Dia Internacional Da Felicidade

20 De Março – Iniciativa da ONU

Obra: Egyptian Gioconda - Artista: Henrique Vieira Filho

Title: Egyptian Gioconda – Artist: Henrique Vieira Filho

Desde 2012 esta data é comemorada, lembrando que o bem-estar do povo deveria ser considerado como meta ainda maior do que a produção; algo como FIB – Felicidade Interna Bruta priorizada ante o PIB – Produto Interno Bruto.

O país Butão, versão real do Shangri-la e também localizado na região do Himalaia, adotou uma série de medidas focando este caminho bem intencionado, mas, como tudo que é imposto e de cima para baixo, nem todos ficaram felizes…

Ainda mais que, convenhamos, felicidade está mais para uma percepção individual, ainda que, de certo, o coletivo influencie.

A etimologia (estudo da origem das palavras…) nos dá ótimas pistas quanto à percepção de cada cultura. Do latim, o conceito é de quem gera frutos, de quem produz… Já a língua inglesa associa à boa sorte, em ser favorecido pelo divino (“happiness”).

Para a primeira, a felicidade é algo gerado de si e externado ao mundo, enquanto que para a outra, um favorecimento exterior é o motivo de ser feliz.

Pessoalmente, me identifico com a versão do I Ching, que é uma língua escrita em código binário (a mesma dos computadores…), considerada perdida (desconhecida a sua origem…) já faz mais de 2500 anos.

O Hexagrama (símbolo gráfico desta linguagem) correspondente à Felicidade chama-se “Tui”, que representa dois lagos interligados, ou seja, sua sede está suprida e com baixo risco de ser afetado pela seca. Soma-se a imagem serena da água calma, refletindo o observador (desde que não seja o Narciso…) tal qual espelho de corpo e mente.

Na versão do I Ching, o conceito está mais como uma situação individual, momentânea e serena, originada tanto do exterior, quanto interior, reflexos um do outro.

Por este prisma, a Felicidade pode ser como o sorriso de Mona Lisa: sutil, enigmático e, ainda assim, a almejada obra prima de toda uma vida…

Obra: African Gioconda - Artista: Henrique Vieira Filho

Title: African Gioconda – Artist: Henrique Vieira Filho

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Eis Que O Deus Pã Virou Santo Católico: A Origem Do “Valentine’s Day”

Projeto Carnaval - Series VooDolls e Fantasia - Fotografia e Arte Henrique Vieira Filho
Title: Accanto A Te
Artist: Henrique Vieira Filho
Mixed media on canvas
Size: 80 x 120 cm
31,5 x 47,25 inches
Year: 2019
Versão personalizada de Romeu e Julieta
Título: Accanto A Te – Artista: Henrique Vieira Filho

A Igreja Romana, em excelente estratégia de marketing, cultivou o hábito da apropriação da datas comemorativas das culturas às quais objetivava assimilar.

Monumento “Fauno”, do Artista Victor Brecheret

Neste caso, a antiga festividade romana pré-cristã, a Lupercália, que era celebrada cinco semanas antes da primavera (naquela região, em 14 de fevereiro), foi sobrepujada pelas comemorações do dia de São Valentim, criado no século V d.C., pelo papa Gelásio.

Em sua versão original, a festa era de Pã, o Fauno Luperco (o que protege do lobo), no final de inverno, dando início ao ciclo de fertilidade vindouro.

Já a versão católica, celebra Valentim, do qual existe três versões, sendo a mais popular a de que realizou casamentos em ritos católicos, contrariando ordens do imperador, morrendo como mártir.

Associado aos jovens que desejam o matrimônio, a  data foi adotada por franceses e ingleses e, posteriormente, pelos EUA, popularizando mundialmente como “Valentine’s Day”.

Como curiosidade, em 1969, a igreja católica aboliu a data, oficializando suas dúvidas quanto à santidade e, até mesmo, quanto à real existência de Valentim.

Independente disto, as comemorações comerciais atreladas ao referido dia seguem pelo mundo, excetuando-se no Brasil!

Em nosso país, em 1949, o publicitário João Agripino Doria criou o Dia Dos Namorados, como forma de alavancar as vendas de junho, da loja que contratou a campanha.

A empresa nem mais existe… Contudo, o dia 12 de junho, véspera do Dia de Santo Antônio (santo católico tido como “ casamenteiro”…) consagrou-se entre os brasileiros!

Seja em nome de Pã, Valentim, Antônio ou dos publicitários, como Psicanalista, bem sei que é uma pauta constante nas sessões deste mês…

Já como Artista Plástico, ainda mais sendo retratista,  é um período de grande satisfação, pois, todo ano, sou desafiado a retratar fantásticos casais, conciliando o universo individual dos homenageados, com os arquétipos com os quais estão em sincronicidade, no momento da experiência de Arte!

Recentemente, tive o prazer de pintar o amor, a simpatia e a musicalidade do casal Marly e Ulisses Montoni, cantores líricos, tendo como inspiração extra sua canção “Accanto A Te”.

Title: Accanto A Te
Artist: Henrique Vieira Filho
Mixed media on canvas
Size: 80 x 120 cm
31,5 x 47,25 inches
Year: 2019

Title: Accanto A Te – Artist: Henrique Vieira Filho
Mixed media on canvas – Size: 80 x 120 cm – Year: 2019

Tomei como base gravuras utilizada nas capas das clássicas edições impressas do romance “Romeu e Julieta”. Estas, por sua vez, se basearam em pinturas a óleo de Hanz Makart (século 19)

Mantive a textura e opacidade, tal qual nas encadernações centenárias, bem como a pose e a famosa cena da sacada, personalizando com minhas cores, traços e, claro, incluindo os homenageados.

Marly Montoni e Ulisses Montoni
Marly Montoni e Ulisses Montoni

Outro grande prazer foi retratar um casal que muito admiro (Fernando Jardim e Alessandra Iara Cunha), em duas telas que se complementam, onde a atmosfera steampunk incorporou-se totalmente!

Telas Queen Of Hearts e King Of Hearts
O Artista Plástico Henrique Vieira Filho homenageia o casal Fernando Jardim e Alessandra Iara Cunha com duas telas em estilo Steampunk, especialmente desenvolvidas para o Dia Dos Namorados

Telas Queen Of Hearts e King Of Hearts, do Artista Visual Henrique Vieira Filho,
Casal Henrique e Fabiana Vieira (nas pontas) e casal Alessandra Iara Cunha e Fernando Jardim (ao meio)
Casais Henrique e Fabiana Vieira (nas pontas) e
Alessandra Iara Cunha e Fernando Jardim (ao meio)

Completo este artigo com mais esta obra: “O Amor de Afrodite e Ares” (“The Love of Aphrodite and Ares”), um retrato meu, com minha esposa, Fabiana Vieira.

"O Amor de Afrodite e Ares" (“The Love of Aphrodite and Ares”) - Artista: Henrique Vieira Filho
Tela especialmente desenvolvida para o Dia Dos Namorados

Nesta tela, a composição baseia-se em escultura de Antonio Canova para a pose, sendo a textura de fundo composta por imagens das superfícies dos planetas Vênus e Marte e de constelações relacionadas ao mapa astral de cada um.

Henrique Vieira Filho - Arte e Terapia

www.henriquevieirafilho.com.br

Henrique Vieira Filho é artista plástico, escritor, jornalista e psicanalista.

Sua experiência de décadas como terapeuta, em especial, com a Psicanálise Junguiana, lhe possibilita uma familiaridade ímpar com a mitologia e as imagens oníricas, sempre presentes em suas telas.

Seu trabalho artístico se destaca no cenário contemporâneo ao questionar a posse cultural, o tempo e fronteiras, compartilhando culturas, miscigenando tradições, etnias e gêneros, em suas telas.

Enquanto gravurista, é ativista da adoção dos pincéis digitais, das matrizes eletrônicas em substituição às de madeira, pedra e metal e o entintar ecológico por técnicas mistas de tecnologia e intervenções manuais.

Escultor experimental, inovou ao transformar telas e fotografias em objetos de artes tridimensionais, resinando-as parcialmente para serem modeladas via técnicas similares às dos origamis.

Bastante solicitado como retratista, diferencia-se por valorizar a experiência de arte em si, tanto quanto a obra final. Ao incluir a participação do homenageado em seu processo criativo, que envolve fotografia, cenografia, psicodramatizações, figurinos, pinturas corporais, mesclados em exercícios lúdicos, acrescenta às telas valores emocionais que transcendem a apreciação puramente técnica.

Ingresso recente no mundo das Artes Plásticas, Henrique Vieira Filho é reconhecido como expoente em anuários e publicações especializadas, além de representar no Brasil, o Movimento Slow Art que busca ampliar a experiência da apreciação das Artes.

Extremamente ativo, em menos de dois anos, conta com cerca de quarenta Exposições em diversas capitais brasileiras, além de galerias da Europa, Ásia e Estados Unidos.


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Brumadinho e Mitologia Afro: Nanã e Ogum

Henrique Vieira Filho - Arte E Terapia
Todas as Culturas devem ser compartilhadas: tenho o privilégio de usufruir igualmente das sabedorias milenares judaica-cristã, grego-romana, chinesa, japonesa, indiana, egípcia, indígena, africana e TODAS tem muito a nos ensinar.

Tais conhecimentos são preservados pelos séculos por meio de histórias, mitos, lendas, envolvendo personagens fascinantes e enredos profundos e cativantes, pois simbolizam padrões comuns a toda humanidade, aos quais o Psicanalista Carl Gustav Jung nominou “Arquétipos”.

A recente tragédia de Brumadinho remete a algumas das mais antigas passagens contadas no continente africano e igualmente transmitidas no Brasil: as disputas entre os deuses Nanã e Ogum.

Artwork: Orixá Nanã - Artist: Henrique Vieira Filho
Artwork: Orixá Nanã – Artist: Henrique Vieira Filho Mixed technique – 23 x 31,5 inches African Mythology – Female Archetype – Great Mother – Mother Goddess – Goddess of wisdom, death and rebirth, rain and clay. – Artist’s gift to his wife, Fabiana Vieira Deusa da sabedoria, da morte e renascimento, da chuva e do barro Presente do Artista para sua esposa, Fabiana Vieira

Nanã é uma orixá feminina muito complexa, transitando entre os Arquétipos da Grande Mãe, do Ancião Sábio e da Morte.

Ela é quem se encarrega de reciclar a matéria por ocasião da morte: a volta ao barro, à argila da qual o ser humano foi moldado, libertando a lama das memórias da vida, para que possa ser matéria prima de novos renascimentos. Senhora das águas pluviais, defensora das tradições, independente, sábia, avessa à modernidade.

Por sua vez, Ogum personifica o Arquétipo do Guerreiro e é o senhor do metal, sem o qual os instrumentos “modernos” do caçador e heróis não existiriam.

Há mais de uma história de confrontos entre ambos, na vasta mitologia africana…

Em uma delas, Ogum, determinado em cumprir sua missão, segue irrefreável em seu caminho, sem se deter perante o pântano à sua frente.

A voz de Nanã o adverte que este território tem dono e ele deve respeito e pedir permissão para seguir adiante. O determinado guerreiro brada que não pede licença, e sim, conquista e avança, valendo-se de suas poderosas armas de metal. Sob o comando da anciã, por pouco o pântano deixou de tragar Ogum, que teve que lutar com toda sua força para escapar da lama.

“_ Você é poderoso, jovem e impetuoso, mas precisa aprender a respeitar as coisas” – ensina-lhe, Nanã…

Na recente tragédia em Brumadinho, pessoas em desequilíbrio com o Arquétipo do Guerreiro, violam a Natureza, em busca do metal para suas sagas modernas, sem a devida permissão e respeito aos limites ecológicos e técnicos.

Antes a lição/reação viesse de Nanã, que poderia ter sido mais condescendente…

Desta vez, não foi a Mãe Natureza que agiu: foi a própria lama da ganância e insensatez humana que transbordou, sem dó, nem piedade.

Henrique Vieira Filho é artista plástico, escritor, jornalista e psicanalista.

Sua experiência de décadas como terapeuta, em especial, com a Psicanálise Junguiana, lhe possibilita uma familiaridade ímpar com a mitologia e as imagens oníricas, sempre presentes em suas telas.

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Tela Transformista – Re-Arte – Releituras Coletivas – Exposição Até 07 de Dez

A Mundialmente Inédita
Tela TRANSFORMISTA!

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Fotos do Vernissage para divulgação

Arte "Portrait Of Anima" - Artistas  Henrique Vieira Filho e Scarllet Anima
A obra, em seu estágio inicial, preparada por Henrique Vieira Filho, para que Scarllet Anima faça a intervenção.
Arte "Portrait Of Anima" - Artistas Henrique Vieira Filho e  Scarllet Anima
O Artista utilizou MAQUIAGEM para fazer a pintura em tela! Enquanto pintava, Scarllet Anima contou sua trajetória como Drag ao público.

Durante a Vernissage, desenvolveu-se a intervenção, ao vivo, sobre a pintura criada a quatro mãos (Artista Plástico Henrique Vieira Filho e Múcio Fernandes Junior – Ator de Scarllet Anima), em que Animus (o masculino) se transmuta em Anima (o feminino).

Arte "Portrait Of Anima" - Artistas Henrique Vieira Filho e Scarllet Anima
Um dos momentos mais emocionantes do Vernisasse do Projeto Re-Arte!

A intervenção, ao vivo, sobre a pintura criada a quatro mãos (Artista Plástico Henrique Vieira Filho e Múcio Fernandes Junior – Ator de Scarllet Anima), em que Animus (o masculino) se transmuta em Anima (o feminino).


O Artista utilizou MAQUIAGEM para fazer a pintura em tela!Enquanto pintava, Scarllet Anima contou sua trajetória como Drag ao público.

A foto representa o momento em que a obra é desvendada ao público.

Arte "Portrait Of Anima" - Artistas Henrique Vieira Filho e Scarllet Anima
A Mundialmente Inédita Tela TRANFORMISTA! Arte “Portrait Of Anima” – Artistas Henrique Vieira Filho e Scarllet Anima – 80×120 cm – Técnica Mista

Além de Artista Plástico, Henrique Vieira Filho é Psicanalista e falou um pouco da importância desta intervenção artística:

“_Boa parte de nossa saúde emocional depende da compreensão e equilíbrio de nossas qualidades Animus (masculino) e Anima (feminino).

O Artista Múcio Fernandes Junior utiliza das artes cênicas para materializar seu feminino por meio do alter ego Scarllet Anima e eu, por minha vez, retratando mulheres poderosas e fascinantes!

É A Arte como terapia transformadora (até transformista!) do Eu e da Sociedade!”

Projeto RE-ARTE

Em Exposição até 07/12, na Sociedade Das Artes
Alameda Santos, 211 – São Paulo – SP

RSVP: Whatsapp: +55 11 93800-1262

Entrada franca

A Morte Em Terapia E Nas Artes

Finados – Arte E Terapia Na Elaboração Da Morte
Artigo do Artista e Psicanalista Henrique Vieira Filho

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Art works: Angel of Death and D’Arkangel - Artist: Henrique Vieira Filho
À Direita: Title: D’ArkangelArtist: Henrique Vieira FilhoMixed media on canvasSize: 80 x 120 cm – 31,5 x 47,25 inchesYear: 2017Á Esquerda:Title: Angel of DeathArtist: Henrique Vieira FilhoMixed media on canvasSize: 80 x 120 cm – 31,5 x 47,25 inches Year: 2017

Enquanto algumas culturas festejam (México) e outras homenageiam (Japão), o Brasil herda tradições que cultuam o sofrimento sobre a importante pauta que é a MORTE.

As Artes expressam e transmitem sentimentos universais, por isso, é natural que a representação da mortalidade seja recorrente na pintura, literatura, teatro, cinema, enfim, todos os gêneros, possibilitando a cada observador a oportunidade de catarse emocional.

Seja em terapêutica (apreciação artística), seja explícita em consultório (arteterapia), Arte e Terapia se somam em nosso benefício para melhor lidarmos com a morte, tema onipresente neste período celebrativo de finados.

Title: Angel of Death Artist: Henrique Vieira Filho
Title: Angel of Death
Artist: Henrique Vieira Filho
Mixed media on canvas
Size: 80 x 120 cm – 31,5 x 47,25 inches Year: 2017

Title: D’Arkangel Artist: Henrique Vieira Filho
Title: D’Arkangel
Artist: Henrique Vieira Filho
Mixed media on canvas
Size: 80 x 120 cm – 31,5 x 47,25 inches
Year: 2017

Enquanto algumas culturas festejam (México) e outras homenageiam (Japão), o Brasil herda tradições que cultuam o sofrimento sobre a importante pauta que é a MORTE.

As Artes expressam e transmitem sentimentos universais, por isso, é natural que a representação da mortalidade seja recorrente na pintura, literatura, teatro, cinema, enfim, todos os gêneros, possibilitando a cada observador a oportunidade de catarse emocional.

Seja em terapêutica (apreciação artística), seja explícita em consultório (arteterapia), Arte e Terapia se somam em nosso benefício para melhor lidarmos com a morte, tema onipresente neste período celebrativo de finados.

Teóricos classificam a morte em categorias, sendo que, um deles, Kovács, M.J., em sua obra “Educação para a Morte – Temas e Reflexões”, nos apresenta o que nominou de morte escancarada, via de regra, do tipo violenta, em guerras, tragédias, desastres e emergências, envolvendo a banalização da morte, com superexposição da midia, o que tanto pode criar possibilidades de discussão, como tão somente gerar perplexidade e desconforto:

“A morte escancarada por ser inesperada não permite preparo prévio.

Envolve múltiplos fatores que podem dificultar a sua elaboração: perdas múltiplas (morte de várias pessoas da mesma família), perdas invertidas (filhos e netos que morrem antes de pais e avós), presença de corpos mutilados, desaparecimento de corpos e cenas de violência.” (Kovács)

Como complementação ao tópico acima, Philippe Ariès, nos apresenta outras classificações complementares de morte:

  • A “domada”, mais comum à Idade Média, onde morrer era um risco cotidiano, por doenças, ferimentos, e o temor maior era quanto à forma abrupta, que poderia impedir os rituais de despedida, como um evento familiar que incluía a espera no leito, o lamento pela vida, a evocação de pessoas e coisas amadas, o perdão e a absolvição sacramental. (Ariès, 2003).
  • A “interdita”, onde não era mais entendido como um fenômeno natural, sendo aplicada a “medicalização” da morte, quando os moribundos eram levados aos hospitais para morrer, lugar que era conveniente para esconder a repugnância e aspectos sórdidos ligados à doença. Dessa maneira, foi ficando mais comum a supressão do luto e das manifestações de dor. (Ariès, 2003)
  • E temos, ainda, a morte “reumanizada”, onde, ao invés da busca de a todo custo impedir ou adiar o falecimento, aplica-se a ortotanásia, onde se cuida para que a pessoa tenha uma morte digna, sem procedimentos que iriam somente prolongar a vida sem qualidade.

 

Projeto Re-Arte:Releituras Coletivas - Re-Art Collective Project: Arts Revisited
Art: CATrina - Artist: Henrique Vieira Filho
Art: CATrina – Artist: Henrique Vieira Filho

Independente de classificação, a morte é pauta em atendimentos de consultório, existindo até abordagens específicas, como a Terapia do Luto.

O processo de luto, quando bem vivenciado, facilita condições para uma adaptação à perda, despertando a disponibilidade para novos investimentos em sua vida, reorganização uma nova rotina para o dia a dia.

Mas, há fatores complicadores, conforme a circunstância do acontecimento do luto:

  • O “antecipatório”, quando, por exemplo, inicia desde o um diagnóstico de problemas de saúde incuráveis;.
  • O “parental”, que envolve a morte de filho, também é chamada de “morte invertida” e costuma envolver sentimentos de culpa dos pais;
  • O “adiado”, acontece normalmente quando não há vivência imediata da perda, por diversos fatores e só ocorre muito tempo após o acontecimento.
  • O “inaceitável”, quando não há amparo social e/ou nas crenças e costumes, como por exemplo, mortes de animais, aborto, ou de amantes.
  • O “suspenso”, que ocorre em casos de ausência ou desaparecimento do corpo;
  • Complementando, e bem no contexto atual, há ainda o luto “coletivo”, com a sensação de perda disseminada por toda uma coletividade, como o que se gerou perante o ataque terrorista em Paris e a tragédia sócio-ambiental em Mariana.

Boa parte dos teóricos, para fins de facilitar o entendimento, descrevem o que chamam de “fases do luto”.

Klüber-Ross (1996) é talvez a referência mais citada, classificando em cinco fases do luto, que também se aplicavam as pessoas que vivenciavam outros tipos de perda:

  • “Negação”, quando a pessoa parece não acreditar que ocorreu a morte;
  • “Raiva”, marcado por sentimentos de revolta, ressentimento e até a atribuição de causa ou culpa para algo ou alguém;
  • “Barganha”, período em que ocorre uma espécie de negociação que possa mudar ou evitar a perda. É comum o apelo a entidades divinas e quaisquer crenças por meio de pactos ou promessas;
  • “Melancolia”, período de extrema tristeza, introspecção e isolamento;
  • “Aceitação”, que é a fase derradeira, mas que não significa o fim do sofrimento, mas um período em que a pessoa deixa de lutar contra a morte, a aceita e isso facilita o enfrentamento.

A Terapia Holística possui muitos instrumentos para que possamos atuar como mediadores, catalisadores do processo de luto.

Uma das vertentes mais procuradoras e bastante polêmica é a Terapia Comportamental, que propõe “tarefas” a serem executadas pelo Cliente, algo como um “passo a passo”, com prazos e metas.

Claro, sempre é tentador, tanto para a pessoa atendida, quanto para o Profissional, trabalhar dentro de uma expectativa de tempo e de resultados e, muitas vezes, é necessário, como, por exemplo, nos casos de pessoas que sejam arrimos emocionais e/ou financeiros dos demais, não sendo possível ficar sem a retomada de suas rotinas de vida.

Outrossim, devemos sempre ter em mente que obter resultados na alteração do comportamento (como, por exemplos, a pessoa cessar com os choros, volta a trabalhar, a cuidar dos filhos…), muitas vezes implica em estarmos adiando o contato com o sofrimento, ou, ainda pior, estarmos predispondo à somatização do trauma, o qual, não encontrando espaço para manifestar-se emocionalmente, passará ao corpo, em diferentes graus de seriedade.

Sempre que possível, devemos adotar a linha terapêutica humanista, onde não existe um roteiro ou prazo pré-estipulado, permanecendo a Terapia à disposição do Cliente, que levará o tempo que for necessário para conseguir lidar com a perda, redefinir os papéis e retomar sua vida, em sua nova forma.

Paralelamente aos métodos Psicoterápicos, podemos contar com as técnicas de equilíbrio energético de meridianos, de chakras e, é claro, a popular Terapia Floral, com seu vasto leque de essências, adequadas a cada etapa emocional de nossos Clientes.

Desde a consagrada composição do Rescue Remedy, que atua muito bem em momentos de grande variação emocional, até o ideal, que sempre é personalizar a escolha das essências, adequando ao exato momento vivenciado pelo Cliente, os Florais de Bach contam com longa tradicional de auxílio ao luto.

 

Title: Katrina Gioconda
Artist: Henrique Vieira Filho
Mixed media on canvas
Size: 80 x 120 cm -  31,5 x 47,25 inches
Year: 2017
Title: Katrina Gioconda – Artist: Henrique Vieira Filho

 

Esta pauta teria que ser aprofundada muito além do espaço destinado a este Artigo, razão pela qual, pretendo retomar e complementar este tema, em futuras oportunidades.

 

Que todos saibam que sempre terão, na Terapia Holística e na ARTE, excelentes pontos de apoio para a harmonização em suas vidas.

 

 

Arte E Terapia, com Henrique Vieira Filho

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Artes de Henrique Vieira Filho Invadem Museu Italiano

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Invasão De Pássaros Tsurus Do Artista Henrique Vieira Filho No Museu Italiano

Suas artes aladas voaram da exposição nos EUA para a da França e pousam de hoje a 15/11 no consagrado Museu de Torino, Itália.

Museo MIIT Torino (Museo Internazionale Italia Arte) - Contemporary Art Exhibition - Turin - Italy - Artist Henrique Vieira Filho
October 31 - November 15, 2018

Agora no MIIT – Museo Internazionale Italia Arte (Turin – Itália), as pinturas de origamis Tsurus de nosso Artista Henrique Vieira Filho revoaram em New York – USA (Saphira & Ventura Gallery), depois em Paris – França (Galerie Artitude Art Contemporain) e em breve voam de volta a São Paulo – Brasil (Sociedade Das Artes), aterrizando no Projeto Re-Arte!

Obras De Henrique Vieira Filho Para A Exposição No Museu Da Itália:

Tela “1000 Tsurus”, do Artista Henrique Vieira Filho
A tela “1000 Tsurus”, do Artista Henrique Vieira Filho apresenta, literalmente, 1000 pássaros colorindo a tela, em uma revoada pela paz. A pose da figura feminina homenageia a estátua na Praça da Paz, em Nagasaki, Japão

Title: 1000 Tsurus  – Artist:  Henrique Vieira Filho
Mixed media on canvas – Size: 80 x 120 cm – Year: 2017

Title: Wings Of Desires Artist: Henrique Vieira Filho
Title: Wings Of Desires Artist: Henrique Vieira Filho Mixed media on canvas Size: 120 x 80 cm Year: 2017

O Universo pede mil tsurus origamis em troca de cada desejo, que nesta obra de  Henrique Vieira Filho , voa pelos céus transbordando paz e esperança.

No Brasil, o Projeto Re-Arte:Releituras Coletivas:

Os Artistas Melissa Zimosky, Henrique Vieira Filho e Monique Nunes combinam RELEITURAS de suas pinturas para o Projeto Re-Arte:

Melissa Zimosky junto às suas pintura a óleo “O Berço” e “Instinto”, Henrique Vieira Filho de costas para sua obra “Angel Of Death”, tendo ao lado a recém pintada “CATrina”, que é uma releitura das obras de Monique Nunes, que posa junto à sua aquarela “Viva La Muerta”, por sua vez, releitura da tela de Henrique

Melissa Zimosky junto às suas pintura a óleo “O Berço” e “Instinto”, Henrique Vieira Filho de costas para sua obra “Angel Of Death”, tendo ao lado a recém pintada “CATrina”, que é uma releitura das obras de Monique Nunes, que posa junto à sua aquarela “Viva La Muerta”, por sua vez, releitura da tela de Henrique

Henrique: “_ Como Psicanalista, as pinturas figurativas de Melissa me transportam para o infinito e ainda evocam a feminilidade em sua essência. E, como Artista Plástico, o brilho, a intensidade das cores me fascinaram, por isso, escolhi estas Artes para fazer a RELEITURA!”.

Obras de Melissa Zimosky:
O Berço - 60 x 60 cm
Instinto - 50 x 70 cm

Obras de Melissa Zimosky:
O Berço – 60 x 60 cm e Instinto – 50 x 70 cm
Óleo Sobre Tela – 2018

Etapas criativas: o Psicanalista Henrique Vieira Filho e a Bióloga Monique Nunes combinam RELEITURAS de suas pinturas para o Projeto Re Arte - Releitura Coletiva :
Obras "Angel of Death" e "Cat Woman", respectivamente

Henrique: “_ Como Psicanalista, as aquarelas da Monique, com a sensualidade e a simbologia arquetípica do gato prontamente prenderam minha atenção. E, como Artista Plástico, a tonalidade sépia e a temática “pin up” me cativaram. Por isso, escolhi esta Arte para fazer a RELEITURA!”.

Re Arte
Músicas pintadas
Esculturas em telas
Versos que vertem tinta
Figurativo tornado abstrato
Cada Artista Re-Interpretando o outro

Etapas criativas: o Psicanalista Henrique Vieira Filho e a Bióloga Monique Nunes combinam RELEITURAS de suas pinturas para o Projeto Re Arte - Releitura Coletiva :
Obras "Angel of Death" e "Cat Woman", respectivamente

Monique:
“_ Sempre admirei as Artes mexicanas relacionadas ao “Dia De Los Muertos”, tanto é que tenho uma tatuagem nesse estilo! Por isso, dentre as telas do Henrique, esta foi a que escolhi!”.

Música transposta em tela…
Tela revisitada como escultura…
História em Quadrinhos inspirando pinturas...
Ilustrações em papel tornadas pinturas em técnicas mistas…
E /ou vice-versa!

Nas próximas semanas, publicaremos o andamento das Artes e, ao na sequência do Projeto Re-Arte, as obras dos diversos Artistas ficarão em Exposição na Sociedade Das Artes.

Para saber mais:

Agende sua exclusiva com os Artistas:

Alameda Santos, 211 cj 1411
São Paulo – SP – CEP 01419-000
www.henriquevieirafilho.com.br
[email protected]
+55 11 93800-1262

O Artista VisualHenrique Vieira Filho convida ao seu estúdio, onde apresenta sua primeira releitura das aquarelas da Bióloga e Artista Plástica Monique Nunes para o Projeto Re-Arte:

Link para o vídeo (50 segundos): https://youtu.be/KhTc28_pKkI

Etapas criativas: o Psicanalista Henrique Vieira Filho e a Bióloga Monique Nunes combinam RELEITURAS de suas pinturaspara o Projeto Re-Arte:

As etapas iniciais do processo criativo do Artista Plástico Henrique Vieira Filho envolvem pintura corporal caracterização de personagem e sessões fotográficas em seu estúdio, gerando materiais de base para sua pintura em tela.

Sob a direção de Henrique Vieira Filho, a Artista Plástica Monique Nunes encarna a personagem de suas próprias aquarelas

 Sob a direção de Henrique Vieira Filho, a Artista Plástica Monique Nunes encarna a personagem de suas próprias aquarelas.

Por ser Bióloga e admiradora de felinos, com os quais interagiu na na África do Sul (Cheetah Outreach), Henrique optou por lhe estampar como um Guepardo:

Sob a direção de Henrique Vieira Filho, a Artista Plástica Monique Nunes encarna a personagem de suas próprias aquarelas

Projeto Re-Arte:Releituras Coletivas - Re-Art Collective Project: Arts Revisited
Art: CATrina - Artist: Henrique Vieira Filho

Nas próximas semanas, publicaremos o andamento das Artes e, ao na sequência do Projeto Re-Arte, as obras dos diversos Artistas ficarão em Exposição na Sociedade Das Artes.

Para saber mais:

Agende sua exclusiva com os Artistas:

Alameda Santos, 211 cj 1411
São Paulo – SP – CEP 01419-000
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