originalmente no Jornal O Serrano, em 26 de novembro de 2021 – 6282 – CXIII

DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.5761701

Artigo publicado originalmente no Jornal O Serrano, em 26 de novembro de 2021 – 6282 – CXIII

Coreografia de Dayana Brunhara Rezende e as obras de Henrique Vieira Filho

Dias 27 e 28/11- Espetáculo “Romeu’s e Julieta’s”. apresentado pela Cia De Dança Alllegro  e a Exposição “Dança Das Cores”, com pinturas de Henrique Vieira Filho

A Arte está em toda parte, tão inserida em nosso dia-a-dia, que nem sempre percebemos. Nestes tempos de pandemia, quanto conforto recebemos por meio de  livros, filmes, séries e música, acalentando nossos corações.

Nos recentes dias, muitos de nós saímos às ruas para apreciar as luzes e decorações natalinas e retornamos mais leves, sorridentes, com uma sensação boa.

A iluminação temática, os retalhos tricotados, os arranjos de plantas ornamentais também são formas de Arte.

O resultado final, que tanto encanta, só é obtido graças a muito estudo e dedicação.

Quem assiste à beleza dos movimentos dos dançarinos, nem sempre faz ideia dos anos de estudos, ensaios e o preço físico e emocional investido.

“O preço da dedicação”

Os pés desta foto poderiam ser de qualquer dos mais de 80 bailarinos que estarão no Centro de Convenções, neste final de semana. Foram anos de estudos e meses de ensaios e treinos para trazer para nós o espetáculo “Romeus’s e Julieta’s”!

Até mesmo as artes plásticas, que não demandam tanto esforço físico, igualmente exigem bastante do artista. Cito aqui uma colega a qual, quando lhe perguntam quanto demorou para terminar esta ou aquela pintura, ela responde: “cerca de 50 anos”, pois ela soma os anos de aprendizado técnico e amadurecimento pessoal que necessitou para atingir o patamar atual em seus trabalhos. 

Inclusive, a espera de secagem da tinta pode ser angustiante: uma pintura a óleo sobre tela leva mais de seis meses para poder ser manuseada!

O artista Henrique Vieira Filho aplicando retoques finais nas telas “Cocoon” (inspirada no poema de Camila Formigoni) e “Yara Dancing” (tendo como musa a dança de Dayana Brunhara Rezende)”

Por sinal, o termo “vernissage” é utilizado para nomear a inauguração de exposições, pois, ao menos antigamente, o pintor estaria terminando de passar o verniz nas obras, para apresentar ao público.

Bem, chegou o momento de justificar o título desta crônica! Boa parcela de nós, brasileiros, temos curiosidade sobre tradições e “simpatias”, como, por exemplo, a escolha de cores de roupas para a passagem de ano.

Chegou a minha vez de criar duas novas, aqui em Serra Negra: para reforçar o amor em sua vida, tem que assistir à peça “Romeu’s e Julieta’s” e, para ter um desejo atendido, tem que pedir junto à pintura “1000 Tsurus”, pois nela estão pintados mil origamis, conforme pede a tradição japonesa.

Processo criativo da tela “1000 Tsurus”, inspirada na tradição japonesa de dobrar mil origamis deste pássaro, para que o universo lhe atenda um desejo de saúde e paz

E a simpatia fica muito mais poderosa, pois junto ao valor simbólico do ingresso, você deve trazer 1 kg de alimento não perecível, para doação ao Fundo Social de Solidariedade.

Os ingressos podem ser adquiridos na Escola Talento ou na bilheteria do evento, dias 27 e 28/11/2021, no Centro de Convenções Circuito das Águas (Rua Nossa Sra. do Rosário, 630 – Serra Negra – SP):  Espetáculo “Romeus’s e Julieta’s” e  Exposição “Dança Das Cores”

Vídeo breve com cenas do evento
Henrique Vieira Filho conta as histórias que inspiraram cada pintura da Exposição Dança Das Cores

Miscigenação E Diversidade

Henrique Vieira Filho e sua reportagem no Jornal O Serrano

Artigo publicado originalmente no Jornal O Serrano, em 18 de novembro de 2021 – 6281 – CXIII

DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.5761095

frican Marajoara” – Amanda Canela, com pintura corporal e fotografia por Henrique Vieira Filho para o livro “Les Brésiliens vus par les Brésiliens” 

Faz alguns anos participei com meus trabalhos fotográficos, do livro “Les Brésiliens vus par les Brésiliens”  (Os Brasileiros vistos pelos Brasileiros), lançado em Paris.

Livro "Les Brésiliens vus par les Brésiliens"  (Os Brasileiros vistos pelos Brasileiros), com artes de Henrique Vieira Filho
Livro “Les Brésiliens vus par les Brésiliens” (Os Brasileiros vistos pelos Brasileiros), com artes de Henrique Vieira Filho

O tema que escolhi é o título deste artigo,pois, neste meu projeto, o biotipo étnico de cada indivíduo, ainda que possa predominar em uma direção, jamais nega a miscigenação de nosso povo e a orientação de vida de cada um, que transcende a própria tradição ancestral.

No citado livro de fotografias, retribuí à França um favor que ela me fez na adolescência: o contato com a cultura afro-brasileira!

Cerimônia de Premiação ao Artista Henrique Vieira Filho pelo Livro  "Les Brésiliens vus par les Brésiliens"  (Os Brasileiros vistos pelos Brasileiros)
Cerimônia de Premiação ao Artista Henrique Vieira Filho pelo Livro “Les Brésiliens vus par les Brésiliens” (Os Brasileiros vistos pelos Brasileiros)
A atriz Zezé Mota foi uma das homenageadas pela Revista Divine na Cerimônia de Premiação ao Artista Henrique Vieira Filho pelo Livro “Les Brésiliens vus par les Brésiliens” (Os Brasileiros vistos pelos Brasileiros)

Quando adolescente, me identifiquei com uma forma de luta francesa, chamada Savate, técnica que foi inicialmente praticada por marinheiros e chegou a ser a arte marcial militar oficial daquele país, no século XIX. Autodidata e sem ter onde aprofundar na técnica, fui acolhido em outra linha marcial com muitos movimentos semelhantes e que, na verdade, é de origem anterior e bem brasileira: a Capoeira.

Entre os anos 80 e 90. o Brasil estava, literalmente, exportando Capoeira para o mundo todo, em especial, aos EUA. Desde seriados de televisão, como “Kung Fu”, até filmes inteiros sobre o tema (por exemplo: “Esporte Sangrento”), pudemos assistir a havaianos, mexicanos, afro-americanos e até “alienígenas” (série Stargate – SG1) encarnando capoeiristas!

Enquanto alguns podem interpretar que tiveram sua cultura usurpada, outros levarão em consideração fatores positivos, como a divulgação a um público amplo e a abertura de postos de trabalho para capoeiristas que coreografaram e ensinaram a arte aos atores e dublês.

Exposição Diversidade 2021 – Artista Visual Henrique Vieira Filho em uma roda de Capoeira com a Academia Raça e Fundamento Visuais e Capoeira

É delicada a distinção entre apropriação cultural e a admiração e reverência sinceras.

Como artista visual e psicoterapeuta apaixonado pelas mais variadas tradições seculares e histórias mitológicas, acredito que toda Cultura deve ser conhecida e compartilhada.

No Brasil, é comum caucasianos reverenciando o Candomblé, afrodescendentes praticantes de tai-chi-chuan, orientais atuando com xamanismo…

Várias de minhas pinturas e fotografias representam a pluralidade cultural de que somos compostos. Uma das telas que estará na Exposição Diversidade, é a African Gioconda, onde temos a beleza da etnia afro estampada tanto em uma  moderna Mona Lisa, quanto nos grafismos, inspirados nos tecidos artesanais africanos.

Henrique Vieira Filho e sua obra African Gioconda, sendo entrevistado por Carlos Alberto Valentino, na inauguração da Exposição Diversidade, em homenagem ao Dia Da Consciência Negra.

Assista no Youtube: https://youtu.be/gwqZei58CVs

Making Of – Arte Em Tempo Real – Performance do Artista Henrique Vieira Filho com pintura corporal e projeções de grafismos étnicos. Ensaios para novas pinturas em tela da Coleção Giocondas.

A miscigenação é uma das marcas de nosso país, inclusive, nas Artes: nossas músicas, danças, culinária, literatura, língua 

Um ótimo símbolo de integração cultural é o nosso brasileiríssimo Saci: de nossos índios, ele herdou o poder de comandar o vento e a magia, enquanto os europeus lhe presentearam com a baixa estatura, as travessuras e o gorro vermelho dos trasgos (duendes) e, por fim, nossos afrodescendentes acrescentaram a esperteza, a cor da pele e a perda de uma das pernas, de tanto jogar capoeira.

Pintura “Birth Of The Saci”, em exposição de 20 a 25/11, no Mercado Cultural
Artwork: “𝘽𝙞𝙧𝙩𝙝 𝙊𝙛 𝙏𝙝𝙚 𝙎𝙖𝙘𝙞” – Artist: Henrique Vieira Filho – Tela: O Nascimento Do Saci Pererê

Em tupi-guarani, “perereca” é designação para tudo que se locomove aos saltos. 

   Já o termo “saci” é uma onomatopéia, ou seja, uma palavra idêntica ao som a se descrever, no caso, o canto (que também é seu nome…) de um certo pássaro muito arisco, difícil de ser visto, fácil de ser ouvido, enquanto exclama, continuadamente: _ “Sa.. ci… sa…ci… sa…ci…”.

Neste dia 20/11/2021 (sábado), às 10hs, no Mercado Cultural (Serra negra/SP), teremos algumas destas histórias, pinturas e fotografias, além de uma apresentação de capoeira, tudo com entrada franca. Você, leitor, é nosso convidado!

Homenagem ao Dia Da Consciência Negra, com a Exposição “Diversidade”: Abertura às 10hs, dia 20 de novembro de 2021, no Mercado Cultural:  Praça XV de Novembro – Estância Suíça, Serra Negra – SP – Entrada franca  

A exposição permanece aberta do dia 20 ao 25 de novembro 

Apoio: Prefeitura Municipal de Serra Negra

Exposição Diversidade 2021 – Artes Visuais e Capoeira

Homenagem Ao Dia Da Consciência Negra

Henrique Vieira Filho e sua reportagem no Jornal O Serrano

Henrique Vieira Filho homenageia o Dia Da Consciência Negra por meio da Exposição Diversidade, no Mercado Cultural, em Serra Negra / SP, unindo artes plásticas e artes marciais, participando, inclusive, da roda de Capoeira promovida pela Academia Raça e Fundamento.

Artigo publicado originalmente no Jornal O Serrano, em 12 de novembro de 2021 – 6280 – CXIII

DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.5759816

Sendo um homem branco, não tenho autoridade para abordar este tópico sobre certos aspectos que só um afrodescente tem propriedade e a experiência de quem realmente vive a questão em seu dia-a-dia.

Por outro lado, como artista plástico  apaixonado pelas mais diversas culturas milenares, posso prestar minhas sinceras homenagens e admiração ao Dia Da Consciência Negra (20 de novembro), por meio da Exposição Diversidade, a qual, neste ano, será em Serra Negra / SP, com entrada franca.

Bem sei que muitos artistas focam nas adversidades e buscam denunciar por meio de suas obras, mas, eu prefiro focar na beleza das cores, das formas e das tradições populares, em especial, por meio de figuras femininas, empoderadas e, na maioria das vezes, representando figuras icônicas ou fascinantes personagens mitológicos.

Por defender que todas as culturas merecem ser compartilhadas e experienciadas, retrato por fotografias e pinturas temas indígenas, orientais, europeus e afros, sem distinção e, eventualmente, até miscigenando, tal qual ocorre na população de nosso Brasil. 

Claro que, nesta exposição, em especial, selecionei as obras que homenageiam a Cultura Afro, como os exemplos que se seguem, em imagens e histórias:

Mermaid Kianda (gravura acrílica sobre tela) – inspirada na mitologia angolana, esta sereia concedia desejos de riquezas e, caso o beneficiado agisse com avareza, seria condenado à eternidade no fundo do oceano, às vezes, levando junto toda a aldeia. Esta pintura já esteve em exposições em Madri, Barcelona e Viena.

Artista plástico Henrique Vieira Filho e Amanda Canela, que posou para a pintura

Indomitable (gravura acrílica sobre tela) – obra do acervo particular da grande cantora Aline Wirley, gentilmente cedida para esta Exposição. Esta tela é composta por texturas de asas de borboleta, penas de aves, ambas africanas, assim como os grafismos e tatuagens pintadas sobre a pele desta poderosa guerreira.

A cantora Aline Wirley,  Henrique Vieira Filho e Fabiana Vieira, com a pintura ao fundo
Henrique Vieira Filho com sua pintura Indomitable, onde retrata a cantora Aline Wirley

“The Goddess Of The Seas”  (gravura acrílica sobre tela) – inspirada nas tradições afro-brasileiras, em especial, Iemanjá, a obra retrata a rainha do mar, deusa protetora, maternal e, ao mesmo tempo, senhora da força da natureza das águas, implacável quando necessário.

Clique para download desta foto em alta resolução

A modelo Tayná Ferreira posando para a tela The “Goddess Of The Seas”

Tela: Godx Deity
Artista: Henrique Vieira Filho

Releitura de pinturas de Carl Gustav Jung publicadas em sua obra “O Livro Vermelho”

Tela: Birth Of The Saci
Artista: Henrique Vieira Filho

Artwork: “𝘽𝙞𝙧𝙩𝙝 𝙊𝙛 𝙏𝙝𝙚 𝙎𝙖𝙘𝙞” - Artist: Henrique Vieira Filho - Tela: O Nascimento Do Saci
De origem tupi-guarani, não possui forma, daí sua associação com a força do vento (redemoinho…), capaz de revirar o ambiente. Ao tomar contato com a cultura africana, associou-se a imagem de uma criança, que teria até perdido uma perna devido à capoeira.

Tela: African Aphrodite
Artista: Henrique Vieira Filho

O esplendor da afrodescendente, uma Vênus Orixá, integrada aos grafismos urbanos.

Tela: African Gioconda
Artista: Henrique Vieira Filho

A homenagem à beleza da etnia afro estampada tanto nesta moderna Mona Lisa, quanto nos grafismos, inspirados nos tecidos artesanais africanos.

Tela: Decipher Me
Artista: Henrique Vieira Filho

Alada, felina e humana, o fascínio da esfinge em toda a sua sedução e poder.

Série Diversidade

A Série Diversidade é composta por Fotografias Fine Art, muitas das quais integram o livro “Les Brésiliens vus par les Brésiliens” (Os Brasileiros vistos pelos Brasileiros), com lançamento no Salão do Livro de Paris, em março de 2016.

Nesta Série, o biotipo étnico de cada indivíduo, ainda que possa predominar em uma direção, jamais nega a miscigenação de nosso povo e nunca limitará sua visão de mundo.

A orientação de vida de cada um transcende a própria tradição étnica ancestral.

Henrique Vieira Filho desenvolveu padrões gráficos baseados em tribais indígenas brasileiros (especialmente, artesanatos marajoaras…), africanos,  orientais,  célticos e, até mesmo, modernos grafites urbanos, os quais foram projetados (literalmente, via projetor…) tendo a pele como tela. Eventualmente, incluiu pintura corporal, como reforço à proposta étnica.

Fotografia Fine Art: African Marajoara
Artista: Henrique Vieira Filho

Fotografia Fine Art: African Chinese
Artista: Henrique Vieira Filho

O contraste cultural do biotipo afrodescendente em contraponto às projeções de símbolos orientais (Yin e Yang).

Fotografia Fine Art: African Celtic
Artista: Henrique Vieira Filho

Grafismos célticos projetados sobre a pele e ao fundo.

Fotografia Fine Art: African Celtic
Artista: Henrique Vieira Filho

Grafismos célticos projetados sobre a pele e ao fundo.

Fotografia Fine Art: African Chinese
Artista: Henrique Vieira Filho

O contraste cultural do biotipo afrodescendente em contraponto às projeções do dragão oriental.

Estejam todos convidados a prestigiar o Dia da Consciência Negra, visitando a Exposição Diversidade, onde poderão ver de perto as obras acima e muitas outras mais:

Abertura às 10hs, dia 20 de novembro de 2021, no Mercado Cultural:  Praça XV de Novembro – Estância Suíça, Serra Negra – SP – Entrada franca 
A exposição permanece aberta do dia 20 ao 25 de novembro*

Apoio: Prefeitura Municipal de Serra Negra

Exposição Virtual – Dia Da Consciência Negra – 2020

Exposição Diversidade 2021 – Artes Visuais e Capoeira
Exposição Diversidade 2021 – Artista Visual Henrique Vieira Filho em uma roda de Capoeira com a Academia Raça e Fundamento Visuais e Capoeira

A Volta Dos Festivais De Dança

Henrique Vieira Filho e sua reportagem no Jornal O Serrano

Artigo publicado originalmente no Jornal O Serrano, em 05 de novembro de 2021 – 6279 – CXIII

DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.5759563

Henrique Vieira Filho entrevista três grandes bailarinas originadas do interior do Estado de São Paulo, abordando suas carreiras e a importância da volta dos Festivais de Dança em Serra Negra / SP.

Fotógrafo: Henrique Vieira Filho – Dayana Rezende

No imaginário popular, em especial, o balé, é algo que só ocorre em grandes centros urbanos e de forma elitizada.

Contudo, ao passear por Serra Negra, podemos constatar várias escolas e academias voltadas a esta arte. 

Eu mesmo já me deparei, em diversas ocasiões, com grupos de dança se apresentando pelas ruas da cidade e até em supermercados! 

E lembro, ainda, dos Festivais de Dança, que ocorreram de 1992 a 2005 e, simplesmente, desapareceram!

Para entender um pouco mais da história da dança em nossa região e o que podemos fazer para melhorar ainda mais, entrevistei três grandes dançarinas de nossa cidade (em ordem alfabética): Ale Brandini, atualmente no “The Masked Singer BR”, exibido pela Rede Globo, Daiani Fiorire, do Estúdio Fiorire e Dayana Rezende, da Cia de Dança Allegro, da Escola Talento.

Compartilho com os leitores a agradável conversa, a qual encerrarei com uma “provocação” cultural!


Henrique: Nossa região é exceção ou a dança está bem mais disseminada pelo Brasil, do que podemos supor?

Ale Brandini: A dança hoje em dia não está mais tão elitizada como antigamente, onde as crianças eram inseridas na dança somente através do ballet clássico! 

Hoje, elas também podem ser inseridas em outros diferentes contextos e estilos, como as danças urbanas por exemplo, o que está sendo ótimo para essa propagação em pequenas e grandes cidades do Brasil.

Daiani Fiorire: A nossa região não é uma exceção, a dança está bem mais disseminada pelo Brasil, certamente.

Acredito que Serra Negra poderia dar mais visibilidade, para mais artistas. Sempre são os mesmos artistas, fazendo as mesmas coisas pela cidade durante anos. Ultimamente, esse cenário tem mudado um pouco, mas ainda assim segue sendo praticamente o mesmo.

Dayana Rezende: Em nossa região, um marco foi o Adágio Instituto de Dança, da professora Mariângela Maganha, que ensinou por cerca de 35 anos e a dança contou grande incentivo municipal, em especial, no período em que a cidade esteve sob a gestão do prefeito Bimbo, a quem sou muito agradecida.


Henrique: Você, sendo uma serrana, uma pessoa do interior, o que lhe levou ao balé, à dança?

Ale Brandini: Fui incentivada pelos meus pais desde pequena que me colocaram nas aulas de ballet ainda no ensino infantil dentro da escola onde eu estudava! A partir daí nunca mais parei, e com o passar dos anos  fui procurando um ensino adequado dentro do que eu queria para a minha dança.

Daiani Fiorire: Mais do que ser serrana ou uma pessoa do interior, a dança foi um caminho que escolhi para minha vida. Iniciei na ginástica artística, em um projeto social na cidade e depois minha mãe, Clarice, me apresentou o balé clássico. Me apaixonei e depois nunca mais parei de me especializar na dança.

Dayana Rezende: É como se já nascesse com essa “sementinha” da dança,  desde criança, dançava pela casa, falava de balé e queria ser bailarina. E teve uma amiguinha que fazia balé no Rio de Janeiro e me contou sobre as aulas, mostrou os passos e aquilo despertou ainda mais a vontade. Na mesma época, o colégio Reino trouxe uma professora de balé que deu aula para nós durante um ano e, logo a seguir, comecei as aulas no Adágio Instituto de Dança.


Henrique: Todo artista sonha em ter o justo retorno financeiro exercendo o que ama. Como você atingiu a profissionalização? É necessário migrar para os grandes centros urbanos? É possível viver bem de sua arte, trabalhando em Serra Negra e região?

Ale Brandini: Me formei em Dança pelo curso técnico do Conservatório Musical de Amparo e sempre fiz muitas aulas, workshops e cursos de férias fora da cidade, principalmente depois de formada. Sempre me coloquei em muitos estilos diferentes de dança pois penso que hoje em dia, para trabalhar e ter sucesso você precisa entender e ter todas as danças em você e não ser apenas muito boa em um único estilo. No meu caso fiquei em Serra Negra por anos ministrando aulas, mesmo já fazendo grandes trabalhos profissionais fora. Mas teve um momento que senti sim a necessidade de migrar, pois eu queria estar completamente inserida no que eu queria desenvolver para o meu futuro, que não era apenas ministrar aulas e coreografar festivais. Mas acho que cada um tem a sua verdade dentro da sua dança e o seu propósito de vida. Então também acho que da pra viver da dança no interior sim, porém visando  um ensino bom e verdadeiro aos alunos, dentro de academias e projetos sociais.

Daiani Fiorire: Eu busquei a profissionalização fora de Serra Negra, posso dizer que aqui foi uma base e depois migrei para vários locais e estados.

Viver da arte aqui em Serra Negra já foi mais complicado. No momento que você começa a se valorizar, as perspectivas mudam e o modo como as pessoas te veem também. Há anos foi disseminado uma tendência aqui na cidade de que os artistas trabalham de graça. Eu, junto a Fiorire, alunos, pais e responsáveis, não trabalhamos dessa forma. Amamos a dança, fazer arte, mas assim como todo trabalho, ele deve ser valorizado e honrado como deve ser.

Dayana Rezende: Hoje em dia, tem até faculdades online, ou bem perto, em Amparo, mas na minha época tinha que estudar longe e assim fiz a minha graduação em educação física e pós-graduação em dança, em São Paulo. As escolas de referência e os exames de graduação continuam nos grandes centros urbanos. 

É possível, sim, viver da nossa profissão aqui na cidade! Sempre estou incentivando as minhas alunas. Com 14, 15 anos eu já era assistente de baby class  e logo comecei a dar aula e é assim, também, com as minhas alunas desta idade, já atuando como assistentes e me ajudando eu ensinando e levando para cursos de especialização para trabalhar com o balé infantil e assim vai começando, vai nascendo uma carreira.


Henrique: Para quem quer começar na dança, seja como lazer, seja por eventual interesse como profissão, quais dicas você daria?

Ale Brandini: Dedicação e amor! Pois assim, tanto por lazer, realização pessoal ou interesse profissional você encontrará a verdadeira excelência da dança dentro de você, e isso se torna alegre e prazeroso. Cada pessoa tem um limite físico e emocional e hoje em dia, não vemos mais um ensino tão duro quanto antigamente! A dança é para quem  quiser usufruir de seus benefícios, seja com qualquer corpo, idade, gênero ou classe social. E dentro do nível que cada pessoa escolher para ela, mas a dedicação fará toda a diferença, e se ela ou ele tiver esse dom de expressar a sua verdade através da dança por prazer e realização, a dedicação não se torna uma obrigação e sim um estilo de vida que estará presente para sempre!

Daiani Fiorire: Quando falamos em aprender algo, para mim, a disciplina, amor, e a constância são as melhores formas de se chegar ao êxito e claro, acreditar em você.

Dayana Rezende: Em primeiro lugar, se dedicar muito às suas aulas, estudar em uma escola de balé que tenha os exames de graduação, pois são muito importantes para quem deseja seguir carreira.


Henrique: A imagem de uma atividade elitista, em parte, se deve ao fato de ter que investir em aulas, acessórios, dedicação, implicando em custo financeiro e de tempo, recursos estes escassos para famílias de baixa renda. É possível, para pessoas de baixa renda, ingressar no universo da dança? De que forma?

Ale Brandini: Acredito que hoje em dia os pequenos e grandes municípios ofereçam muito mais projetos que visam inserir as crianças carentes e de baixa renda em atividades culturais e esportivas. Como disse anteriormente, as crianças podem e devem ser inseridas na dança através de outros tipos que não sejam apenas o clássico, que já tem historicamente muitas regras e bloqueios. Isso também facilita a inserção de todos os gêneros na dança e não somente de meninas!

Daiani Fiorire: É possível, a dança, não somente o Ballet Clássico já vem rompendo com essa estrutura elitizada. Inclusive, a Fiorire desenvolve projetos sociais através da prefeitura de Serra Negra, onde crianças de baixa renda tem acesso às aulas gratuitas. E em muitas escolas do Brasil, há possibilidade do aluno ingressar com bolsas parcial ou integral.

Dayana Rezende: Para quem não tem condição de pagar uma escola particular, nossa cidade tem muitos projetos gratuitos, através da prefeitura, tanto para crianças, quanto para jovens, como para adultos. E não só com aulas de balé clássico, como também de danças urbanas e outros estilos.

A  Cia de Dança Allegro da Escola Talento já forneceu bolsas a alunos que começaram com as aulas no CRAS – Centro de Referência de Assistência Social e demonstraram empenho e interesse em se aperfeiçoar.


Henrique: Recentemente, ocorreu o 38º Festival de Dança de Joinville.

Serra Negra já realizou mais de dez festivais de dança, de 1992 a 2005. Como eram estes eventos? Por que foram interrompidos?

Ale Brandini: Participei de alguns  Festivais da Primavera em Serra Negra. Que me lembre, eram Mostras de Dança e não competições, como em Joinville. Sinceramente, não me lembro se os grupos se inscreviam gratuitamente ou não. O festival cresceu ao ponto de não conseguir ser feito nas instalações do SNEC – Serra Negra Esporte Clube e migrou para o Centro de Convenções. Acredito que deve ter sido interrompido por não ter conseguido se sustentar pelo formato de Mostra, não ter taxas, se tornando inviável. Mas, deixo claro que são vagas lembranças, nessa época me apresentava apenas como bailarina intérprete dentro do Grupo do Conservatório.

Daiani Fiorire: Quando criança me lembro que haviam mais apresentações. Os festivais de dança no clube eram muito comuns, mas também somente uma parte da população tinha acesso devido ao valor dos ingressos. Acredito que foram interrompidos devido à recursos financeiros e pelo Covid.

Dayana Rezende: Quando comecei a dançar, ainda criança, havia o Festival da Primavera, com a apresentação de grupos do Circuito Das Águas e de outras regiões de São Paulo. 

No início, eram eventos competitivos, depois, viraram Mostras de Dança. Aconteciam no SNEC – Serra Negra Esporte Clube, sendo as últimas edições já no Centro de Convenções, tendo sido assumidos pela Prefeitura.

Ninguém sabe ao certo por que foram interrompidos! 


Henrique: O que pode ser feito para que Serra Negra se transforme em uma nova Capital Da Dança?

Ale Brandini: Pessoas locais ligadas à arte interessadas em encabeçar um novo projeto inteligente e sustentável que utilize os espaços físicos oferecidos pela cidade.

Daiani Fiorire: Acredito que seja um pouco difícil isso acontecer, mas não é impossível. Porém, antes de pensarmos em uma escala maior, se os órgãos públicos da cidade valorizassem mais o nosso trabalho e dessem oportunidades para outros artistas trabalharem na cidade, isso já seria um bom começo.

Dayana Rezende: Serra Negra, por todo esse crescimento em relação à dança, já está se tornando uma referência aqui dentro do Circuito das Águas, além de ser a única cidade da região que tem um teatro que comportaria a volta dos festivais! 

Os próprios profissionais de dança da região, que já participam de festivais, como este recente, em Joinville, podem ajudar na elaboração deste projeto e na captação de jurados “de peso”, organizar por estilos de dança…

Nosso teatro só precisa de manutenção e terminar os camarins e a rede hoteleira é ampla o suficiente para receber os bailarinos, seus familiares e todo o público aficcionado.

Temos estrutura para receber um grandioso festival e seria muito bom para a cidade, tanto na área da cultura, quanto do turismo! Seria, assim, um passo gigantesco!


Henrique:  Agradeço a vocês pela participação e parabenizo pela dedicação às Artes, ainda mais nestes períodos recentes de isolamento!

Mais do que fazer bem à nossa alma, as atividades culturais igualmente beneficiam e movimentam a economia, gerando novos postos de trabalho, atraindo milhares de turistas, lotando hotéis, restaurantes e o comércio.

Já contamos com os artistas e com a infra-estrutura, por isso, lanço o desafio: que voltem os Festivais!

Biografias (em ordem alfabética):

Foto divulgação – Ale Brandini

Ale Brandini é coreógrafa, professora e bailarina com formação em Dança pelo Conservatório Musical Integrado de Amparo.

Com  experiência e domínio em ballet, jazz, danças urbanas, dança de salão e ballroom dance. Ministra aulas a mais de 20 anos.

 Atuou como ensemble no Musical “Mamonas o musical”. Dançou com inúmeros nomes da música brasileira e coreografou shows e clipes musicais. Fez parte do quadro de profissionais do programa de dança “Dancing Brasil” da Record TV, desde a primeira temporada e atualmente é assistente de coreografia do programa.

Atualmente fez parte do elenco de bailarinos do programa “The Masked Singer BR” exibido pela Rede Globo.

Coreografa os musicais da nova novela do SBT (Poliana Moça)


Foto divulgação – Daiani Fiorire

Daiani Fiorire é bailarina profissional registrada pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e graduada em Dança pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS). Professora-Artista e Pesquisadora em Dança, atua legalmente e profissionalmente na área da Dança há 9 anos.

“Desenvolvo a dança para além da atividade física, per se, mas como uma escolha em levar a vida mais leve e enérgica prezando a responsabilidade e o cuidado em manter a sua própria essência em movimento.”


Fotógrafo: Henrique Vieira Filho – Dayana Rezende

Dayana Rezende é bailarina profissional, formação:  Grade Advanced da Metodologia Royal Academy of Dance (Escola Lina Penteado/ Campinas), pela Metodologia Cubana pelo Pas de Cuba, Cuballet e Escola Paula Castro, Formação Metodologia Vaganova, pela Escola Bolshoi Joinville, em andamento.

Graduada em Educação Física pela Fesb, Pós-Graduada em Dança e Consciência Corporal pela Gama Filho (São Paulo). Bailarina Clássica e professora de Dança a 20 anos, já atuou em várias escolas e projetos sociais da cidade de Serra Negra e região, entre elas, Academia Ponto da Dança (Amparo), Adagio Instituto de Dança (Serra Negra e Águas de Lindóia), projeto e associação Fazendo Arte (Amparo). 

Professora do Projeto de Ballet Clássico do CRAS da Secretaria de Assistência Social de Serra Negra e professora de Dança do Grupo da Melhor Idade, há doze anos. 

Coreógrafa, fundadora e diretora da Cia de Dança Allegro da Escola Talento, na cidade de Serra Negra, já somam doze anos, representando a cidade em Festivais de Dança e Eventos pela região e outras localidades.

Re Arte 2020 – Evento que integra diversas Artes, incluindo, a dança

Cultura: Alimentando A Alma.. E O Turismo, Também!

Henrique Vieira Filho coordena o Projeto Re Arte

Artigo publicado originalmente no Jornal O Serrano, em 29 de outubro de 2021 – 6278 – CXIII

Projeto Re Arte – Circuito Das Águas – 2020

DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.5753575


A Arte está tão inserida no cotidiano, que nem sempre nos damos conta de que dela estamos usufruindo.

No isolamento que a pandemia impôs, quanto alívio emocional foi proporcionado com a leitura de livros, ao assistir filmes, seriados, novelas, ouvir músicas… 

Até mesmo as pessoas que perderam seu sustento podem ser beneficiadas com as Artes, considerando que este setor já criou cerca de 01 milhão e 500 mil postos de trabalho, no ano em que a pesquisa mais recente foi realizada. (Fontes: IBGE, diretoria de pesquisas, Cadastro Central de Empresas – 2003). 

Nem todos percebemos que, para um artista trazer a público o seu trabalho, abre-se vagas para um grande contingente de outras profissões: recepcionistas, equipe de transportes, equipe de montadores, eletricistas, pessoal da limpeza, setor de hospedagem e alimentação, carregadores, organizadores de eventos, fotógrafos, cinegrafistas, equipe de informática, publicitários, equipe gráfica, contadores, seguranças e mais uma infinidade de eventuais vagas de trabalho.

Devemos somar, ainda, que público que vem ao evento cultural também irá se hospedar, se alimentar, passear pelos arredores, comprar alguma lembrança, enfim, consumir tudo que puder, como é de praxe quando o objetivo é o turismo e o lazer! Até o mais singelo ambulante pode salvar seu dia, com o consumo extra de “comes e bebes” na entrada e saída das apresentações!

Mesmo o tão subestimado (por nós, brasileiros…) setor de artes visuais (museus, exposições de pinturas, esculturas e fotografias), somado ao de jornais e revistas, movimentam cerca de 700 bilhões de dólares, por ano, em todo o mundo, gerando incontáveis empregos.

Como exemplo recente de renda gerada pela Cultura, podemos citar o 38º Festival de Dança de Joinville: 270 mil espectadores, cerca de 9400 inscritos e mais de 3000 vagas em cursos de arte. Por sinal, a Cia Allegro representou Serra Negra, com a coreografia “Desencontros”!

O ganho cultural foi imensurável, além do financeiro: nem é preciso ser economista para concluir o bem que fez aos hotéis, restaurantes e comércio da cidade e todos os novos postos de trabalho que foram criados, graças a toda esta movimentação criada pelas Artes!

Segundo o próprio governo federal, a cada R$ 1,00 disponibilizado por meio das leis de incentivo à Cultura, R$ 1,59 são gerados para a economia do país (Fonte: MinC – Ministério da Cultura e FGV – Fundação Getúlio Vargas – 2019). Ou seja, ao investir em artes, o governo consegue um retorno de 59% para a população!

Quando o povo critica o envio de verbas públicas a eventos culturais, certamente focam nos poucos artistas que estão muito bem de vida e que já contam com o patrocínio de grandes empresas privadas.

A realidade da imensa maioria dos artistas brasileiros é bem distante disso. Não raro, nem cachê recebem, trabalhando mais pelo amor ao ofício!

E assim foi, por exemplo, aqui mesmo, em Serra Negra, no ano passado, justamente no Dia da Cultura (05 de novembro), em uma bela parceria em que a Prefeitura disponibilizou o palco do Centro de Convenções para o Projeto Re Arte – Circuito Das Águas, em que tivemos exposição de artes plásticas (Henrique Vieira Filho e Elisabeth Canavarro), dança (Cia de Dança Allegro, da Profa. Dayana Rezende), poesia (Camila Formigoni), artes cênicas (Breno Floriz) e vivência de qualidade de vida (Fabiana Vieira).

Tudo isso bem na época das restrições de saúde mais rigorosas, sem poder receber o público, sem verba, estes artistas se apresentaram, ao vivo e em reprises gravadas, trazendo um pouco de alegria em um período tão difícil para todos…

 “Temos a arte para não morrer ou enlouquecer perante a verdade. Somente a arte pode transfigurar a desordem do mundo em beleza e fazer aceitável tudo aquilo que há de problemático e terrível na vida”.

Friedrich Nietzsche
Dayana Brunhara Rezende, Maria Luiza Giorio e Carol Invencioni – Dança – Projeto Re Arte 2020

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Dayana Brunhara Rezende, Maria Luiza Giorio e Carol Invencioni – Dança – Projeto Re Arte 2020

Camila Formigoni, Henrique Vieira Filho, Dayana Brunhara Rezende, Maria Luiza Giorio e Carol Invencioni – Dança

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Henrique Vieira Filho – Artes Plásticas

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Breno Floriz – Artes Cênicas e Camila Formigoni – Poesia

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Henrique Vieira Filho e a importância da Cultura para o bem estar emocional e financeiro, sendo um fator de atração para o Turismo e fonte de renda e geração de postos de trabalho
Fabiana Vieira – Vivência Terapêutica

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Divulgação – TV Globo – Projeto Re Arte – 2020
Playlist – https://youtu.be/1nOqeKqwVv8