Neste artigo para o Jornal O Serrano, Henrique Vieira Filho fala sobre a origem da expressão do título e nos conta história de Carnaval com o primeiro beijo e as versões antigas dos modernos “ghosting” e “término de relacionamento por mensagem”.
Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6390, de 02/02/2024
Guardo na memória um Carnaval em Serra Negra em que vivenciei um evento histórico: meu primeiro beijo!
Na verdade, foi quase um evento “pré-histórico”, pois foi no tempo onde as tampinhas de refrigerantes tinham película de cortiça por dentro, ao invés de plástico.
O passeio pela trilha do Parque Das Fontes (trajeto por cima das fontes São Carlos e Dos Italianos) teve uma pausa no mirante.
Este inusitado encontro entre uma garota carioca e um donzelo paulista quase foi “longe demais”, sendo contido pela chegada de outros casais também interessados em usufruir do discreto e conveniente espaço.
A relação se prolongou: mesmo cada qual de volta à sua cidade, as brasas ainda ardiam por meio de… cartas!
Tudo isso foi em “1900 e guaraná com rolha”, ou seja, sem internet e até mesmo ter um telefone (fixo, pois celulares só existiam na ficção “Jornada Nas Estrelas”) era raridade e nunca que um adolescente ousaria gastar dinheiro dos pais com uma ligação interurbana, pois custava os “olhos da cara”.
Assim sendo, os Correios foram o “meio de comunicação em massa” para renovar, semanalmente, mais beijos por escrito.
Depois de várias idas e vindas tendo o carteiro como cupido, aconteceu o que a garotada atual chama de “ghosting”: ela desapareceu de repente, como um fantasma, sem escrever por quase um mês.
Isso me levou a analisar melhor a situação: eu, ainda um menino; ela, já uma mulher, morando a centenas de quilômetros de distância e estava noiva (um “pequeno detalhe”).
Concluí que ela tão somente não sabia como terminar o relacionamento sem me magoar, razão pela qual, postei uma longa carta explicando que compreendia a situação, que tudo foi apenas um “romance de carnaval”, “sem importância” e que ela poderia seguir em paz com a vida.
Literalmente, no dia seguinte, chegou correspondência dela, com teor apaixonado! E, assim que ela recebeu e leu a que enviei, até me telefonou (a conta telefônica pode ter doído mais que as minhas palavras…), mas, era impossível desfazer o dito, ou pior, o escrito.
Sem querer, fui o involuntário precursor da insensível estratégia de “terminar namoro pelo Whatsapp”!
Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e Biblioteconomia.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com mais de 100 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Polo Cultural ReArte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.